Nao quero Viver na Ilusao

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Um pouco de raiva não me fará mal. Há frutos que apodrecem por excesso de doçura.

Certas coisas são tão evidentes, apesar de inexplicáveis, que a gente não pode deixar de acreditar.

Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado. "Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor. Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo para ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais. Não se importe com a opinião dos outros. Antes ser um idiota para as pessoas do que infeliz para si mesmo.

Compreendo perfeitamente pessoas mal humoradas, deve ser muito triste não ter alguém que faça cócegas em nossos corações.

Criar sim, mentir não. Criar não é imaginação, é correr o grande risco de se ter a realidade.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

A gente só fica irritado e zangado com uma proposta quando não está muito seguro de poder resisitir-lhe e está intimamente tentado a aceitá-la.

Thomas Mann
Os Buddenbrook

A vida é o que você faz dela. Não importa o que seja, às vezes, você vai bagunçar, é uma verdade universal. Mas o lado bom é que você decide como vai bagunçar. As garotas vão ser suas amigas - elas vão fingir de qualquer jeito. Simplesmente lembre-se: às vezes vem, às vezes vai. Aqueles que ficam com você em todos os momentos - eles são seus verdadeiros melhores amigos. Não os deixe. E também lembre-se de ter as melhores amigas do mundo. Os amante, bem, eles vêm e vão também. E amor, eu odeio dizer isso, muitos deles - na verdade, a maioria deles vão partir seu coração, mas você não pode desistir porque se você desistir, você nunca vai achar sua alma gêmea. Você nunca vai achar a metade que te deixa inteira e que estará lá para o que der e vier. Só porque você falhou uma vez, não significa que você vai falhar em tudo. Continue tentando, persista, e sempre, sempre, sempre acredite em você mesma, porque se você não acreditar, quem vai, lindinha? Então mantenha a cabeça erguida, mantenha o queixo erguido, e o mais importante, sempre sorria, porque a vida é uma é linda e há muito o que sorrir nela.

Nos mesmos rios entramos e não entramos, somos e não somos.

Minhas palavras cuidadas incomodam. Se não explico, pareço louca. Se explico, sou louca.

Não te iludas. O ontem já se passou, o amanhã ainda não existe. Vive, pois, a única certeza que tens agora: este dia!

Eu penso muito sobre tudo, não posso evitar, vou de uma ideia para outra. E todos esses planos viram um sonho, que vejo crescer, progredir, vejo pessoas felizes através deles. Principalmente crianças.

Quem um dia irá dizer que não existe razão para as coisas feita pelo o coração?

Luz, câmera, ação: e então filma-se o silêncio entre um homem e uma mulher que não se veem há nove anos, e então filmam-se todas as dúvidas sobre se devem se tocar ou não, se beijar ou não. Então filma-se o papo inicial, cauteloso, até que chega a hora da explosão, dos desabafos, das acusações e do quase choro. Então filma-se o que poderia ter sido – especulações – e o que será daqui por diante – especulações também.

E se o que faz o amor sobreviver for justamente a falta de convivência e rotina? Quem apostaria num amor apenas idealizado? E se a nossa intuição for mesmo a melhor conselheira e não merece ser desprezada? E se nossas lembranças nos traírem? E se casamento nenhum for mais importante do que um único encontro?

O cinema pode colocar pessoas desafiando a gravidade, cortando o pescoço uns dos outros, fazendo o tempo andar pra trás, e eu não me emocionarei nem ficarei perplexa, mas me dê um pouco de realidade e isso me arrebata.

Luz, câmara e outro tipo de ação
Existem filmes de ação com tiroteios, velocidade, cenas multipicotadas, sustos, finais bombásticos, superproduções. De vez em quando, até gosto. Mas os filmes de ação que estão entre meus preferidos são aqueles que, aparentemente, não têm ação nenhuma.

Um bom exemplo é "Antes do Pôr do Sol", que dá continuidade ao "Antes do Amanhecer" e que finalmente entrou em cartaz. O filme é um blá-blá-blá ininterrupto entre um casal que caminha por Paris e discute a vida e a relação. Filme cabeça ou filme chato, rotule você. Mas não diga que não é um filme de ação.

Medo, suspense, aflição, expectativa: diálogos também provocam tudo isso. Como não sentir-se especialmente tocado por uma jovem mulher que admite ter perdido a ilusão do amor e que passou a viver blindada, refratária a qualquer nova relação? Como não sentir-se mexido quando um homem admite que casou porque todos casam, que passa 24 horas por dia infeliz e que a única coisa que lhe justifica a vida é o filho de quatro anos? O que pode ser mais mirabolante, impactante, desestabilizante, emocionante do que ver duas frágeis criaturas, um homem e uma mulher predestinados um ao outro, enfrentando a crueza da distância física e do tempo, e a irrealização de seus sonhos? Não se costuma catalogar estas pequenas crises existenciais como filmes de ação, mas elas me prendem na cadeira como nem uma dezena de Matrix conseguiria.

O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia.

O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
O Tejo desce de Espanha
E o Tejo entra no mar em Portugal.
Toda a gente sabe isso.
Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
E para onde ele vai
E donde ele vem.
E por isso porque pertence a menos gente,
É mais livre e maior o rio da minha aldeia.

Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
Para além do Tejo há a América
E a fortuna daqueles que a encontram.
Ninguém nunca pensou no que há para além
Do rio da minha aldeia.

O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
Quem está ao pé dele está só ao pé dele.

Por que que o mar não se apaixona por uma lagoa?

- Porque a gente nunca sabe de quem vai gostar.

Supõe-se que todas as alegrias se parecem. Mas a verdade é que a alegria rubro-negra não se parece com nenhuma outra. Não sei se é funda, ou mais dilacerada, ou mais santa. Só sei que é diferente..

Não desejo mais nada. Nem homens, nem dinheiro, nem amor, somente a capacidade de atuar!

Não é recomendável que todos pensem igual; por causa da diferença de opiniões é que existe corrida de cavalos.

A maioria das pessoas teme a morte por não terem feito nada em suas vidas.

Morrer é uma destas duas coisas: ou o morto é igual a nada, e não sente nenhuma sensação de coisa nenhuma; ou, então, como se costuma dizer, trata-se duma mudança, uma emigração da alma, do lugar deste mundo para outro lugar. Se não há nenhuma sensação, se é como um sono em que o adormecido nada vê nem sonha, que maravilhosa vantagem seria a morte!