Nao Preciso de Amigos Falsos
Sem dedicação, não há vitória; sem sacrifício, não há recompensa. A dor é passageira, mas a glória é eterna!
E quando já não suporto o sofrimento faço planos, promessas, juramentos, digo que mudarei, que nunca mais sofrerei, e quando o dia seguinte chega já não tenho medo do amanhecer, me sinto forte, alegre, decidido, e as horas vão passando e junto com ela vem as angustias, frustrações, desilusões, e aquele guerreiro forte já não é mais tão forte assim, e passa a ter medo da noite, passa a fugir da lua, passar a sentir frio, um frio que consome a alma e que não cessará nem quando o for agasalhado por um cobertor, e por fim morre, o guerreiro morre pela sua própria espada chamada amor!
Perdeu a conta de quanto, de como, de quais. Não quis saber os meios ou fins. Estava já por demais cansado dos fins. Lutou com afinco, mas desistiu. Não soube explicar, cessou, morreu. Chegara à exaustão da espera pelo que não vem, pelo que não é, não há, nem jamais será, seria ou foi. Havia se deixado levar, no entanto, sabia que deixou e levou também. Pensou para garantir, mas desta vez se permitiu sentir antes. Nem mais uma palavra, nem um dia, nem mais uma gota, nada.
Sigo tentando me convencer que o não teve inicio nem fim simplesmente não existiu, e sou tão quase boa na argumentação quanto na arte da negação.
Não busco amores em pessoas busco amores em meu coração para que possa compartilhar aquilo que seja verdadeiro é não uma ficção.
E ONTEM EU QUIS UM POEMA QUE NÃO PUDE CONCEBER
(ODE TOSCA A IBERÊ CAMARGO)
Ontem a paisagem
Do aroma da noite
Fecundou em mim
Um tênue fluxo dum poema.
Este fluxo carregava nas casamatas do ventre
A estrada para uma humilde hossana
A Iberê Camargo:
O mestre máximo do pincel
Que reinterpreta visceralmente
A visual realidade
Que, á primeira análise,
Se mostra vivente, a inconteste claridade incólume do sempre!
Ah, ontem á noite,
O meu ser de remendo
Quis enaltecê-lo,
Reverenciar-lhe o apurado e peculiar olhar
De transcendente acuidade,
Lançado sobre o aparente cenário em equilíbrio:
Para o geral ver,
Cegado pela síndrome de Narciso,
Completamente equacionado
Pela Matemática do humano tempo conciso.
Ah, como idolatro este olhar
Congênere da Ametista
Pois dirime a embriaguez:
Embriaguez que a insidiosa superfície
Do mundo externo impõe á vista
De um modo que bloqueia
Tão sutil e plenamente
O livre perceber que brota das mentes hominídeas,
Porque estas ancoram,
Embora inconscientemente,
Seu alado veleiro
No indestrutível porto da sageza
Do ecumênico solar desejo!
Então ele fita claramente
O incessante novelo de conflitos
Progredindo-se por debaixo da derme
Do onipresente embuste eloqüente, corrosivo!
E depois que se alimenta deste drama,
Um universo em contínuo colapso,
Vivenda em chamas,
Devolve-o íntegro, desprovido de sofismas:
Rebento do incorruptível imaginário antropofágico!
Sim, a AMETISTA EXPRESSIONISTA
Faz com que o rosto da verdadeira humana estética
Seja revelado:
Sem o adorno da airosa flor do eufemismo
E sem a indulgência que emana
Da mão estendida pela cênica sensatez residida
No alegre tremular da bandeira da trégua
Entusiasticamente anunciada, bramida!
Ah, entretanto,
O poder de captação de Iberê
É muito mais ancho:
É capaz de nos expor
Toda a densidade da latitude
Contida na pungência da tristeza,
Escondida na álacre corpulência
Do rosto de uma pessoa-oceano.
Não, eu não pude compor o tão sonhado poema:
Melancolicamente,
Naufraguei-me no mar da cara empresa.
Ah, tenho raiva, tenho pena
de não ter podido seguir a sua feérica estrela:
Não erigi versos brancos
Nem versos que sorvessem
Da fonte onde deitam
A rima pobre e a opulenta.
JESSÉ BARBOSA DE OLIVEIRA
Ah, não estar parado nem a andar, não estar deitado nem de pé, nem acordado nem a dormir, nem aqui nem noutro ponto qualquer, resolver a equação desta inquietação prolixa, saber onde estar para poder estar em toda a parte, saber onde deitar-me para estar passeando por todas as ruas, saber onde.
A amizade é um caminho tão incerto, que não sabemos onde chegaremos, mesmo assim caminhamos por ele.
Sorte tem os pássaros podem voar alto e ficar lá mais os humanos tem sorte maior, não ficam em gaiolas presos
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