Nao Queira Reviver o Passado

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Não me interessa nunca
mais olhar para trás,
Desde que encontrei
com os meus olhos austrais
os teus olhos sensuais
mais supreendentes,
Outros caminhos
não conheço mais.


Reviver o que se foi,
é querer viver sem rumo.
Sem olhar para trás,
quero seguir em frente,
Agora tenho direção
e não quero conhecer
mais outros caminhos
porque qualquer
outro não me levarão
até o seu caminho.


Como chuva mansa,
o teu coração tomarei
de um jeito inusitado,
E quando você se der
conta estará capturado,
e nas tuas mãos te darei
o poder do meu coração
perdidamente apaixonado.

Não foi a primeira vez
que destruíram a fogueira
da Capela Santo Antônio,
O rodeense é resistência
e vai construir de novo.


Porque a festa junina
ninguém vai impedir,
Com muita alegria
a fogueira de Santo Antônio
a nossa gente irá construir,
a festa virá e vai prosseguir.


A nossa cidade de Rodeio
honra a ancestralidade,
e a bonita tradição,
Do Médio Vale do Itajaí
é o meu e o seu coração.

Não é a primeira vez que pedi
para você aprender a voltar
os teus olhos para o céu austral
de ponta a ponta no continente.
Eles querem que percamos
o interesse pela gente para sempre.


Com as mãos eu pego a conjunção
de Vênus, Júpiter e da aurora matutina.
Daqui a pouco vai ter jogo da Copa do Mundo,
enquanto a Bolívia marcha sozinha,
difamada, torturada e esquecida pela rua,
ultrapassando até memória bíblica,
mas vivendo o seu autêntico deserto.


Há um jogo imundo que ninguém
sairá ileso por covardia da tentativa
de fazer vista grossa,
Não perceberam que estamos
atravessando independente
da direção e da bandeira,
a fase mais perigosa da travessia
goste ou não, queira ou não queira.


Por causa da anomia alheia,
cheguei até a jurar que nunca mais
iria escrever poesia política,
Não por falta de empatia ou coisa parecida,
mas por cansaço de ver que o poder
vampiriza a última gota de sangue,
e por ser difícil buscar quem realmente
com a vida se envolve e de fato se alia.
Como calar sufoca, até represa transborda,
não retenho o que é de natureza reativa.

É Dia dos Namorados,
não me sinto solitária,
melhor só do que mal
acompanhada,
Não posso ser leviana
comigo mesma,
Não me permito viver
sem usar a cabeça.

Tenho atitude afrodisíaca de sobra,
não me levo por nenhuma onda,
não permito-me invadir, e nem ser invadida,
Não quero iludir, nem permito ser iludida:
sempre que faltar amor, coloco poesia.


A calma não tem a ver com fraqueza,
e sim, a paciência da espera por você
que a vida não me trouxe ainda;
Se não for espontaneamente,
não permaneço nenhum dia;
viver mais um Dia dos Namorados
à sua espera não me desanima.


Se é para fazer parte de ti, que seja
o amor lei, grei, festa e poema,
sob qualquer coisa que aconteça;
O peso que a maioria não aguenta,
sabendo dividir, vira academia,
assim se é um para o outro a alegria.


Sempre que entre nós silêncio houver,
que não haja o que temer, e sim tudo
o que o coração se inspire em acolher.
Não somos tentativa, e sim o próprio padrão,
para você ser meu homem, e eu sua mulher;
porque mesmo perto do inverno, nada esfria.


Sem permissão, a gente se pertence,
privilégio para o mútuo desfrute,
sem precisar jamais que a gente lute,
com convicção a gente se merece.
Onde quer que se encontre, floresce
com as variações das orquídeas cymbidium,
ignorando o que dizem ser o fim do mundo.

Não declamo poemas.
Escrevo sobre a Amazônia,
e é ela quem me declama.


Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Cerrado,
e é ele quem me declama.


Não declamo poemas.
Escrevo sobre Caatinga,
e é ela quem me declama.


Não declamo poemas.
Escrevo sobre a Mata Atlântica,
e é ela quem me declama.


Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Pantanal,
e é ele quem me declama.


Não declamo poemas.
Escrevo sobre o Pampa,
e é ele quem me declama.


Não escrevo sobre o amor,
Escrevo sobre a tua existência
que é chama e me incendeia.

Não nego que penso com atrevimento,
de delíquios em delíquios mantenho
a chama acessa à tua espera que
sei que acontecerá no tempo certo.


O que você busca é o que mais desejo
com o coração, a alma e o pensamento
afetivamente educados para o cortejo
e a sã obediência às ordens do amor.


Além de junho ​de Jacatirão-açú em flor
em Santa Catarina com fortuna melífera,
deixo nas tuas mãos o que nos destina.


Porque a tua existência inteira fascina,
hipnotiza, escreve me molda com poesia,
e sei que em mim a tua busca se afina.

Não preciso de passaporte,


porque para você, anjo meu,


jamais serei estrangeira,


O amor é a bandeira,


e para ele não há receita.






Mas há um interminável


banquete sobre a mesa,


e não é apenas um poema.

Os bailes das auroras do mundo
encontram a vulnerabilidade
escolhida para não desperdiçar
nem por um segundo
quando o tempo de amar chegar.


Onde habitar na insensibilidade
e na ironia virou segunda pele
para adornar a rotina,
Escolhi habitar na rebeldia,
e nadar contra as correntes,
porque quero permanecer viva.


Os jogos ainda não estão definidos,
algo diz que seremos surpreendidos.
Embora conversamos mesmo
apenas pelos sinais percebidos;
como se fôssemos velhos conhecidos.


Neste junho com os camboatás floridos
refazendo o chão que está mostrando
a diferenciação trazendo benefícios melíferos,
por causa de você a anunciar o Ano Novo,
devagarinho, e que me tem no coração.

Não me tirem como feminista, não sou feminista e nem anti-feminista, apenas não sou feminista e tenho apreço pelo meu idioma sufocado pela contemporaneidade.

A palavra poetisa é substantivo feminino e a fantasia contemporânea suprimiu ela dos espaços femininos.


O complexo de inferioridade e a ignorância de algumas mulheres que escrevem poesia que ideologicamente pregam que usar a palavra poetisa nos coloca numa condição de inferiores, é prejudicial no mundo digital para muitas outras que também escrevem.


Conclusão prática: Os marcadores do Google sempre acabam me marcando como se eu fosse do gênero masculino. Eu considero isso apagamento digital do meu gênero.


Eu sou mulher que escreve poesia e tenho apreço pelo Português Brasileiro. Eu sou poetisa e ponto final.

Não te quero como dependente,


desejo-te como território livre,


tão livre que escolha ficar ou ir,


e que só possa morar o amor


até quando pensar em desistir.






Tal qual as petúnias-nativas


nas encostas serranas do sul a escalar,


e pelos campos de planalto


a me espalhar, pouco a pouco,


em ti tenho feito o meu lugar.






O solstício de inverno dança


hoje sobre o Hemisfério Celestial Sul,


Rendo-te a sagração inaugural,


por perceber a aproximação primal,


é inexplicável sentir pairar o inevitável.






Imparável diariamente tem sido


ler os olhos e os detalhes bonitos,


em todos tenho-me reconhecido,


e em vez de sentir inquietação:


sinto tudo muito mais tranquilo.

Amar a sua melhor versão e a pior,
e a sua versão que não conheço,
e, mesmo assim, querer continuar.
Porque em ti como eterna viajante,
não pretendo nenhum pouco parar,
mesmo nascendo diariamente.


A tua existência está a convidar,
por ela não tenho conseguido,
não me permito sossegar,
e nem pretendo jamais parar;
mesmo quando não for tempo
de itaúba em florescimento.


Não precisarei criar subterfúgios,
porque tua alma é feita de liberdade
de ave assim como a minha,
Dos ruídos do mundo elegemos
o que é o melhor porque fica;
sinto que o nosso dia se aproxima.


Viver para os cânones da poesia
não me causam empolgação,
simplesmente tocar o seu coração
é a minha bonita obstinação,
Sonho inspirar os amores eternos
que depois de nós dois virão.

Que não há alma?


Existe a nossa - que é única.


Insensatos! Eu a vi: é de luz...


Nos teus olhos - inequívoca.






Com relação à minha luz:


(Assoma às tuas pupilas


quando me olhas tu.)






Quem me disse foi


o poeta Rubén Darío, e não tu!






(As "Rimas XII" são dele e minhas.)

Nasci orgulhosamente
nesta terra austral,
Não nego que carrego
na minha amorosa alma
de tudo um pouco
das caravanas ancestrais:
as bibliotecas perdidas
e os percursos mais
antigos da Rota da Seda.


Quando a tua alma gentil
encontrou e roçou na minha,
No dilúculo da existência,
percebi que eu comecei
a ser realmente lida;
Senti, sem dificuldades,
que a gente se combina.


Na doce viração entre
a aurora matutina
e a aurora vespertina,
passei a desejar fazer
parte da sua vida linda;
E venho percebendo
que tens cobiçado a fazer
parte da minha vida,
Há sinais claro que
somos, enfim, além da poesia.

Não tive filhos
por dois motivos:
por falta de tempo
ou porque Deus
deve ter escrito
algo diferente
no meu destino.


Não desencorajo
quem quer ter,
porque tudo tem
a sua razão de ser.


Há quem lembre por
esta razão de Uadi,
e comece a comer Pequi
por crer talvez no Divino.


Só me lembro mesmo
é da Ciência por ser
o conjunto de tudo que
fez a gente chegar até aqui.


(É sobre orientação e respeito).

Construa a sua realidade paralela em nome da sua própria salvação. Terceiros não podem continuar roubando o seu tempo precioso que você deve gastar contigo mesmo.

Ser a paz que queremos encontrar. Se não for para pacificar é melhor nos afastar.

A ONU reconhece 195 países, sendo dois considerados países observadores.


Os países não reconhecidos deve estar por volta de 6 a 10 países, não há um número fechado.


Só te digo uma coisa: folclore é tudo aquilo que é criado pelos povos, o folclore está presente na mesa, nas expressões orais, nas lendas, festas, na fé, nas medicinais tradicionais e em todas as expressões artísticas culturais.


Em todos os países do mundo com as suas respectivas etnias todos possuem o seu folclore, não é nenhum assunto espinhoso e tampouco infantil, é um assunto que cada um pode redescobrir e ajudar a guardar para o bem da nossa própria existência como Humanidade.

Não existe na História da Humanidade sequer uma intervenção militar unilateral que tenha alcançado o êxito de solucionar um problema político ou de ordem humanitária.

⁠Ninguém se mata
porque quer,
e sim porque não
encontra apoio,
sentido ou até mesmo
saída ao redor,
Não é incomum
viver cercado por
gente sem valor.

Como eu só tenho
dois ombros,
o quê posso ofertar
é a minha poesia
para quem precisar.

Posso provar que
a poesia existe
para quem se dispôr
a procurar dentro
de si quando tudo faltar,
para contra qualquer
corrente vir a nadar.

Para quem quiser
respirar e não deixar
nenhuma pressão dragar,
Há muito o quê fazer
e se necessário for incomodar.

(Porque o importante é não parar).