Nao quero Viver na Ilusao
Sinceridade é meu jogo, não brinco de ilusão,
digo na cara, sem medo, sem enrolação.
Se minha verdade assusta, não é meu problema, não, quem foge do espelho,
não merece meu chão.
Quem fica, fica forte, com alma e coração,
sem máscara, sem mentira, só pura conexão.
Sou raio de clareza, luz que corta a escuridão,
quem entende meu brilho, ganha minha devoção. ✨
"Há quem prefira o calor da ilusão
ao frio da verdade.
Deixa-se enganar não por falta de visão,
mas por medo de enxergar demais.
Só que a mentira é chama frágil:
ilumina por instantes,
mas cedo ou tarde apaga,
e a escuridão cobra a conta."
"A expansão da mente é uma ilusão geométrica: ela não cresce com idéias novas, apenas dissipa a névoa e ignorância que escondia sua extensão."
Teatralidade e ilusão são poderosos agentes para os não iniciados... Mas nós somos iniciados, não somos Bruce?
Sou do tipo falastrão, pois não gosto de mentiras, falsidade ou de gente que se apega na ilusão...
Às vezes peco pela sinceridade, coleciono alguns inimigos, pessoas que não gostam da verdade, a maioria se apresenta como gente manipuladora, que não se aguenta em pé diante de um fato, de uma realidade...
Não me escondo, pois a minha vida é como um livro aberto, exposto, em cada página registrada...
Brinco, me divirto e dou inúmeras risadas, sou feliz e adoro mostrar a minha história, a minha jornada, enfatizando que sou fiel e que não tenho medo de nada...
A vida é feita com etapas, já tive momentos tristes, com choro e lamentos, com pedras que já me foram atiradas, mas em contrapartida, recebi muito mais flores perfumadas...
Este é o desabafo de um menino que cresceu na estrada, que já brigou com o mundo, mas que nunca perdeu o rumo da jornada, pois Deus sempre esteve com ele, e estará por toda caminhada, pois a vida não termina, ela apenas segue para uma nova etapa...
Que tudo que você planejou… não passe de ilusão.”
“Que tudo que você planejou… um dia vire realidade.”
“Que tudo que você planejou… não destrua quem tá do seu lado.”
“Que tudo que você planejou… não te afaste do que é de verdade.
Minha alma é serena! Que suporta a ilusão! É tanta morena! E muita emoção! Que não tem pena! Deste meu coração.
"Ela não tava perdendo o cabelo… tava se despindo da dor, da vaidade, da ilusão. Tava nascendo de novo."
“Quem pede tempo já decidiu: o tempo não é para pensar, é para se livrar. A ilusão é sua, a decisão é dela.”
“A sociedade não quer que você seja diferente. Quer que você seja igual, mas com a ilusão de ser único.”
O que achei depois da ilusão
Esta não é uma carta de prosperidade.
Não é um relato de vitória.
Não é uma narrativa otimista construída para convencer alguém de que tudo acontece por uma razão ou de que, no final, tudo ficará bem.
Não sei se ficará.
Escrevo de um intervalo.
Um espaço estranho entre quem fui e aquilo que ainda não sei nomear.
Durante muito tempo acreditei que estava vivendo minha própria vida.
Hoje suspeito que apenas executava uma sequência de instruções herdadas.
Estude. Trabalhe. Produza. Conquiste. Resista. Suporte.
E eu suportei.
Suportei tanto que transformei o peso em identidade.
Passei a admirar minhas cicatrizes mais do que minhas necessidades.
Confundi exaustão com virtude.
Confundi utilidade com valor.
Confundi sobrevivência com existência.
Fui o homem que carregava.
O homem que resolvia.
O homem que seguia.
O homem que sempre encontrava uma forma.
Mas ninguém me perguntou se eu ainda queria carregar aquilo tudo.
Nem eu.
Talvez porque algumas perguntas sejam perigosas demais.
Elas não derrubam apenas respostas.
Derrubam estruturas inteiras.
Então o abismo apareceu.
Não como um monstro.
Não como um inimigo.
Mas como um espelho.
E pela primeira vez percebi algo perturbador:
eu não estava com medo do abismo.
Estava com medo do que descobriria sobre mim ao olhar para dentro dele.
Porque durante anos me tornei especialista em observar o mundo.
Analisei sistemas.
Pessoas.
Comportamentos.
Estratégias.
Falhas.
Mas havia uma região inteira de mim que permanecia interditada.
Uma caverna onde escondi desejos.
Medos.
Raivas.
Carências.
Sonhos abandonados.
Partes de mim que não cabiam na narrativa do homem forte.
E quando aquela porta começou a abrir, tudo entrou em conflito.
A carreira.
Os relacionamentos.
As crenças.
A espiritualidade.
A identidade.
A própria ideia que eu tinha sobre quem era.
Descobri que saber meu nome não responde quem sou.
Saber meus gostos não responde quem sou.
Saber meus objetivos não responde quem sou.
Nem mesmo minhas conquistas respondem.
Porque existe um ponto da existência onde o currículo perde valor.
Onde a performance social perde força.
Onde os títulos deixam de explicar a alma.
E foi exatamente ali que me encontrei.
Ou talvez tenha sido exatamente ali que me perdi.
Ainda não sei.
Só sei que algo morreu.
Não fisicamente.
Mas simbolicamente.
Morreram versões de mim que eu jurava serem definitivas.
Morreram certezas.
Morreram personagens.
Morreram narrativas que me mantiveram funcional por anos.
E quando a poeira baixou, restou apenas o silêncio.
Um silêncio pesado.
Incômodo.
Sem promessas.
Sem aplausos.
Sem distrações.
Foi então que percebi que minha solidão não era ausência.
Era convocação.
Ela não queria me punir.
Queria conversar.
Queria que eu sentasse diante dela sem telefone, sem trabalho, sem justificativas e sem fuga.
Queria me apresentar a alguém que passei anos evitando.
Eu mesmo.
E essa conversa continua acontecendo.
Nem sempre de forma gentil.
Nem sempre de forma bonita.
Às vezes ela chega como revolta.
Às vezes como vergonha.
Às vezes como tristeza.
Às vezes como uma pergunta simples que destrói uma semana inteira:
"Se ninguém esperasse nada de você, quem você escolheria ser?"
Ainda não tenho a resposta.
Mas pela primeira vez parei de fingir que tenho.
Hoje compreendo algo que antes me ofendia:
a consciência tem um preço.
Toda visão ampliada dói.
Toda lucidez cobra.
Toda verdade exige espaço.
Porque enxergar não é ganhar conforto.
É perder ilusões.
E nenhuma ilusão abandona o palco sem resistência.
Por isso não escrevo esta carta como alguém que venceu.
Escrevo como alguém que despertou.
E despertar não é um momento glorioso.
É um processo brutal.
É perceber que algumas das grades eram feitas pelas próprias mãos.
É descobrir que parte do sofrimento vinha das correntes que chamávamos de identidade.
É admitir que certas escolhas eram abandono disfarçado de responsabilidade.
Hoje caminho sem muitas respostas.
Mas com menos mentiras.
E isso precisa bastar por enquanto.
Não sei exatamente quem me tornarei depois desta travessia.
Mas sei quem não consigo mais continuar sendo.
Talvez esse seja o verdadeiro começo.
Não a certeza.
Não a paz.
Não a iluminação.
Mas a coragem de permanecer acordado enquanto tudo aquilo que era falso desmorona.
E continuar olhando.
Mesmo quando o abismo devolve o olhar.
O diabo não gasta flecha com quem já jaz caído.
Para os que se afogam na ilusão, ele oferece banquete e riso,
para que durmam tranquilos no berço da distração,
sem ouvir o eco da própria ruína.
Mas aos que sangram de pé,
aos que seguram a fé como quem segura a vida,
a esses ele persegue.
Porque são os únicos que ainda podem escapar.
E é deles que ele quer roubar a alma,
arrastando-os para o brilho falso da sua festa.
A festa e o ilusionista
Por marcio melo
Não me julgue pelo que seus olhos fracos alcançam. Aparência é ilusão, e eu só mostro o que decido. Você vê a superfície; eu carrego profundidade. Sou feito de cicatrizes que não pedem aplauso, de batalhas travadas no silêncio e de uma fé que me mantém em pé quando tudo tenta me quebrar. Não sou perfeito — sou humano. E quem mede valor pelo espelho nunca vai entender que a verdadeira força mora na alma, não no rosto.
