Nao quero Viver na Ilusao
É verdade que estou morrendo de medo do amor que você sente por mim. Mas não é só isso. Também ando com muito medo das pessoas todas.
"Não será merecedor dos favos de mel aqueles que evitarem as colméias, porque as abelhas têm ferrões".
Abaixar a sua cabeça e chorar não vai fazer com que as coisas mudem, para mudar você precisa tomar atitudes, você precisa erguer a cabeça e seguir em frente.
Eu sou o tipo de garota que se machuca fácil, mas não demonstra isso. Sou o tipo que prefere sorrir quando o que ela mais deseja é chorar. Eu vou estar sempre alegre perto das pessoas, eu vou fazer de tudo para o seu dia brilhar, mesmo quando eu não conseguir fazer o mesmo com o meu.
Porque você brinca de ser meu, mas mora do outro lado mundo. E eu não sou atleta e nem forte para correr tanto e tão longe...
Em algumas noites, eu penso: ‘Você quer saber? Eu não me importo. Eu só estou fazendo o que eu quero fazer.’
Não pense que o mundo acaba ali onde a vista alcança. Quem não ouve a melodia acha maluco quem dança.
E eu só estou sorrindo à toa, qual o mal nisso? Não me droguei, não estou bêbada e não tenho nenhum parafuso a mais ou a menos. Só estou feliz. Sem motivos mesmo.
A vida é um naufrágio, mas não devemos esquecer de cantar nos botes salva-vidas.
Quando encontramos uma pessoa de que realmente gostamos, não podemos deixar de tratá-la bem. Não importa o que ela faça, continue amando ela. E por mais que doa, temos que ver que nem a pessoa que amamos é perfeita. Ela também comete erros.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda…
Não precisamos temer os deuses. não precisamos nos preocupar com a morte. É fácil alcançar o bem. É fácil suportar o que nos amedronta.
É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer, porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo. Ou pelo menos o que me faz agir não é o que eu sinto mas o que eu digo. Sinto quem sou e a impressão está alojada na parte alta do cérebro, nos lábios – na língua principalmente –, na superfície dos braços e também correndo dentro, bem dentro do meu corpo, mas onde, onde mesmo, eu não sei dizer. O gosto é cinzento, um pouco avermelhado, nos pedaços velhos um pouco azulado, e move-se como gelatina, vagarosamente. Às vezes torna-se agudo e me fere, chocando-se comigo. Muito bem, agora pensar em céu azul, por exemplo. Mas sobretudo donde vem essa certeza de estar vivendo?
