Nao quero Viver na Ilusao

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"A verdadeira felicidade não é um tesouro para guardar, mas uma semente para plantar. Quem compreende a sua plenitude deixa de buscar migalhas de atenção e escolhe ser a própria fonte de amor para o mundo."

"Há dias em que acordamos muito motivados, e outros não. Dias em que queremos ver a luz do sol e a beleza da vida; outros em que preferimos ficar mais a sós, calados e pensativos. Não sei como está sendo o seu dia hoje, mas confie: vai dar tudo certo. Coisas boas acontecem para aqueles que não desistem de lutar."

⁠Porque mexesse tanto comigo?


Tenho esse jeito meio avoado
Transpasso pra você que não dou atenção
Mas desde do primeiro dia que te vi
Mexesse com o meu coração

Não sei lidar com clareza o que sinto
Como você foi extremamente claro pra mim
Agora sinceramente não sei como lido
Não parece tão fácil assim

Tentei relutar algumas vezes
Porque tal sensação sentir?
Infelizmente o que desejas
Talvez soe para mim
Como algo que não consiga cumprir

O que estás fazendo comigo?
Da minha cabeça não consegues sair
Desde que juntos saímos
Meus pensamentos só focam em ti

O planejado saiu do controle
De forma que eu não consigo explicar
Só sei que foi diferente com você
Mas não sei se estou preparado pra te amar
Será que eu consigo fazer tudo outra vez
Sem se frustrar ?

Sei que não suporto te ver distante
Por mais que eu sinta receio
O que temos não é o bastante

Afirmo pra você que estou tentando
Talvez não seja do melhor jeito
Mas o melhor de mim estou dando

Não sei lidar com alguém disposto a cuidar de mim
Eu não sei como reagir
Talvez não seja o bastante pra você
Talvez não seja o bastante para mim

Tudo bem você querer se afastar
Talvez estamos em tempos diferentes
Não tens culpa se eu não consigo me expressar
Já deixasse claro pra mim o que sentes

Porque achas que eu não me importo?
Depois de tudo que me fizesse sentir
Tenho sentimentos por você de tal modo
Que eu não consigo parar de pensar em ti

Você me conheceu sabendo quem sou
Sei que não estás acostumado
Com alguém confuso que nem eu
Mas, prometo a você que estou interessado
De conhecer e me apaixonar por cada pedacinho seu

“O medo vem para te paralisar, para te fazer duvidar e para te fazer acreditar que você não consegue. Mas hoje eu quero te lembrar de algo: se você é filho de Deus, você não está sozinho. Não viva como escravo daquilo que tenta te impedir. Deus te chamou para seguir em frente, para confiar e para crer. Mesmo que você esteja com medo, caminhe. Mesmo que você não veja o caminho, confie. Mesmo que você duvide, lembre-se de quem está com você.” (Miss. Célio Machado)

"Os dinossauros não tiveram a mesma sorte que os homens das cavernas."

Aqueles que estão no Inferno, levariam qualquer um junto apenas para não ficar sozinhos
-Jesus, Alexandre

pródigo.

Eu não pareço com ele.

Pelo menos não quando me olho.

Algumas pessoas dizem que sim.

Dizem que existe alguma coisa no meu rosto, no meu jeito, em alguma expressão que faço sem perceber.

Eu escuto.

Talvez elas estejam certas.

Talvez exista alguma coisa.

Mas eu nunca soube enxergar.

Quando olho para mim, não vejo ele.

Vejo a mim.

E talvez seja justamente isso que me faça pensar tanto nele.

Porque, se existe alguma coisa que eu realmente herdei, não foram os olhos, nem a voz, nem o rosto.

Foram os vícios.

Os malditos vícios.

Talvez essa tenha sido a única herança que encontrou um jeito de chegar até mim.

E é estranho pensar nisso.

Porque eu não herdei as conversas que poderiam ter existido.

Não herdei conselhos.

Não herdei lembranças de infância ao lado dele.

Não herdei aquelas pequenas coisas que parecem tão banais até você perceber que passou a vida inteira sem elas.

Mas herdei isso.

E, as vezes, parece que meu próprio corpo conhece caminhos que eu nunca quis aprender.

Eu tento parar.

Consigo por um tempo.

Depois volto.

E quando volto, existe aquela sensação incômoda de que talvez eu esteja repetindo alguma coisa que começou muito antes de mim.

É aí que ele aparece.

Não na minha frente.

Dentro da minha cabeça.

No subconsciente.

Naquela parte de mim que funciona antes que eu consiga pensar.

Uma reação.

Um impulso.

Uma escolha.

E, por um segundo, eu paro e penso:

“Isso veio de mim?”

Ou veio dele?

Eu odeio não saber.

Talvez seja por isso que eu não consiga perdoá-lo.

Não é só pela ausência.

É pelo que a ausência deixou.

Porque é fácil imaginar que alguém que foi embora simplesmente desapareceu.

O problema é quando a pessoa vai embora e alguma coisa dela continua funcionando dentro de você.

Aí você não sabe mais se está tentando esquecer alguém ou tentando arrancar uma parte de si mesmo.

E eu não quero ser ele.

Nunca quis.

Não quero olhar para as minhas próprias mãos e encontrar as escolhas dele.

Não quero reconhecer nele aquilo que existe em mim.

Não quero que os meus erros tenham o nome dele escondido em algum lugar.

Mas talvez eu precise admitir uma coisa.

Talvez algumas pessoas estejam certas.

Talvez eu realmente carregue alguma coisa dele.

Só que não é isso que me define.

Porque eu também carrego tudo o que veio depois.

As pessoas que me ensinaram.

As que me machucaram.

As que eu amei.

As escolhas que fiz sozinho.

As vezes em que consegui ser diferente.

As vezes em que falhei.

Tudo isso também sou eu.

E talvez seja essa a parte que ele nunca vai conseguir tocar.

Ele pode ter deixado os vícios.

Pode ter deixado perguntas.

Pode ter deixado uma raiva que ainda não sei onde colocar.

Mas não pode decidir o que eu faço com tudo isso.

Talvez eu nunca consiga perdoá-lo.

Talvez um dia consiga.

Hoje eu não sei.

E talvez eu não precise saber.

Porque perdoar não pode significar fingir que nada aconteceu.

Nem transformar ausência em presença só porque seria mais bonito contar a história assim.

Ele não esteve.

Isso também faz parte da história.

E eu não preciso inventar outra para conseguir seguir.

Talvez um dia eu consiga me livrar de tudo aquilo que herdei sem escolher.

Talvez um dia eu olhe para algum vício e não reconheça nele nenhuma sombra.

Talvez eu consiga pensar nele sem sentir que alguma coisa dentro de mim se contrai.

Mas, enquanto esse dia não chega, eu continuo tentando.

Não para provar que sou diferente dele.

Mas porque quero descobrir quem eu seria se não precisasse passar tanto tempo tentando não ser.

Porque eu não sou ele.

Mesmo que exista alguma coisa dele em mim.

Mesmo que às vezes eu me reconheça em coisas que gostaria de não reconhecer.

Mesmo que o subconsciente ainda saiba o nome dele.

Ele pode fazer parte daquilo que explica de onde eu vim.

Mas não precisa fazer parte daquilo que eu vou me tornar.

E talvez seja isso que eu esteja tentando aprender:

eu não escolhi o que herdei.

Mas ainda posso escolher o que fica.

SE
- BIANCA RODRIGUES

Se os outros perderem a razão,
não tenhas tanta pressa de perder a tua.
Há emoções que chegam como tempestades,
mas se tu estiveres dentro de ti, não se molharão.

Se te julgarem, escuta.
Talvez exista alguma verdade na acusação;
ou exista apenas a necessidade do outro
de colocar em ti aquilo que não suporta em si.

Aprende a diferença.

Nem toda crítica merece resposta.
Nem todo silêncio significa rejeição.
Nem toda rejeição significa falta de valor.

Às vezes, nós tentamos transformar
incerteza em certeza,
porque a certeza, mesmo dolorosa,
parece menos ameaçadora que o desconhecer.

Então espera.

Não pense que esperar seja covardia,
porque nem todo impulso
é um chamado.

Se desejares alguma coisa com toda a força, permite-te desejar.
Mas não entregues tua existência ao teu desejo.

Querer não é possuir.
Perder não é deixar de ser.

E esta é uma das maiores
e mais desagradáveis descobertas da vida:

você pode fazer tudo corretamente
e ainda assim as coisas darem errado.

A vida não assinou contrato comigo e nem contigo.

Há fatos que não conhecemos, e nem controlamos, histórias que ainda não foram contadas,
corpos que adoeceram,
pessoas que vão se mudar, em algum momento,
circunstâncias que simplesmente acontecem.

Não transformes o acaso em tragédia.
O acaso faz parte do trajeto.

Se vencer, desfruta
mas não construa uma identidade sobre a tua vitória.

Se perder, sofra
mas não construa uma identidade sobre a tua derrota.

Você não é o acontecimento.

É também aquilo que faz
depois que o acontecimento termina.

E quando perder alguém,
um sonho, uma oportunidade
ou aquela versão sua
que acreditava saber para onde estava indo,
não se apresse a chamar isso de fim.

Há coisas que precisam morrer
para que deixemos de viver em torno delas.

Recomeçar não é voltar ao ponto inicial.
É só continuar diferente.

Se ninguém reconhecer teu esforço,
ainda assim será teu esforço.

Se todos te aplaudirem,
desconfia um pouco da própria vaidade.

O aplauso é agradável,
mas é um péssimo lugar para fazer morada.

Aprende a permanecer
quando não houver plateia.

A ser gentil sem ser submisso.
A ser firme sem ser cruel.
A dizer não sem transformar o outro em inimigo.
A dizer sim sem abandonar a si mesmo.

E, sobretudo, aprende isto:

sentir intensamente não significa precisar agir imediatamente.

A emoção pode ser verdadeira
sem ser um alarme de incêndio.

A raiva pode existir
sem escolher tuas palavras.

O medo pode existir
sem escolher teu caminho.

A tristeza pode existir
sem decidir teu futuro.

Tu não precisas lutar com cada emoção.

Elas só precisam ter um bom condutor.

E talvez seja isso que significa
tornar-se humano:

não eliminar o caos,
mas aprender a reduzir a velocidade
enquanto ele estiver passando.

Porque ninguém escolhe todas as circunstâncias
que encontrará nesta vida.

E quando chegar o último minuto,
não será importante saber
quantas vezes venceu,
quantas pessoas te admiraram,
quantas certezas acumulou,
ou quantas batalhas suportou.

Penso eu que importe apenas isto:

quanto de ti permaneceu teu
depois que a vida tentou te transformar
em alguém que você não queria ser.

E se, apesar de tudo,
ainda conseguir olhar para o mundo
sem precisar possuí-lo,
olhar para os outros
sem precisar decrescê-los,
olhar para tuas feridas
sem transformá-las em identidade,

então talvez tenha aprendido
a mais difícil das artes:

não controlar a vida,
mas não entregar a ela
o governo de quem você é.

Não tenho uma alma indizível, mas confesso que sempre carreguei um olhar de confissão silenciosa. Meus olhos frequentemente denunciam aquilo que minhas palavras, por mera civilidade, ainda procuram preservar. Tenho ouvidos atentos à exiguidade cognitiva e observo, quase com assombro, a desenvoltura com que alguns transitam pela própria ignorância.

Cada segundo corresponde muito, quando estamos esperando por algo que não está sob nosso controle...
Porém, o que nos move, é a confiança em Deus que tem o controle de tudo e nos
faz saber que não tem a palavra
IMPOSSÍVEL no seu dicionário.

Mãe

Ela não comprava pra si,
comprava para as filhas.
Não comia primeiro,
servia primeiro as filhas.

Deixava o seu sonho de lado,
para viver o sonho delas.
Escola particular sem poder,
trabalhando dia após dia.
com ajuda da vovó
mas com o amor todo dela.

Ela fez faculdade paga,
mesmo sem poder pagar,
porque mãe dedicada
acha que amor é dar.

E um dia escuta
que nunca incentivou...
Dói. Dói fundo na alma.
Parece que tudo que fez,
se apagou.

Mas não se apagou, mãe.
Nenhum prato que você deixou de comer,
nenhuma roupa que deixou de comprar,
nenhuma noite sem dormir,
se apaga com uma frase.

Você foi e é dedicada.
Você fez o seu melhor.
E o seu melhor foi muito.
Foi tudo.

Fica em paz, mãe.
Quem planta com amor,
um dia a colheita vem.
Mesmo que hoje a ingratidão doa,
o seu valor ninguém tira de você.
Você foi gigante. E ainda é.

A pior tortura a fazer com alguem é não possibilitar expressão. afinal, sem ela, como esvaziar a solidão e encher de felicidade? sem isto, é inviável. este sou.

⁠Se a liberdade de expressão não é tão importante para nós humanos, por que tentam tirar isto de nós?


(isto não é sobre política)

Afinal, que felicidade podemos ter se não pudermos amar? pois, o amor pode curar tudo. Mas há feridas que são curadas apenas com o bem-querer, sem ela morremos.

uma estrutura sustentada apenas por um lado não ficará de pé, ela desmoronará e ficará despedaçada.

Quem é Mariana?
Sinceramente não sei.
Em algum momento da vida foi perdido a identidade e deu lugar a algo sombrio e desconhecido.
Se foi por autodefesa não sei....só sei que ser Mariana hoje é muito triste, remete a medo.
Antes...
Uma menina feliz, querendo conquistar o mundo com seus sonhos.
Os sonhos poderiam até ser impossíveis, mas para ela eram concretos.
Viva a vida da melhor forma possível, não levada desaforo para casa e sempre se resolvia.
Cantada sabendo que um dia iria apreender de verdade, mas nunca se envergonhava.
Chorava expondo sua insatisfação em publico.
Amava como se fosse o ultimo dia da sua vida, deixando transparecer todo sentimento existente.
Corria sem medo de cair, mesmo havendo pedras no caminho.
Sorria.
Hoje....
Se tornou grande e independente.
Os sonhos não foram concretizados...e não conquistou o mundo como havia planejado.
Prefere se calar diante dos fatos, tudo isso porque um dia teve que escolher entre ter razão e ser feliz.
Felicidade essa que até o momento presente espera.
As musicas sumiram do seu repertorio, infelizmente o silencio tomou conta de sua voz.
Ainda chora, porém sozinha.
Amor existe ainda ardendo dentro do seu coração, mas o medo fez com que os sentimentos ficassem cada dia mais oculto.
Não corre mais, só anda e bem devagar.
Não lembro a ultima vez que há vi sorrindo.
As mascaras foram colocadas, cada uma tem um momento especial para se apresentar no palco da vida.
Mariana não tem como se libertar.
Se é tarde não sei, só sei que doe, doe demais.

Às vezes, ouvir um “não” é melhor do que nunca tentar um “sim”.

A meta é não derrubar a rainha: ser perspicaz, jogar o jogo e blindar a mente.

Arquitetura da Intuição e a Anatomia do Empirismo
A intuição não é uma vaga impressão mística ou um palpite aleatório; é a capacidade do sistema nervoso e do espírito de processar dados ambientais em nível pré-cognitivo. Para que ela se converta em uma ferramenta funcional de sobrevivência, precisa ser submetida ao teste empírico constante. O indivíduo deve testar a direção intuída contra os fatos reais do terreno. Apenas o confronto direto com a realidade separa a intuição autêntica da mera ilusão da mente.
Ao longo do tempo e das tempestades, o homem conhecido como GugAkash traduziu essa ciência prática em uma arquitetura somática gravada no próprio corpo. O que muitos interpretam como arte decorativa é, em verdade, um mapa de sustentação biomecânica, psicológica e espiritual, estruturado em símbolos específicos, em locais anatômicos estratégicos:
1. O Escorpião no Peito do Pé (Ancoragem Límbica de Solo)
Anatomia e Símbolo: Gravado no dorso do pé, ponto primário de tração, articulação e contato direto com a terra.
Função Biomecânica e Espiritual: Representa o instinto de vigilância territorial e marcha. O escorpião é a síntese do ser que não ataca sem razão, mas mantém a resposta defensiva cirúrgica e letal ativada caso o seu perímetro de segurança seja violado. Ensina que a leitura do ambiente começa no chão: quem não sente a firmeza do solo onde pisa é facilmente desestabilizado pelas forças externas.
2. O Pinguim-Imperador na Coxa Esquerda (Homeostase de Carga e Resistência)
Anatomia e Símbolo: Ancorado sobre o quadríceps femoral esquerdo, o motor neuromuscular do deslocamento bípede.
Função Biomecânica e Espiritual: O pinguim-imperador simboliza a capacidade biológica e psíquica de suportar invernos prolongados, ventos congelantes, isolamento rigoroso e escassez sem colapso estrutural. É a resiliência estática: a virtude espiritual de permanecer de pé e proteger a sua essência enquanto a tempestade passa, sem dobrar os joelhos diante da dor.
3. O Guerreiro Alado / Guardião nas Costelas Laterais (Custódia do Núcleo Vital)
Anatomia e Símbolo: Gravado sobre a caixa torácica e intercostais, cobrindo a projeção do coração e dos pulmões. Figura de armadura completa, capuz, asas recolhidas e espada em riste.
Função Biomecânica e Espiritual: Funciona como um escudo somático e espiritual. O guardião protege o núcleo afetivo e racional contra intrusões emocionais e agressões externas. Representa a barreira intransponível que impede que a falsidade, o julgamento e a maldade alheia violem a essência interior do indivíduo.
4. O Axioma dos Fatos na Costela Frontal (Antivírus Cognitivo)
Anatomia e Símbolo: Inscrição textual cravada na costela frontal, em alinhamento com o centro vital do peito.
Texto: "Não foram os fatos que vieram a posteriori confirmarem a teoria; a teoria é que veio subsequentemente explicar e resumir os fatos."
Função Biomecânica e Espiritual: Este axioma atua como um filtro cognitivo estrito. Impõe o empirismo absoluto como regra de vida: neutraliza promessas vazias, narrativas fantasiosas, manipulações e teorias sem lastro. A realidade concreta e a evidência factual sempre precedem o discurso.
5. A Fênix no Braço Dominante e Coluna (Vetor Ativo de Reconstrução e Transmutação)
Anatomia e Símbolo: Elemento visual que cobre o braço e o ombro direitos (o membro dominante de execução), desce pela musculatura do trapezoide e alcança o centro da coluna vertebral, fundindo-se em cinzas.
Função Biomecânica e Espiritual: A força de transmutação não fica estática; habita o membro de ação. O fogo e as cinzas da Fênix canalizam as quedas, as cicatrizes e os colapsos do passado, transformando a dor reprimida em combustível físico e espiritual para o trabalho, a defesa e a reconstrução no presente. É a capacidade de emergir da ruína com autonomia reforçada.
6. A Inscrição "Kayros Kyrie" na Região Escapular Superior (Selo do Tempo e da Soberania)
Anatomia e Símbolo: Inscrição tipográfica centralizada no dorso superior, cruzando a linha do trapezoide e da cervical.
Etimologia e Significado: União de Kairós (o tempo oportuno, a hora exata da providência que não se mede pelo relógio comum) e Kýrios (Senhor, Mestre, Aquele que detém a autoridade soberana).
Função Biomecânica e Espiritual: Bússola de paciência e alinhamento espiritual. Relembra ao guerreiro que nenhuma decisão importante deve ser tomada por impulso ou desespero: tudo se cumpre na hora exata da maturidade dos fatos.
7. A Mão Ancestral no Ombro Esquerdo (Proteção da Retaguarda e Linhagem)
Anatomia e Símbolo: Projetando-se das cinzas centrais da coluna para a esquerda, a sombra, o contorno e as cinzas da mão do avô Ôroncio José Ramalho sobressaem sobre o ombro esquerdo.
Função Biomecânica e Espiritual: Enquanto o braço direito executa a ação (Fênix), o ombro esquerdo acolhe a sustentação ancestral. Representa a presença do patriarca protegendo o ponto cego do guerreiro. Garante que a retaguarda permanece resguardada pela força daqueles que vieram antes e deixaram honra como legado.
A Síntese Arquetípica e o Preço da Caminhada
Sob a ótica estoica e o código dos antigos guerreiros (Bushi), assumir este nível de postura não é um caminho leve. Exige abraçar o isolamento, a incompreensão de terceiros e o peso da própria armadura.
O guerreiro que decide seguir este código precisa entender que enfrentará o sofrimento — não como vítima, mas como um operador que utiliza a dor para forjar a própria têmpera.
Diretrizes de Aplicação Prática para a Vida Real:
Teste a sua intuição no solo: Não duvide dos sinais do seu sistema primário. Quando a intuição apontar um risco ou uma direção, teste-a contra os fatos e confie na leitura do terreno.
Pratique a economia da palavra: Mantenha a assimetria de informação. O silêncio operacional preserva a força interior e protege o seu mapa mental daqueles que não têm capacidade de compreender a realidade seca.
Aplique o teste de realidade diante do desamparo: Quando o ruído externo parecer insuportável, execute o seu axioma. Olhe unicamente para os fatos presentes, para o solo onde seus pés estão pisando e para o que pode ser resolvido com as suas próprias mãos no momento. O resto é ilusão.
A armadura não é usada para ostentação ou vaidade. É a estrutura silenciosa de quem atravessou as chamas, honrou sua linhagem, assumiu a custódia da própria vida e permanece em marcha contínua, soberano sobre o seu destino.

ODE AO NADA

Se a simetria tivesse volume, estaria errada;
Se a luz fosse opaca, não acenderia.

A sua vez chegou, e você não agarrou;
A hora H se atrasou, e o tempo passou.

O sol clareou, e o homem não acordou;
O medo cessou, e a covardia ainda reinou.

As forças do mal não foram derrotadas;
As leis caducas se modernizaram.

Os sinos dobraram, e não tilintaram;
O grito ecoou, e nem foi ouvido.

Ícaro nem sonhou e logo acordou;
Rapunzel sucumbiu à alopecia.

Meu rumo pegou o trem fantasma;
Meu ego foi afogado pelo coletivo.