Nao Queira Reviver o Passado
* Mensagem ao povo brasileiro
e aos demais povos da América do Sul *
Não se iludam com a ideia de que haverá apoio concreto ou defesa verdadeira da ONU, da União Europeia ou do chamado “resto do mundo”.
Virão, sim, discursos inflamados, notas oficiais de “profunda preocupação”, manifestações protocolares de indignação contra os EUA e contra Trump.
Mas tudo isso, como tantas vezes na História, se dissipará no vento e no tempo.
Quando os interesses geopolíticos e econômicos das grandes potências entram em jogo, a retórica humanitária se cala, os tratados se relativizam e a soberania alheia vira moeda de troca.
Foi assim com outras nações.
Foi assim com outros povos.
Foi assim com líderes e presidentes que acreditaram em alianças que nunca se sustentaram na prática.
A lição é dura, mas necessária:
não haverá salvadores externos.
A defesa da soberania sul-americana só pode nascer da consciência política, da organização popular e da unidade regional.
Quem espera proteção do império, acaba governado por ele.
✍©️@MiriamDaCosta
Existe uma contradição, fruto da ignorância
do não saber/conhecer e também do caráter,
no afirmar que Trump liberou a Venezuela de um ditador.
Óh, céus da ignorância!!!
Onde um ditador pode liberar
um Nação de outro ditador?!!
Essa ignorância nasce tanto da ignorância política quanto da má-fé discursiva.
Dizer que Trump “libertou” a Venezuela de um ditador é um nonsense conceitual.
A resposta é simples e incômoda:
- Em lugar nenhum.
Isso só existe na propaganda, na ignorância política ou na conveniência ideológica.
E acreditar nessa narrativa exige ignorar o óbvio , ou seja, o autoritarismo não se
combate com autoritarismo.
Isso não é libertação , é pura propaganda política de parte.
✍©️@MiriamDaCosta
Escrevo porque não sou
muito propensa a falar
e porque escrever
é a forma que encontrei
de me manter sã
em um mundo doente.
Escrevo porque a fala me fere,
me atravessa,
me expõe demais
num mundo quase surdo.
Escrevo para não adoecer
junto de um mundo enfermo
que normaliza a loucura
e estranha quem ainda sente.
Escrevo porque o silêncio
me entende e traduz
melhor que a voz.
Escrevo para permanecer inteira
enquanto o mundo
adoece de si mesmo.
✍©️@MiriamDaCosta
⚖ 🐕 Justiça pelo cão Orelha!
Estátua não, Justiça sim! ⚖ 🐕
Construir uma estátua é um gesto vazio
quando a impunidade segue sendo defendida
a unhas, dentes e poder financeiro
pelos próprios envolvidos no caso.
Antes da pedra, do bronze e do verniz simbólico, que se construa a Justiça.
A verdadeira,
a que não negocia vidas,
a que não se curva ao privilégio,
a que não transforma crime
em nota de rodapé.
Depois, só depois,
falamos em estátua, em memória,
em homenagem ao cão Orelha.
E ainda assim,
que seja um dever ético
que cada centavo dessa homenagem
seja custeado por seus assassinos,
como lembrança permanente
do que fizeram
e do que tentaram apagar.
Santa Catarina,
estado que os fatos insistem em denunciar
como o mais xenófobo do Brasil,
agora amplia sua lista de intolerâncias:
além das pessoas, volta-se também
contra os cães de rua.
Quando a violência escolhe os mais vulneráveis
e a Justiça escolhe o lado do silêncio
e do poder de famílias abastadas...
não há estátua que absolva,
não há homenagem que repare,
não há memória que se sustente
sobre o alicerce da impunidade.
✍©️@MiriamDaCosta
27 de Janeiro 🌎 Dia Internacional da Memória
A memória não pode ser seletiva!
Hoje o mundo lembra o Holocausto.
E deve lembrar!
Porque esquecer é abrir as portas para que o horror se repita.
Mas a memória que escolhe quem merece luto
não é memória, é conveniência.
Enquanto há um dia internacional para recordar o extermínio de um povo,
outro segue sendo exterminado ao vivo,
sob bombardeios normalizados,
ocupação prolongada,
cerco, fome, deslocamento forçado
e silêncio diplomático.
O povo palestino não morreu em livros de história. Morre agora.
Diante das câmeras.
Diante dos acordos.
Diante dos vetos.
Não há um dia oficial para lembrar Gaza,
nem para as crianças soterradas,
nem para as casas apagadas do mapa,
nem para um território invadido
com o carimbo da “autodefesa”
e o financiamento das grandes potências.
Se “nunca mais” não vale para todos,
não é um princípio,
é um privilégio.
A memória verdadeira
não serve para consolar consciências,
serve para impedir novos crimes.
E quando a dor de uns é reconhecida
enquanto a de outros é relativizada,
o mundo falha de novo.
Que o dia em memória das vítimas
não seja apenas um ritual do passado,
mas um espelho incômodo do presente.
Porque a história
não absolve o silêncio,
os olhos tapados
e as mãos encharcadas de sangue.
✍©️@MiriamDaCosta
É verão,
mas lá fora
a chuva declama seus versos
com a teimosia
dos que não pedem licença.
Não há trégua.
Ela sequestra o sol e o seu calor,
faz dele refém
entre paisagens cinérias,
onde o verão existe
apenas como promessa suspensa.
Quase como aqui dentro,
no meu âmago,
essa fonte inesgotável
de chuvas e tempestades,
correntes internas
que transbordam palavras,
versos.
E mesmo quando chove
em mim,
há versos solares
insistindo nascer e florescer
em estações que nunca
obedecem ao calendário,
mas ao pulso teimoso da alma.
Sou clima indomável,
ora dilúvio,
ora clarão insistente
rasgando nuvens
para lembrar
que o sol,
mesmo "sequestrado",
nunca deixa de existir,
brilhar e iluminar.
✍©️@MiriamDaCosta
O mundo carece da fluência do silêncio,
essa língua antiga que não grita,
mas ensina.
Falta-lhe a pausa da fala
onde o sentido aprende a existir.
O mundo é deficiente da fluência do silêncio
porque fala demais para sentir.
Grita certezas ocas, tropeça em ruídos,
e esquece que é no silêncio
que a verdade afia as cordas vocais
e harmoniza os fonemas.
O mundo é carente da fluência do silêncio,
esse oásis onde as palavras descansam
e a alma, enfim, consegue se ouvir.
Dizer:
“Falta-lhe a fluência do silêncio.”
é uma excelente alternativa,
educada e sutil,
para o brutal:
“Cale a boca!”
✍©️@MiriamDaCosta
Talvez o motivo de você não gostar tanto de ir para o trabalho não seja exatamente o trabalho que você exerce.
É claro que existe o cansaço, o esforço físico, a necessidade de acordar cedo e sair de casa. Mas, muitas vezes, o que realmente torna o trabalho pesado é a pessoa que está lá dentro: o patrão que cobra o tempo inteiro, que faz você sentir que nunca é suficiente, que não reconhece o seu esforço, que atrasa o seu pagamento ou que faz você se sentir incapaz.
E isso acontece porque existe algo dentro daquela pessoa chamado pecado.
Aquela pessoa está sendo influenciada pelo pecado, não ouve a voz do Espírito Santo e não tem a Palavra de Deus como seu guia. E você está ali. Justamente ali.
Você tem dentro de você as palavras de vida eterna. Você tem o Evangelho. Você tem aquilo que pode transformar, mudar e renovar a vida daquela pessoa.
Talvez Deus não tenha colocado você naquele trabalho apenas para receber um salário.
Talvez aquele seja o seu campo missionário.
Quando você começa a enxergar o trabalho dessa forma, ele deixa de ser apenas mais uma coisa cansativa da semana que você espera terminar logo para chegar a sexta-feira. Ele passa a ter um objetivo. Passa a ter uma missão.
E talvez esse seja um novo motivo para você ir ao trabalho.
Não apenas porque você precisa estar lá, mas porque existe alguém lá que precisa conhecer aquilo que existe dentro de você.
O inimigo pode usar aquele ambiente para tirar sua energia, gerar frustração e fazer você odiar aquele lugar. Mas, quando você entende o motivo de estar ali, o jogo vira.
Você para de enxergar apenas um trabalho.
Você começa a enxergar um campo missionário.
A atenção contemplativa é o oposto da vigilância do caçador. Ela não busca nem persegue, mas escuta e demora.
(Byung-Chul Han)
Às vezes penso
e chego até a acreditar
que eu não posso me conter...
sou limitadíssima
para a imensidão
que a minh'alma
recolhe em si...
e talvez
por isso...
me transbordo
em derivados
de partículas de essência...
✍©️@MiriamDaCosta
Não é possível debater o feriado de hoje
quando, ao mencionar Zumbi,
alguém responde que não gosta de misturar argumentos...
que isso é coisa de filme de horror,
e que o povo negro agora tem um dia para chamar de seu … para festejar … e isso é o que importa ... e que devem falar e se orgulhar...
“- Você tem razão…”
Respondi assim
e deixei que a minha atenção escapasse
para o céu da minha Região Oceânica.
Ainda temos muito o que ler,
muito o que estudar,
e imensamente mais a aprender, né?!!
COP30 Belém
Francamente,
eu não levo fé nessas conferências mundiais
pró Meio Ambiente...
Desde sempre, muito blá-blá-blá... discursos belíssimos e dignos de aplausos mil, mas...
na realidade e na prática, pouco ou nada fazem
de concreto para salvaguardar o nosso planeta . E ano após ano assistimos a crise climática e ambiental aumentar.
Vejo muita hipocrisia e muito interesse financeiro nisso tudo, nada mais e nada menos.
✍©️@MiriamDaCosta
Existe pessoa pior de lidar do que aquela
ignorante
(no sentido de não querer saber ou aceitar um fato tal como é),
prepotente, arrogante
e, para completar e enriquecer
as “qualidades cognitivas e sociais”,
vulgar e agressiva em suas externações verbais?!!...
E, lamentavelmente, no nosso Brasil
(e não somente),
temos um número notável
de indivíduos com essas
“riquezas” de caráter e comportamento...
Mesmo com toda a riqueza de informação à disposição,
vejo muitos desinformados...
Mesmo com excelentes formaturas,
vejo muitos mal formados...
Por que será, hein?!!..
✍©️@MiriamDaCosta
O tempo não passa,
ele permanece em nós.
Somos nós
que passamos por ele.
O tempo não flui
ele se aloja na carne,
se infiltra nas frestas da alma,
permanece silencioso,
implacável.
Somos nós
que fluimos no tempo,
desfazendo-nos
em cada segundo
que nos atravessa de volta.
O tempo não passa,
ele repousa em nós,
como um sopro antigo
que nunca se desfaz.
Somos nós
que caminhamos sobre ele,
feito rios que seguem adiante
sem jamais esquecer
a nascente.
✍©️@MiriamDaCosta
💃
Minh'alma cigana
no caminhar não se engana,
a Lua me protege,
o Sol me aquece
e o Vento me levanta
na dança da Vida que me encanta,
porque sou uma cigana
adiante sempre tenho que seguir
a Força do Universo acompanha o meu ir
e ilumina todo o meu existir 💃
✍©️@MiriamDaCosta
"Eu abdiquei de muita coisa em minha vida, só pra não perder aquilo que pra mim, é o mais precioso, o amor de Deus"
As canções que que o tempo não conseguiu apagar
Desde pequeno, lembro-me de ajudar minha mãe a preparar o almoço para os lavradores que trabalhavam em nossas quintas, só para ter o prazer de ouvir música pelo rádio. O tempo passou, cresci e meu pai comprou um toca-discos. Foi quando as garagens de nossas casas se transformaram em pequenos salões de baile, onde a música reunia amigos, sonhos e, muitas vezes, futuros namorados.
Vieram os anos 70 e, com eles, a música romântica. Nos bailes, os casais dançavam quase parados, agarradinhos, enquanto muitos romances começavam ao som de uma canção. E, como não poderia deixar de ser, também havia disputas e brigas entre rapazes pela conquista da mesma moça. Afinal, naquela época, a música não era apenas trilha sonora: muitas vezes, era o caminho para chegar ao coração de alguém.
A música acompanha o ser humano desde os tempos imemoriais e possui algo que sempre me fascinou: consegue comunicar emoções e ideias sem precisar de palavras. Melodias, ritmos, sons e vozes conseguem expressar alegria, tristeza, saudade e esperança, independentemente da língua em que são cantados. Quando o amor e a paixão nos deixam sem palavras, é a música que muitas vezes diz por nós aquilo que gostaríamos de falar.
Aristóteles dizia: “A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.” Talvez seja por isso que cada pessoa encontre na música uma espécie de identidade. Ela carrega histórias, tradições, culturas e sentimentos, ao mesmo tempo em que proporciona equilíbrio, bem-estar e momentos de profunda reflexão.
Nas minhas caminhadas, a música se tornou uma companheira inseparável. Há momentos em que escolho uma canção que combina perfeitamente com a paisagem, com o silêncio da estrada ou com a paz que encontro pelo caminho. Quantas vezes ela já me ajudou a refletir? Quantas vezes despertou uma lembrança ou inspirou uma história que depois tive vontade de contar?
Se alguém me perguntasse o que seria de mim sem a música, eu responderia simplesmente: minha vida não teria a mesma graça. E talvez o mais bonito seja perceber que, aos quase setenta anos, ainda consigo ouvir mentalmente aquelas canções que um dia me fizeram dançar, sonhar e acreditar, como continuo acreditando, que **amar sempre vale a pena**.
Peregrino Nino Carneiro
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