Nao quero Viver na Ilusao
Grande Abraço
Começando do final,
Pois é no fim que se começa,
A espera não é eterna,
Ela tarda a findar.
Tornar-me-hei, sim, ternura
Da suave formosura,
Das palavras duras
Que a diferença encarregou-se de criar.
Certo estou que dos céus ela chegará,
Acalentará o desmetricado coração
E algarviará o verde-amarelo com vermelhidão.
Sarará.
Sara há.
Será!
Nós não vivemos, nós existimos. Vivemos momentos. Momentos de felicidade, momentos de tristeza. Nenhuma sensação, destas, é eterna, elas são passageiras, assim como a vida.
A vida é um amontoado de coisas sem nome. Inclusive eu - não me chamo vírgula, sou aspas com um ponto de interrogação em reticências.
Tenho me resguardado de mim mesmo. Minha mente astuta não se casa com o coração. E o coração o tempo todo só pedindo perdão
Dois solitários em companhia não estão juntos. Só experimentam da solidão um do outro sem se separarem.
Sempre procurando chance aonde não há nenhuma.
Agora sei o que sempre busquei.
Mesmo nunca ter conquistado.
Meus versos? Ah... Que sejam ou não lidos, ou nem ao menos vistos, sabendo-se que é um leve ato de externar sensações...
Não. Nananinanão.
Não. Nananinanão.
Não. Eu não.
Porque se fosse eu, seria confusão.
Não. Nananinanão.
Agora é só solidão.
Não. Nananinanão.
Se eu pudesse, mudaria.
Mas, o que é mais forte do que eu não me permite.
Mudanças não se fazem por mera vontade.
A lenda de querer é poder não se realiza.
Lenda necessária para a manutenção da vida.
Lenda para manter a esperança.
Mas, esta lenda, queridos, desculpem-me, não me alcança!
A minha alma não quer se levantar dessa cama.
A minha alma me pesa.
E não há reza que a mantenha de pé.
Pois é, mané!
Eu que pensava que poderia ser.
Você me manteve no seu pé.
Jogou que jogou migué.
Pois é, mané!
Eu acreditei.
Hoje estou quase cometendo um absurdo.
Jogou minha vida no escuro.
E a mané aqui agora sou eu.
