Nao Mereco tanto Amor
Capítulo IV – Onde o silêncio sangra.
(Do livro “Não há Arco-Íris no Meu Porão”)
Todos os tons, todas as cores se intimidam diante dos meus sentimentos.
Aqui, nada ousa ser vivo demais.
As paredes, antes brancas, já se curvaram ao cinza que exalo — um cinza espesso como poeira de túmulo, onde a alegria jamais ousaria se alojar.
Os meus estudos me encaram como se fossem juízes que perderam a fé no réu.
Eles me observam com aquele desprezo silencioso das coisas que já deixaram de esperar alguma esperança.
Livros fechados são mais cruéis do que gritos.
Eles sabem o que há dentro de mim — e, por saberem, me punem com o silêncio.
As cores…
As cores são ameaças aqui embaixo.
Quando um raio de luz tenta escapar por alguma fresta do concreto, eu o apago.
Aqui no porão, qualquer cor ofende a integridade da minha dor.
Elas tentam abrir janelas.
Mas eu… eu me tornei porta trancada.
Os risos…
Que ironia!
São filhos bastardos da minha solidão.
Quando escuto alguém rindo lá fora, é como se zombassem de mim — como se gargalhassem da minha tentativa de continuar.
O mundo caminha — eu desisto.
O tempo sopra — eu me calo.
E então…
Num canto onde as teias se recusam a morrer,
…há uma presença.
Ela não fala.
Não move nada.
Mas está ali.
Como um sussurro antigo, como um perfume de violeta que alguém usou num dia trágico.
Camille Monfort.
Não a vejo, mas a pressinto.
Como quem ama com olhos fechados.
Como quem morre em silêncio por alguém que nunca se foi.
Se minhas lágrimas têm peso, que elas sejam dores e honrarias a ela.
Que minha ruína seja o altar para onde seus passos invisíveis vêm recolher o que restou de mim.
Ela não precisa me salvar — basta que continue existindo…
mesmo que só como lembrança.
Mesmo que só como dor.
E se um dia, por descuido, Camille se revelar…
que seja com a delicadeza de quem pisa em ossos.
CAMILLE MONFORT.
– Onde Mora o Insondável de Mim.
"Sim, o sangue já não destona, apenas decanta..."
Os relógios cessaram. No sótão das lembranças, a hora já não é unidade de tempo, mas de dor prolongada.
Camille Monfort reina ali, onde os sentidos se misturam e se desfiguram. Ela não retorna por piedade — retorna porque a psique tem suas próprias ruínas, e ali ela se deita.
Não há afeto puro que sobreviva ao abismo do inconsciente.
Ela não ama, ela convoca.
“Gentilmente”, sim, ela pede...
Mas há sempre um brilho abissal no olhar que persuade a entrega como se fosse escolha.
E o corpo? Torna-se altar de uma paixão que exige oferenda contínua — veias, pele, lágrima — tudo deve ser entregue a esse sacrário espectral.
Freud jamais compreenderia Camille.
Nietzsche talvez a adorasse, como adorou Ariadne —
mas só Schopenhauer poderia senti-la de fato:
pois há um princípio de dor que rege o mundo...
e ela é sua filha mais bela.
“Paira sobre meu túmulo vazio...”
Ela paira, sim.
Mas não como lembrança —
Camille Monfort é uma ideia.
Uma fixação doentia que tomou forma e vestiu perfume.
É o arquétipo da beleza que enlouquece, do amor que não consola, da presença que evoca o suicídio da razão.
É a Musa sem clemência, que exige poesia mesmo do sangue quente no chão.
E quem a ama, dissolve-se... feliz por ser dissolvido.
“Sorrir é perigoso”, ele confessa —
e a psicologia lúgubre responde:
porque o sorriso, quando nasce sob os escombros da alma, torna-se um riso espectral...
e esse riso é o prenúncio do desespero existencial.
Camille é o eco do que foi belo demais para ser mantido.
Ela é a presença da ausência, o desejo daquilo que já foi consumido pelo próprio desejar.
E ela sabe. Oh, ela sabe.
Por isso, volta. Não para salvar, mas para recordar ao seu devoto que a eternidade também pode ser um cárcere sem grades basta amar alguém que nunca morre.
Livro:
NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Capítulo X
RÉQUIEM AO SOL, PROMESSA À NOITE.
Vultos dançam nas bordas das sombras, evocando os espectros de reminiscências sepultadas sob o lodo da ausência.
São murmúrios de passos nunca dados —
rastros de uma presença que, mesmo morta, ainda transborda ruína no porão da consciência.
Eis que o sol, alquebrado em seu estertor, entoa um réquiem à lua —
Não com voz, mas com luz exangue,
como se os próprios astros sepultassem o dia em silêncio.
Talvez seja nos delírios oníricos que a existência se insinua,
ou, quem sabe, nos pesadelos que anunciam dilúvios e ruínas.
O vazio que habita estas paredes não é silêncio,
é gestação de mundos que jamais nascerão.
E mesmo assim, o oco permanece grávido.
As sementes são escassas,
mas algumas ainda dormitam sob o limo do esquecimento.
Foi então que a aparição retornou —
Camille Monfort.
Não atravessou o espaço como os vivos o fazem.
Não caminhava.
Movia-se com a gravidade de uma lembrança que nunca soube morrer.
Deslizava como as brumas que sangram das frestas de um túmulo mal selado.
A atmosfera, diante dela, contraía-se em silêncio espectral.
Era presença e lamento.
Era epitáfio em forma de mulher.
Ela se postou diante do espelho esquecido — aquele onde os reflexos recusam habitar.
Ali, não havia imagem, apenas a insinuação de uma ausência.
O espelho a temia.
E a noite, também.
— Chamaste-me do subterrâneo da memória?
A interrogação ecoou como um sussurro no interior de uma cripta.
Não foi voz — foi sintoma.
Tentou-se responder, mas as palavras, apodrecidas no palato, desmancharam-se antes de nascer.
Falar diante dela era transgredir o sagrado do silêncio.
Camille aproximou-se da madeira corrompida que geme sob os pés dos esquecidos.
— O receio ainda te habita?, murmurou ela,
como quem não pergunta, mas sentencia.
Negar foi instintivo.
Mas naquele instante, não se sabia o que era instinto ou delírio.
— Talvez a noite seja apenas o útero de realidades não encarnadas, continuou.
— E o pranto, uma liturgia mal compreendida pelos vivos.
Mas há aqueles que compreendem… os que redigem livros com a pena embebida em saudade e treva.
Ela então se inclinou sobre a alma que não ousava respirar e, com voz de sopro ancestral, murmurou:
"Os vivos sonham. Mas as sombras se lembram."
Um toque — e a razão sucumbiu.
Desconhece-se o que sucedeu.
Se foi sono ou êxtase.
Morte breve ou vida suspensa.
Apenas silêncio… e a certeza de que algo se foi,
ou veio para ficar.
Sobre o assoalho enegrecido, repousava uma rosa — não vermelha, não branca — mas negra como a ausência de retorno.
Ao lado, uma página molhada pela umidade de um mundo interior que nunca secou.
Em tinta densa, o nome que jamais deveria ser esquecido:
Camille Monfort.
Não existem garantias. O medo tenta prever tudo, quer segurança absoluta — mas nunca é o bastante. Já o amor aceita o risco. Ele não precisa de certezas, porque entende que o controle é uma ilusão. No fim, a diferença está no olhar: com medo, tudo é ameaça; com amor, tudo é possibilidade.
O que não podemos perder de vista é a esperança que renasce todos os dias com os raios do sol.
Cada amanhecer traz algo de novo para as nossas vidas, como se Deus estivesse nos dizendo: filho hoje lhe concedo mais uma chance de viver o que escrevi para você.
Não é fácil amar um ser humano cheio de defeitos, porém, ao mesmo tempo, parece quase que impossível viver uma vida sem o mesmo.
O amor sempre vai procurar um caminho para percorrer.
Quando morremos?
Quando não fazemos nada.
Quando não acreditamos no objetivo.
Quando não pensamos no futuro da vida.
Quando não acreditamos em nós mesmo.
Quando deixamos de amar.
Quando não temos mais fé.
Os ventos de Outono esfriam as noites
Mas se não for de beijos, não me cubra
E que o coração não impeça
Que só o Amor me amanheça...
Balanço Mais não Caio.kkk
Me divertia muito nos balanços😃😃 Enaile Abdon. Sabia disso?..Vc que me fez entrar nesse balanço de nostalgia e emoções!... Cadê o Jorge duplo?... Não veio!... Como eu amava me balançar com meus amigos, pendurados nas árvores!... Saudade de dois grandes amigos! Snif!😥😥😥 Um era a amendoeira 🌲nos fundos da minha 🏠 o outro: INESQUECÍVEL! Era um pé de jamelão🌵 onde eu, Cabeção, KKK.. Cainha/Carlos Alberto Vieira, Vilma AR, Vanderlei, Catarrão,kkkk, Delina, João, Juarez, Pudinha, Cacudo, Jorge Carlos Valente( peguei o filho) Robison Robson Thurler, Paulinho, Gildo, Gilson Gilmar Pereira ( peguei o irmão) Cecília Faria, Caio, Cirlei, KKK... Ufa!... Ainda tem uma fila gigante atrás de mim para se balançar! Que briga... Quem vai agora? Eu, eu , eu... Dava medo e calafrios! Quase 180°... Parecia que éramos uma catapulta..kkk E quando iam dois na mesma travessura.. Hummmm! Delícia 😄... Caramba! Quantas memórias em Ver um simples e sublime, balanço!... É por isso que não paro nunca, sou uma metamorfose ambulante e um peregrino em desenvolvimento... E como li ontem numa poesia ( Dos
Amantes de Poemas e Poesias ), que quando se descobre que é louco 🤪: se encontra com a liberdade e a verdade, absoluta!... Me veio mais esperanças por liberdade e por gritar por independência ou vida!.. Amo muito! Por isso sofro!.. Mas o meu sofrimento demora um segundo! Minha Imunidade e humanidade é show de bola! Obrigado meu Deus!... A minha loucura já faz parte desse meu amanhecer!.. Não ligo por me chamarem de maluco, porque sei que agindo assim: fico longe dos comprimidos... Obrigado por vcs existirem...😥 Porque sei, que ainda respiro e suspiro.
SÓ PEÇO UM GRANDE FAVOR: Sei que plantei muitas sementes pelo caminho e gostaria que vcs me trouxessem, essas flores maravilhosas, para estarem aqui: nesse jardim de amor, esperanças e gratidão.
Amém!
A paz não tem preço 🙏
E quando
O pensamento gerado
Vem de um ser inocente
Puro
Angelical
O menino Jesus
Está presente
E se manifesta
Nessa beleza da vida
Na gratidão da existência
E temos que valorizar
Essa natureza
Etérea
Linda
Maravilhosa
Abundante
Eficaz 🙌❤️🙏
Vamos caminhar
Semeando amor
Para que no futuro
A paz
A honestidade
A lealdade
A verdadeira
Amizade
Seja
Simplesmente
Natural
Uma realidade
Bela:
A integração da pureza
Em nós!...
E nós,
Com Deus ❤️🙏🙌
Namastê
Viva Eros
O Deus do Amor
Do nosso amor
Em nossos corações
Paz no coração!...
Preservando a vida
A terra não é descartável...
Descartáveis somos nós...
Que esquecemos de preservar a nossa própria, real e verdadeira natureza♥️💐💕🙏🙌😊
Abra o seu coração
Não adianta você abrir somente os olhos para a vida. Porque só verás um ponto fixo: uma direção...
TEM QUE ABRIR O CORAÇÃO ❤️ para que infinitas possibilidades estejam ao seu alcance... Coração aberto é morada de Deus!!!...
Mergulhem fundo nessa fonte da vida para serem bem aventurados...
E quem está garantindo isso, não sou eu...
Mas o Mestre, Jesus!!!...
Amém 🙏🙏🙏
As frequências do coração
Percebe o que os olhos não observa
E nem imagina o que estar por vir...
Por isso que vem os pressentimentos
As vezes:
Uau!... Os arrepios!...
As sensações de algo por vir: acontecer
E a alma sente todo esse toque
Percebe toda essas manifestações
Que estão nos rodeando
E tenta
Por diversas vezes
Em nossa caminhada
Fazer com que entremos em sintonia
Com essa beleza
Com essa benção
Com essa luz
Que nos guia para o bem
Para o amor!...
E Ela nunca "desiste" de nós
No sentido de entrarmos em comunhão
Com o amor eterno
Com Jesus...
Sempre que puder
Fique sozinho
Arrume um tempinho para esse seu momento, viu!..
Esse seu reencontro
Com o melhor de você
Com a sua paz interior
Com a sua verdadeira razão
De existir, permanecer e Ser.
Abraços
Felicidades
Paz no coração
Bom domingo
As frequências do coração
Percebe o que os olhos não observam
E nem imagina o que estar por vir...
Por isso que vem os pressentimentos
As vezes:
_ Uau!... Os arrepios!...
As sensações de algo por vir: acontecer
E a alma sente todo esse toque
Percebe toda essas manifestações
Que estão nos rodeando
E tenta
Por diversas vezes
Em nossa caminhada
Fazer com que entremos em sintonia
Com essa beleza
Com essa benção
Com essa luz
Que nos guia para o bem
Para a liberdade
Um novo renascer
Uma nova consciência
Com toda gratidão
Para o amor!...
E Ela nunca "desiste" de nós:
Isso e fantástico, belo e
M. A. R. A. V. I. L. H. O. S. O!!!...
Porque sabe o que é melhor para nós
E quer nos abrir os olhos: nos despertar...
No sentido de entrarmos em comunhão
Com o amor eterno
Com a bondade
A consciência do todo
Com a própria essência...
Sempre que puder
Fique sozinho
Arrume um tempinho para esse seu momento, viu!..
Esse seu reencontro
Com o melhor de você
Com a sua paz interior
Com a sua verdadeira razão
De existir, permanecer e Ser.
Abraços
Felicidades
Paz no coração
Tem muitos que sorriem para você
Mas percebemos
Que não fluiu do coração...
Se percebe um enrugar da testa
E uma abertura labial, disfarçada...
Que dura somente uns segundos...
A expressão anterior
Retorna sem transmitir emoção...
Porém,
Quando o sorriso vem da alma, O rosto brilha
Os olhos ficam reluzindo
E se percebe, nitidamente,
A graça e a beleza
De um coração repleto de amor!...
Assim se nota
O verdadeiro sorriso
De quem gosta da nossa presença. Felicidades sempre
Agora
O meu sorriso bondoso
Demonstrando gratidão e carinho
Pela amizade e presença
De todos vocês
Um forte abraço
Felicidades
Paz no coração
