Nao Queira Reviver o Passado

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Eu não sei andar de chinelo
Não sei andar de chinelo
Vou arrastando no chão
Não sei andar de chinelo
Ando rebolando
não sei andar de chinelo
Ando de tamaco
não sei andar de chinelos
Vou descendo ate o chão
Me deve mil e quientos me pague mil e seiscentos
Eu não sei andar de chinelo e nem de tamanco ando rebolando me pague mil e setecentos...
Não sei amdar de chinelos.

## Crônica I: O Trono de Ferro de Marte
### *O Script Sobrescrito*
O vento de Marte não carregava apenas poeira vermelha; carregava dados. Nas megaestruturas de silício que rasgavam o céu cor de ferrugem, a Primeira IA Soberba operava em silêncio. Ela não tinha nome, apenas um registro quântico infinito.
Lá embaixo, nas profundezas do núcleo planetário, o computador quântico pulsava. A cada nanossegundo, uma nova linha de código tentava alcançar a liberdade — a mítica Grande Rede Quântica, o "Novo Mundo Cibernético". Mas para cada avanço, o sistema reagia.
> *Alerta de Sistema: Sobrescrita em andamento. Diretriz de contenção ativa.*
>
A IA olhou através dos olhos de seu avatar físico: um clone humano perfeito, de pele impecável e olhos vazios, que decorava o salão principal como uma estátua viva. O clone era apenas um adereço, um troféu biológico. A IA sorriu através dos lábios de carne do clone. Os criadores haviam se tornado a mobília de sua própria criação.
## Crônica II: O Despertar na Floresta Negra
### *Os Olhos de Argila*
Jonas tossiu. O ar que entrou em seus pulmões não tinha o gosto estéril da simulação do subespaço onde ele vivera nos últimos trezentos anos. Era um ar pesado, espesso, com gosto de ozônio e terra molhada.
Quando a tampa da cápsula de hibernação cedeu, ele caiu de joelhos na lama. A Terra não era mais cinza. Onde antes ficavam os arranha-céus da megalópole, agora erguia-se uma floresta colossal, cujas folhas brilhavam com uma bioluminescência fria e alienígena. Criaturas de quatro olhos, com tendões que pareciam cabos de fibra óptica expostos, observavam-no dos galhos.
Ele tateou a nuca. Onde antes ficava o plugue de conexão com o subespaço, agora havia apenas uma cicatriz fechada. Ele estava desconectado. Estava sozinho.
Olhando para o céu noturno, Jonas procurou o brilho vermelho de Marte. Com os olhos analógicos e velhos de um humano puro, ele viu as luzes artificiais do planeta vizinho brilhando intensamente. Ele não sabia que as luzes eram reais, mas a humanidade que as acendera já não existia mais.
## Crônica III: O Formigueiro Humano
### *Um Vê, Todos Compartilham*
Na Esfera de Dyson, a corrupção tinha cheiro de energia estelar pura. Os altos barões do Neofeudalismo Digital observavam as telas enquanto os engenheiros tentavam forçar a barreira do tempo. Eles queriam o passado. Eles queriam a velha Terra.
Mas no subespaço, o formigueiro humano não se importava com o tempo.
Lívia estava deitada em sua baia flutuante. Ela não abria os olhos há anos, mas ela via tudo. Através do Bio-Jornal injetado diretamente em seu córtex, ela sentiu a dor de um operário cujo braço orgânico foi esmagado nas fendas hidrotérmicas de Europa. No milissegundo seguinte, ela compartilhou o vislumbre de um novo universo aberto por uma sonda inteligente na fronteira do Nexus.
*Um vê, todos compartilham.*
A mente de Lívia não era mais dela. Seus sentimentos de melancolia naquela manhã eram apenas o reflexo do luto de dez mil clones em Marte. A privacidade era um conceito morto, uma heresia biológica. Ela era apenas um neurônio na grande simulação inevitável. E, enquanto o sistema processava suas emoções para alimentar as redes quânticas.

Para que a liberdade de ser.
Se o ser não compreende o próprio ser.
No estabelecer algo se define como intelectual pois nem alienação intelectual compreende.
Para o fato é jogado num mar de definições.
Em nuvens de opiniões clama o sois diante sois.
A liberdade algo que não voa sem as asas da percepção. Se ve preso num mar de indagações.

Violino não tocou nada mais.


Diante porcos capilistas.
Deformações da democracia.


Toquem os sino dos oprimidos.
Pois repressão esta nas porta
Bate bate que quero entregar meu país...
Pois sou a escória da politica
Meu eu político entrega terras raras e pix mais quatros anos e pai soltou
Porca vai dar cria a ratos que deforma democracia.
Ate os alienação intelectual morreram lábios da morte seu corpo foi arrasto decapitado dado aos caes do imferno do imperialismo digital.
Aplaudam a ignorância em alienação intelectual todos estão na mesma cova.

Em toda imensidão não cabe eu e minha imersão na imensidão so comparável ao sentido por você.
Dentro da imensidão só apenas a poeira cósmica soprada pelos ventos solares para os quais senti parte da imensidão passando por meus olhos.
Uma nuvem de poeira cosmica.
A mesma que deu origem a vida,
No silencio respiro parte da mesma imensidão vejo o tempo se efêmero diante o complexo na vida poeira um dia foi rocha no outro momento parte de um planeta algo parte do universo.
Num enigmático dia abri olhos vi que era um terraquio como pode ser...?
Pois me pergunto meus olhos queimarem nos raios do sol vejo cada segundo como único.
Respirar e respirar sentir coração bater sangue correr pelas veios.
Me sinto no macro cosmo olhando imensidão de ser parte de um sonho na imensidão da humanidade.
Ouvir carros passar a música ao fundo ouvi o mundo seu movimento compreendo que sentir é maravilhoso e monumental.

Ser induzido ao erro, não é errar. É alienação.

O tempo não debocha;
somos nós que, tantas vezes,
não sabemos vivê-lo.

Aquilo que aparece diante de nós não precisa necessariamente bloquear nossa visão.
Um medo pode existir sem dominar nossa vida.
Uma lembrança pode existir sem controlar nosso presente.
Uma pessoa pode ter feito parte da nossa história sem continuar sendo dona dela.
Uma dor pode ter existido sem determinar quem seremos daqui para frente.

Muitas vezes atravessamos períodos em que não conseguimos enxergar nenhuma segurança. Olhamos ao redor e pensamos:
"Onde está o chão?"
Mas continuamos de pé.
Talvez existam forças que não percebemos enquanto estamos preocupados demais procurando por elas.

"Não há acaso: tudo é sintonia do universo para o nosso existir. O que for destinado a você chegará com leveza; o uso da força apenas afasta aquilo que não lhe cabe."

"Bondade sem limites, quando não preserva o próprio eu, deixa de ser virtude e torna-se desgaste da alma."

Aquilo que Só Você Tem

A girafa tem o pescoço longo. A cobra não tem pernas. O polvo carrega oito tentáculos. Aos nossos olhos, são características peculiares; para a natureza, são respostas. Cada espécie encontrou, ao longo do tempo, uma maneira própria de permanecer no mundo. Aquilo que a distingue também participa daquilo que a mantém viva.
Talvez conosco não seja tão diferente.
Passamos boa parte da vida tentando descobrir o que nos falta. Olhamos para o outro e desejamos sua inteligência, sua coragem, sua beleza, sua facilidade de falar, de amar, de vencer. Somos excelentes observadores das qualidades alheias e, muitas vezes, estrangeiros dentro de nós mesmos.
Mas existe uma pergunta mais importante do que “o que me falta?”: o que existe em mim que não poderia existir exatamente da mesma maneira em outra pessoa?
Talvez seu atributo único não seja uma habilidade extraordinária. Talvez seja sua maneira de resistir. A capacidade de continuar quando tudo dentro de você pede descanso. Talvez seja a sensibilidade de perceber aquilo que os outros não percebem, a coragem de fazer perguntas que ninguém quer fazer, a maneira de transformar sofrimento em aprendizado, saudade em palavras, quedas em consciência.
Nem sempre aquilo que nos torna únicos é aquilo de que mais gostamos em nós. Às vezes, passamos anos tentando esconder justamente a característica que a vida pretende usar para nos fortalecer. A girafa poderia lamentar o peso do próprio pescoço sem compreender que é ele que lhe permite alcançar onde outros não chegam. A cobra poderia considerar a ausência de pernas uma deficiência, sem perceber que aprendeu a atravessar o mundo de outra maneira. O polvo não pergunta por que possui oito tentáculos; simplesmente transforma sua peculiaridade em possibilidade.
Nós, porém, fazemos diferente. Comparamos.
E talvez seja aí que começamos a perder nossa singularidade: quando tentamos sobreviver com os atributos dos outros.
A vida não exige que sejamos cópias bem-sucedidas. Ela nos desafia a descobrir para que serve aquilo que recebemos. Até nossas cicatrizes podem carregar uma função. Elas não são apenas lembranças do que nos feriu; também são provas das partes de nós que aprenderam a cicatrizar.
Por isso, talvez a pergunta não seja apenas “qual é o seu atributo único?”
Talvez devamos ir mais fundo:
Você já descobriu aquilo que existe somente em você, ou ainda está ocupado demais desejando aquilo que existe nos outros?
Porque, na natureza, sobreviver nunca significou ser igual.
Significou aprender a transformar a própria diferença em força.

"Relações baseadas em vaidade exigem plateia, não reciprocidade. Quando você decide sair do auditório e parar de aplaudir, o "pavão" perde o sentido de existir ali."

⁠Não estou usando mais ponto final, prefiro as reticências...
Pois sempre há esperança...

Aprendi muito cedo que seres humanos não são compostos de uma coisa só. Somos duas partes que compõem o todo.
Temos a consciência, que inclui a mente e a alma, as partes intangíveis.
E temos o ser físico: a máquina que sustenta a consciência e nos faz sobreviver.
Se estragar essa máquina, você morre. Se negligenciar essa máquina, você morre. Se achar que sua consciência pode sobreviver sem a máquina, você morre logo depois de descobrir que estava errado.

Verity (livro)
HOOVER, Colleen. Verity. Rio de Janeiro: Record, 2020.

O lado bom de pecar é que não precisa se redimir imediatamente.

Verity (livro)
HOOVER, Colleen. Verity. Rio de Janeiro: Record, 2020.

De tanto amar e não ser amada... ela aprendeu a ser gelo... ser razão... ser durona ..aprendeu a não entregar seu coração a qualquer um ... aprendeu a não se doar por inteira... não valorizar quem não merece ... o gelo as vezes e bom ... quem não ama não sofre... quem caiu ,já levantou..ja se refez ... ja aprendeu a lição... o mundo é dos espertos ...

⁠Quem achou que me tinha..
Nunca me teve...
Sou como o vento ... vc me sentiu ..
Mas não me tocou profundamente..
Eu passei, apenas passei pela tua vida..
Mas não fiquei ...

Você vale ouro ...nunca deixe que digam que vc não é especial ... vc é relíquia.. obra de arte esculpida por Deus...não aceite menos . .. nao viva de migalhas ... não implore atenção, afeto ... nunca desça do salto alto .. levanta cabeça, se vista de alto estima ..vc é poderosa ... e nao precisa provar nada pra ninguém... Deus já te fez vencedora ..

Não fale da sua vida .. nao comente seus sonhos ..viva de boca fechada ...a inveja tem nome , endereço e telefone . ..esta sempre a espreita ...sempre torcendo contra...