Nao quero Viver na Ilusao
“Não é para o que você olha que importa, o importante é o que você consegue ver. Enxergar beleza no comum da vida, perceber a importância na simplicidade das coisas, talvez esse seja o meu maior dom.”
Parece que não, mas sinto também
Parece que sim, veja o que tem
Não tem nada, não tem ninguém
O que antes tinha muitos sentidos
Certo que hoje, verdade não tem.
Ser jovem não é somente viver os bons momentos da juventude, mas, amar a si mesmo e estar de bem com a vida, independente da idade
Sempre nos perguntamos se a dor é necessária, mas não teria graça viver sem ela, porque nosso aprendizado seria pequeno demais
Coloquemos na balança da vida a fraqueza da doença e a força da alegria, onde o contra peso não é permitido para encontrarmos a medida certa para viver
Não importa o clima que esteja fazendo lá fora, porque é você que fará seu dia interior brilhar para viver em harmonia
Deixar de viver para ficar na ociosidade, é a forma mais covarde de dizer para Deus que sua obra não é perfeita, porque não atende aos seus interesses próprios
Realmente no simples ato de plantar, ou seja: respeitar e amar não somente o próximo como também os animais e a natureza, está implícita a razão da vida e da verdadeira felicidade.
Sempre valerá a pena não somente sermos úteis, fieis e ainda por último digno da vida que vivemos e da recompensa que recebemos.
A viagem que não queremos terminar.
É assim a nossa vida.
Estamos norteados a uma direção.
As vezes nem sempre bem direcionados
Mas sempre nessa viagem.
Queremos tanto que o destino chegue
E que os objetivos sejam concluídos
Mas por vezes esquecemos do percurso.
Então, é quando nos damos conta de que
As vezes o destino da viagem nem tanto importa.
Mas sim o que você teve de fazer
O que você teve de viver
O que você teve de sentir
Para então finalmente
Ver que era sua jornada
O nascer de todas suas experiencias
De tudo aquilo que hoje, define você.
Não termine a viagem…
Não fique esperando o momento de reclamar.
Oferte algo para DEUS.
Se você ocupar sua mente com Jesus Cristo,
você vai amar, produzir e viver.
Esse é o meu mal: não viver, só sobreviver. Esse é o mal desse século, temos tempo para tudo, menos para VIVER
Hoje acordei e durante quase duas horas, fiquei olhando para o teto branco do meu quarto, e não era um olhar de admiração, não era. Era um olhar para o nada ou para tudo. Faltava-me força para levantar. As dores eram horríveis. Não sentia firmeza nas pernas, meu coração batia descompassado e num ritmo tal qual a bateria da Mocidade Independente. Meus olhos ardiam. Calafrios sequenciais. Sentia minha boca seca e meu corpo queimando em brasas. Resolvi consultar um médico, e lá fui eu sentar em frente ao computador, porque, afinal de contas, quem tem Google, não precisa de um médico real, ou precisa? Então, sentada com meu “médico”, disparei as pesquisas na página de busca, coloquei todos os sintomas, e ele, o Google, ou meu doutor, em segundos me deu inúmeras possibilidades: Chikungunya, dengue, zika, malária, pneumonia e tantas outras. Acreditei ser meu fim. Voltei para a cama e achei que chamar um padre para a extrema-unção seria o melhor a fazer, não custa nada estar preparada, mas, não o fiz. Por alguns instantes parei para pensar na vida, na minha vida, vida essa que não me deixa viver. Que me faz refém da rotina que eu mesma criei. Rotina essa que me consome dia após dia; falta de tempo ou de uma organização que não me deixe tempo hábil para fazer coisas prazerosas das quais preciso tanto: dançar, ir ao parque, cinema, teatro, rever amigos. Coisas que, por conta da correria, acabo deixando para depois, só que esse depois nunca se torna agora. Após essa breve análise, descobri que não tinha doença nenhuma para aquela imensa fadiga, desânimo, dores da alma. Realmente não era nenhuma patologia. Eu não estava doente: o que eu tinha era vida. Ou não tinha! Esse é o meu mal: não viver, só sobreviver. Esse é o mal desse século, temos tempo para tudo, menos para VIVER
Na ansiosa vida
dos tempos líquidos
não raro esquecemos
do respiro profundo
do toque que nos dissolve humanos
do aroma do café
do beijo na boca
dos pés na terra
do olhar nas estrelas
de morrer por um instante
no oceano
não raro esquecemos
de viver
