Nao quero Viver na Ilusao
Como Entender
nao tenho medo nem coragem,
nem sinto frio agora
nao sei o que quero e se quero
nao sei nada sobre tudo,
ou seria tudo sobre o nada
como dizem: será que um copo que está meio cheio
nao está também meio vazio?
então será que um coração que odeia, pode tambem amar
ou seria que esse coração que ama, pode começar a odiar?
suspiros, medos, agora nao sei mais,
sabia, mas nao sei mais...
Quero fugir do que não é de mim. Quero me livrar do que não me pertence. E me pertencer. Inteira. Profunda. De mim.
Eu não quero palavras e nem insinuaçoes,porque palavras se vão ao vento,e insinuaçoes se acaba com o tempo.
Eu quero atitudes.
Não quero ser previsível. Quero ser aquela que você não busca, mas aparece para te dar a mão. Não te conhece, manda um sorriso de bom dia. Não te dá esmolas de conhecimentos, ensina-te o que é sabedoria, te chateia para seu crescimento, te ama sem saber porque. Quero ser aquela que não existe para muitos, encontra todos. Está no dia a dia. Meu nome? Esperança!
Eu...
Eu não quero brincar de amar, só quero um amor verdadeiro, sincero, ele nem precisa ser bonito, precisa estar junto.
Chega de promessas não cumpridas, de palavras vazias, de juras falsas. Eu quero verdades, sinceridades, honestidade e transparência. Quero realidade, franqueza, quero ter mais certeza. Ando precisando de apegos, apreços, carinho, atenção, de dedicação, de consideração, de gratidão. Quero intenções, atitudes. Bons ventos e pensamentos. Mais gentileza, mais cavalheirismo, mais suavidade. Chega de palavras que machucam, de atitudes que ferem, de olhares que angustiam. O mundo precisa de mais afeto, demais respeito, de mais educação, de mais consideração.
Porque eu não quero mais, sabe?
Porque muita coisa mudou, e dizem que aos 30 as mulheres ficam com mais preguiça de tudo que não é incrível.
Eu cansei de noites em claro com quem não muda o meu dia.
Cansei de minutos ao telefone, com quem não diz exatamente o que eu preciso ouvir.
Não sei mais desperdiçar carinhos.
Não é qualquer mensagenzinha no celular que acelera meu coração.
E entre meu sofá e um gostosão sem cérebro... deito e durmo tranquilamente.
Não troco facilmente meus livros por uma noite suando na balada e uma madrugada fedendo a cigarro.
Aliás, homens que fumam eu risquei da lista. Os que dirigem bêbados também. E dos que não tem muita intimidade com a gramática, tô fora! Eu sei que a lista diminuiu consideravelmente. E as possibilidades de "desencalhar" também. Mas eu não faço questão de nada agora, sabe? Lembro que aos vinte eu sentia uma carência enorme quando ficava algumas semanas sem alguém...
Se uns acham que fiquei mais fria perto dos 30, eu digo que fiquei é mais seletiva. E o amor-próprio? Vai muito bem, obrigada! E admito, um amor cairia muito bem! Mas amor de verdade, sabe? Daqueles que transmitem paz só de olhar. Alguém que me aceite com todo o meu histórico de amores mal sucedidos, e minhas teorias malucas sobre o verbo amar.
Alguém de quem eu não precise mais do que a minha própria vida, mas que precise de mim pra vida inteira. Alguém só meu. E que não sinta necessidade de ser de mais ninguém. Não quero o cara sarado da academia, quero o cara de coração bem resolvido.
Não quero o cara perfeito. Só quero o meu cara.
E por isso eu espero, sabe? Sem procurar, porque isso me cansa demais. E eu ainda sou meio à moda antiga. Ser conquistada, pra mim, tem muito mais valor.
Eu ando naquela fase de me amar, pra saber ser amada depois. Eu ando me redescobrindo e me apaixonando por mim mesma. Tirei do baú os velhos gostos que sempre fizeram de mim uma boa companhia pra mim mesma. E vou vivendo. Não seguindo o fluxo das coisas. Vou vivendo do meu jeito, com as minhas manias, os meus livros, as minhas poesias, minhas músicas e meu sonho secreto de encontrar meu príncipe, mesmo que não seja tão encantado assim, e de finalmente, viver o meu “felizes para sempre”.
Porque a felicidade que eu tanto procurava nos outros, eu encontrei dentro de mim.
[K]
Quero crescer como pessoa e profissional por méritos próprios, não preciso pisar nas pessoas, diminuí-las e nem me autopromover na dificuldade alheia. Tenho forças para batalhar e ir além do que imaginei, do que planejei...
Habitar
Não quero ser apenas tocada.
Quero ser habitada.
Não por mãos que me percorrem com pressa,
mas por quem se perde em mim como quem encontra morada.
Quero ser sentida com os olhos fechados.
Com o coração aberto.
Com a calma de quem entende que o prazer mora na pausa —
na respiração contida, no quase, no que se prolonga.
Quero que cada parte minha seja descoberta como um território sagrado.
Como se você estivesse lendo meu corpo em braile,
palavra por palavra, pele por pele,
até entender minha linguagem.
Que o arrepio seja tua resposta,
e o silêncio entre nós, a oração.
Que você me toque como quem desvenda.
Como quem tem sede,
mas não se apressa.
Como quem entende que habitar alguém
não é sobre entrar,
é sobre permanecer.
Não quero ser o instante.
Quero ser o eco.
O sabor que fica mesmo depois da última mordida.
O cheiro que gruda mesmo depois da despedida.
A lembrança que acende só de fechar os olhos.
Quero que me sinta mesmo quando não estou.
E que deseje voltar — não pelo corpo,
mas pela paz que encontrou ao deitar no meu.
Eu não quero crescer, desejo que eu nunca crescesse
Eu poderia continuar pequena
Não quero mais amar! Amar... de amar sozinho,
sonhar sozinho, acreditar sozinho, não quero mais.
Se é para sentir-se só, tendo alguém ao meu lado,
prefiro seguir só, o meu caminho emaranhado.
Quero um amor sim, mas de ficar juntinho,
de conversar baixinho e falar engraçadinho.
Quero um amor, daquele que nasce lentamente,
cresce de coisas simples e ama teimosamente.
Quero um amor de tocá-la e sentir o tempo parar,
Tomar-lhe um beijo e descobrir que posso voar.
Quero um amor de fazer a pele arrepiar
e o coração pular.
Quero um amor, mas daquele que queira amar também,
e tão bem me faça, que me queira até cento e oitenta anos.
Não por egoísmo, nem por conformismo,
muito menos por engano.
O que eu não quero, nunca mais, é aquele tipo de amor superficial.
O amor que eu quero é daquele de prestar atenção em gestos banais,
Descobrir segredos e trejeitos que só eu saberei decifrar.
Pelo simples fato e por todos os fatos de só ela me cativar.
Antes de estender os braços, preciso saber o que há dentro desses braços, porque não quero dar somente o vazio.
Eu sei que não sou perfeita, nem quero ser. Tenho orgulho das minhas marcas. Aquelas que trago no corpo e na alma. Elas mostram a pessoa que me tornei e o legado que deixarei. Apenas faço de mim aquilo que posso ser...melhor pra mim...e ideal pra quem me merecer.
