Nao quero te Perder Devido a Distancia
O medo de perder o controle muitas vezes impede que você experimente um nível mais profundo de entrega. No entanto, ao investigar esse medo, você percebe que o controle sempre foi parcial e ilusório. A entrega não é um risco real, mas a liberação de uma tensão que já não se sustenta.
Você nunca esteve preso, apenas acreditou na ideia de um “alguém” que poderia se perder e depois se encontrar. Essa crença sustenta toda a busca. Quando isto é visto com clareza, a busca simplesmente acaba. Não há libertação, porque nunca houve prisão.
O desapego genuíno revela apenas aquilo que sempre este evidente: o Ser, intocado, sem centro, infinito e inabalável.
Nada a perder
Sonhei com amores, mas com muito pouco deles realizei,
já tive muitas aulas de quando distanciar, quem esquecer ou de como silenciar o que afeta, ainda assim não aprendi a lidar com tudo que envolve você,
a solidão é amarga quando na mesa pra duas cadeiras apenas uma está ocupada,
no aroma das cicatrizes o meu sexto sentido se revelou aguçado, percebi que nas mesas próximas do café uma bela mulher me notava emocionada e automaticamente se apoderando das minhas razões e reações,
após um olhar de cento e oitenta graus a minha esquerda, vi o renascimento de uma nova história no tempo presente,
amolecer um pouco o coração não é pecado, ainda mais no meio do nada a perder.
Duas cidades distantes,
Dois corações tão próximos,
Duas almas a perder o juízo,
Um pensamento a ser vivido.
Mosaico de uma vida
Prédios a se perder de vista,
Depois do asfalto sem fim a areia predomina,
No meio de casebres pequenos o topo da igreja está a vista,
Lugares são substituíveis, emoções não,
Campos e plantações, muitas rosas coloridas,
Montanhas olhando para o céu, o céu olhando para nós,
Os pássaros são amigos do dia, assim como os morcegos são amigos da noite,
De escolhas difíceis, pausas para as razões,
Do cerco do rio uma ilha, da ilha o frescor da vida,
O olhar doce da lua ilumina as subidas e descidas da escadaria,
Luzes acesas, a paz está dançando de mãos dadas com a alegria no meio da chuva,
Nos pingos das lágrimas, os sorrisos são das certezas.
Cuide-se para poder cuidar, e ame sem se perder de si, pois é em Jesus que encontramos a força para o recomeço e o abrigo mais seguro para o nosso coração.
O certo é isso: amar a si mesmo e, depois, o outro — sem perder a própria essência. Porque qualquer tipo de “amor” é energia, é frequência… e isso é real.
Existe uma linha silenciosa entre sentir e se perder. Entre ouvir o mundo e permitir que ele te defina.
Durante muito tempo, você pode até acreditar que ser afetada é apenas sensibilidade — e, de fato, é. Mas há um ponto em que o que vem de fora deixa de tocar e começa a ocupar. E quando uma crítica tem o poder de te desmontar, ou um elogio te leva a um lugar que nem você sustenta sozinha, algo dentro de você já não te pertence por inteiro.
É sutil. Quase imperceptível. Mas perigoso.
Porque, aos poucos, você começa a se moldar pelo olhar alheio, a medir o próprio valor pela reação dos outros, a se reconhecer mais no reflexo do que na essência. E então, sem perceber, entrega a própria mente nas mãos de quem nem sempre entende o peso das palavras que carrega.
Sentir é humano, mas se perder não pode ser rotina. Nem toda crítica é verdade, nem todo elogio é medida. O que vem de fora pode atravessar, mas não pode permanecer sem que você permita.
Existe uma força silenciosa em se pertencer. Em saber quem você é, mesmo quando o mundo te aplaude ou te questiona. Em não se inflar com o reconhecimento, nem se despedaçar com a rejeição.
Porque, no fim, liberdade é isso: não se tornar refém de vozes passageiras. É voltar para si, todas as vezes, e ainda assim, permanecer inteira.
Entregue ao Senhor todo peso da alma, todo medo de perder o que Ele já te deu. Declare que crê e confia no tempo d’Ele.
Minha herança é guardada,
Minha promessa é fiel,
Não está na voz da terra,
Mas na vontade do céu.
Às vezes é preciso se perder no ruído,
pra achar o sentido há tanto perdido.
Entre telas e vozes, distantes,
encontrei no silêncio, o que é importante.
Às vezes é preciso se perder no chão,
errar o passo, calar a razão,
rasgar o mapa, mudar de direção,
pra ouvir o eco do próprio coração.
O mundo chama isso de confusão,
mas é a alma pedindo revisão.
Quem nunca caiu fora do lugar
vive certo… sem nunca se achar.
Um dia eu já chorei por perder tudo, hoje choro por gratidão, as lágrimas mudaram de endereço, meu rosto aprendeu outro brilho.
