Nao Queira Reviver o Passado
Cansei de ser boazinha para tudo, fechar os olhos para coisas absurdas. Não aguento mais essas pessoas falsas, que um dia são melhores amigos de todos e no outro não querem nem saber de ninguém além de si próprio. De agora em diante não vou fazer muita questão de agradar todos, CANSEI!
Desde então comecei a medir a vida não pelos anos, mas pelas décadas. A dos cinquenta havia sido decisiva porque tomei consciência de que quase todo mundo era mais moço que eu. A dos sessenta foi a mais intensa pela suspeita de que já não me sobrava tempo para me enganar. A dos setenta foi temível por uma certa possibilidade de que fosse a última. Ainda assim, quando despertei vivo na primeira manhã de meus noventa anos na cama feliz de Delganina, me atravessou uma ideia complacente de que a vida não fosse algo que transcorre como o rio revolto de Heráclito, mas uma ocasião única de dar a volta na grelha e continuar assando-se do outro lado por noventa anos a mais.
Eu olho em volta, não há ninguém mais importante que você. Eu acho que você sabe que sempre o amarei...
Eu não sou pobre, eu sou sóbrio, de bagagem leve. Vivo apenas com o suficiente para que as coisas não roubem minha liberdade.
Se eu mudei?
É claro, hoje eu me valorizo mais. Não deixo qualquer palavra de qualquer pessoa me atingir, não choro pelo que não vale a pena, não imploro amor de ninguém, descarto falsidade e não corro mais atrás de quem eu sei que não me quer por perto.
Não-coisa
O que o poeta quer dizer
no discurso não cabe
e se o diz é pra saber
o que ainda não sabe.
Uma fruta uma flor
um odor que relume...
Como dizer o sabor,
seu clarão seu perfume?
Como enfim traduzir
na lógica do ouvido
o que na coisa é coisa
e que não tem sentido?
A linguagem dispõe
de conceitos, de nomes
mas o gosto da fruta
só o sabes se a comes
só o sabes no corpo
o sabor que assimilas
e que na boca é festa
de saliva e papilas
invadindo-te inteiro
tal do mar o marulho
e que a fala submerge
e reduz a um barulho,
um tumulto de vozes
de gozos, de espasmos,
vertiginoso e pleno
como são os orgasmos
No entanto, o poeta
desafia o impossível
e tenta no poema
dizer o indizível:
subverte a sintaxe
implode a fala, ousa
incutir na linguagem
densidade de coisa
sem permitir, porém,
que perca a transparência
já que a coisa é fechada
à humana consciência.
O que o poeta faz
mais do que mencioná-la
é torná-la aparência
pura — e iluminá-la.
Toda coisa tem peso:
uma noite em seu centro.
O poema é uma coisa
que não tem nada dentro,
a não ser o ressoar
de uma imprecisa voz
que não quer se apagar
— essa voz somos nós.
Tem horas que dá vontade de sumir, de ir pra longe. Aí eu lembro que não importa para onde eu vá, o que eu estou sentindo irá comigo também.
A vida não é fácil para nenhum de nós. Mas e daí? Nós devemos ter persistência e, acima de tudo, confiança em nós mesmos. Devemos acreditar que somos talentosos em alguma coisa, e que essa coisa, a qualquer custo, deve ser alcançada.
Eu tive um sonho que ninguém pode ter.
E joguei tudo fora aquilo que não precisava.
Pensamentos, não posso me render a esta interrupção.
Mesmo se eu estiver na linha entre a realidade e a fantasia.
Meus pés são limitados aos esforços do sacrifício.
Meus sentimentos estão transbordando, cheios de repressão.
Porque eu tenho um coração que esta ansioso.
"Mentira";
"Medo";
"Renegado";
"Infelicidade".
Não quero mais ser fraco.
Eu já aprendi com vários erros.
Sou um trapaceiro que não esta sozinho.
"O espectro da Mulher Selvagem ainda nos espreita de dia e de noite. Não importa onde estejamos, a sombra que corre atrás de nós tem decididamente quatro patas."
**Todas nós temos anseio pelo que é selvagem. Existem poucos antídotos aceitos por nossa cultura para esse desejo ardente. Ensinaram-nos a ter vergonha desse tipo de aspiração.
Deixamos crescer o cabelo e o usamos para esconder nossos sentimentos.
**"0 arquétipo da Mulher Selvagem, bem como tudo o que está por trás dele, é o benfeitor de todas as pintoras, escritoras, escultoras, dançarinas, pensadoras, rezadeiras, de todas as que procuram e as que encontram, pois elas todas se dedicam a inventar, e essa é a principal ocupação da Mulher Selvagem. Como toda arte, ela é visceral, não cerebral. Ela sabe rastrear e correr, convocar e repelir. Ela sabe sentir, disfarçar e amar profundamente. Ela é intuitiva, típica e normativa. Ela é totalmente essencial à saúde mental e espiritual da mulher."
Não se apegue a pessoas vazias, fúteis e cretinas. Não se doe para pessoas que não enxergam o mínimo de valores que você tem. Não faça da sua vida uma montanha-russa de emoções vazias e incertezas. Não faça ESCOLHAS somente com o pensamento do prazer e da obsessão. Não deixe que apenas alguns momentos te façam feliz. NÃO, NÃO, NÃO... Quantos "NÃOS", não é mesmo? Mas, de verdade, se escolhermos apenas UM desses "NÃOS" com certeza algo já mudaria para melhor. Quando pessoas erradas saem da sua vida, coisas certas acontecem. Abra a sua mente para o bom! Abra o seu coração para sentimentos novos! Faça cada momento da sua vida valer a pena como se fosse o último que teria. Cerque-se de pessoas que te amam, que façam o mínimo por você, que faça com que você se sinta uma "PRETTY WOMAN" com direito a musica e dança. OPTE POR AQUILO QUE FAÇA O SEU CORAÇÃO VIBRAR, mas com a sabedoria de suas consequências.
Decepção é o que você ganha em acreditar e criar expectativas com pessoas erradas. Siga em frente e escolha melhor suas amizades e os seus amores!
Não é sempre assim? Preparamo-nos para enfrentar os problemas de frente e eles surgem sempre por trás.
"Os homens têm odiado a Bíblia. Não porque acham contradições nela - mas sim porque ela contradiz o que o homem pensa de si mesmo."
Não existe neutralidade em história. Neutro, para historiador, é só sabão de coco. Toda opinião é política.
É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir.
Nota: Trecho da música "Pra rua me levar", composta por Ana Carolina e Totonho Villeroy
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