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Nao sei o que fazer tenho dois Amores

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Não falar para o seu século é falar com surdos.

Se ofenderes o teu vizinho, é melhor não o fazeres pela metade.

Quando não se possa escolher senão entre a cobardia e a violência, aconselharei a violência.

As riquezas pintam o homem, e com as suas cores cobrem e escondem não apenas os defeitos do corpo, mas também os da alma.

O que enobrece o homem não é o seu ato mas o seu desejo.

Os indivíduos só são heróis quando não podem agir de outra maneira.

A liberdade é um bem comum, e se todos não desfrutam dela, não serão livres nem os que se julgam como tal.

Não há fonte de erro tão grande como a busca da verdade absoluta.

Há enganos tão bem elaborados que seria estupidez não ser enganado por eles.

Considero a família e não o indivíduo como o verdadeiro elemento social (arriscando-me a ser julgado como espírito retrógrado).

Não posso acreditar que Deus nos colocou nessa terra para sermos ordinários.

O direito não é nada além do mínimo ético.

Nada contribui mais para a serenidade da alma do que não termos qualquer opinião.

Não é forte quem derruba os outros; forte é quem domina a sua ira.

Não morre aquele que pela virtude perece.

Não há livro tão mau que não tenha algo de bom.

Quando presto algum serviço a um amigo ou lhe zelo os interesses, não há motivo para que me louvem; pois creio que apenas pratiquei um ato indigno de censura.

Não se pode chamar leitura a essa tremenda quantidade de tempo que se perde com os jornais.

Não sejamos tão exigentes: quanto mais transigentes, mais hábeis.

Canção de Primavera

Eu, dar flor, já não dou. Mas vós, ó flores,
Pois que Maio chegou,
Revesti-o de clâmides de cores!
Que eu, dar, flor, já não dou.

Eu, cantar, já não canto. Mas vós, aves,
Acordai desse azul, calado há tanto,
As infinitas naves!
Que eu, cantar, já não canto.

Eu, Invernos e Outonos recalcados
Regelaram meu ser neste arrepio…
Aquece tu, ó sol, jardins e prados!
Que eu, é de mim o frio.

Eu, Maio, já não tenho. Mas tu, Maio,
Vem com tua paixão,
Prostrar a terra em cálido desmaio!
Que eu, ter Maio, já não.

Que eu, dar flor, já não dou; cantar, não canto;
Ter sol, não tenho; e amar…
Mas, se não amo,
Como é que, Maio em flor, te chamo tanto,
E não por mim assim te chamo?

José Régio
Filho do Homem