Nao Mereco tanto Amor
Para que o meu dia não seja totalmente perdido, escreverei um poema. Falarei de amor. Paixão. Solidão. Algo que deixe meu coração mais patético. Mais corroído. Mais solitário e banal.
'TEMPO, AMOR E MORTE'
Era tão apaixonado. Inclinado por que o tempo não passava. Agora abestalhado, tudo relampeja. Contagem regressiva para os pulmões. Coração pragmático e tão irreal. A vida vai ficando no tempo, abstrato como o ontem...
O Senhor 'Tempo' trouxe tantos amores. As dores só após as partidas [que são muitas] e quando os olhos inclinarem. Dizíamos: 'temos todo o tempo do mundo e um amor para balançar a sorte.' Hoje, reduções vitais, recortes ...
Domingo. Oito da manhã! O amor está dormindo, ainda não acordou para alegrar o lar. Viverás até quando nessa cama? A madrugada ventura calafrios. Sem brio, presos num trânsito ininterrupto e fugaz...
Aprenderemos a lidar com a morte? Nessa recusa do próprio tempo, tínhamos sentimentos e amor, mas com o tempo, quase tudo esvaiu-se pela terra. Mudou. São as leis da natureza sentidas na pele...
No tempo de escola, aprendemos que tudo 'nasce, cresce e morre'. Faltou ensinarmos a amar, coragem para a aceitação do tempo e nas seguidas mortes que nos vêem. Pensava-se: é apenas uma questão de tempo...
Aprende-se: o amor é imortal! Sem nunca termos nascido para tal. O amor vai andando de mãos dadas no tempo. Até que a morte nos separe tênue. Nascemos com o choro e morremos agonizando. Precisamos aprender a viver e aprender a morrer pacificamente. Aceitar o amor no seu tempo, como se fossemos imortais...
'FALTA...'
"José era infeliz porque não tinha um amor. Depois que conheceu Ana, seu único amor, José continuava infeliz."
Tempo frio. Lembrei da frase acima e estive me questionando: - para onde as pessoas caminham desenfreadas, e o que elas tanto procuram? Lembrei de um amigo professor que chegara ao topo da profissão, desabafando que 'estava meio perdido sem saber mais o que fazer!' E que 'faltava-lhe alguma coisa para preencher o vazio.'...
As pessoas, ou quase todas sentem algum tipo de falta. E nesse contexto, lembrei de uma frase de Marcel Proust que fala 'só se ama [aquilo] que não se possui completamente.' Em meias palavras, depois que se chega ao topo, os 'sentidos se perdem', seria isso? Aqueles cinco anos suado e o carro não faz mais sentido: a tinta esbranqueceu, arranhaduras tornaram-se perceptíveis..
José sentia falta de um amor. E quando falamos de falta, isso nos remete a certos sentimentos/sofrimentos. Ana não foi o suficiente? Sim! Talvez sim. Talvez não. A verdade é que ela preencheu um dos vazios, existem outras centenas a serem preenchidas. O lóbulo é temporal...
José continua a andar desesperado nas suas buscas. Depois de tanto tempo, percebera que outras brechas fora aparecendo. Ele não desiste! 'Sentir falta' faz dele 'José.' A infelicidade é só um ponto de vista e as faltas que tanto lhe corrói, faz parte do paradigma humano....
'A infelicidade caminha ao lado do homem. Isso faz dele brilhante, gigante, diamante, fértil e generoso..."
'AFOGO-ME...'
Afogo-me,
tal qual um louco falando de amor,
insano porque não há quem entenda-lhe os pergaminhos.
Desenho corações em linhas sinuosas,
mergulhado nas incertezas dos dias.
Sento-me sob à mesa.
Desonesto,
falando dos dias felizes...
O mar flamejante está à procura de marinheiros.
Soluto porque sou mar de desespero.
Não tenho amanhã,
nem cultivo.
Tampouco porto para ancorar-me nas ilhas incipientes criadas no manjedouro...
No dia a dia,
espero lentidão velada que sufoca-me.
Afoga-me nas substâncias de combinações não feitas,
rarefeitas no tempo sacrificando pulmões.
Sou expressões resultando incoerência,
dias sem sentidos.
Submergindo fracassos nas torturas,
acasos imperceptíveis,
procuras...
Viuvo não é quem fica, é quem vai, entretanto, as vezes ficamos viuvo de um amor que não morreu, que não se entendeu e que se perdeu.
Essas coisas de amor não há como escolher e a força sobrenatural dele é algo que não se pode conter...
Ali entre quatro paredes em cima da cama,não há defeitos não há maior beleza que o amor reciproco,almas em sintonia beijos que mais parecem viagem astral, uma conexão perfeita onde a alma se deleita onde cada parte do corpo tem seu açúcar seu doce diferenciado, não há espaço para timidez pois ali estão dois seres humanos, fazendo valer a pena sua existência...
-Eu quero ser o seu grande amor para que não tenhas ódios resguardados que podem ofuscar os teus sonhos, assim ao menos esquece os amores frustrados que te assombram
-Eu quero ser o seu grande amor para que eu seja o cheiro que te seduz e a cor que te apaixona
-Eu quero ser o teu grande amor para ser a única bebida capáz de refrescar os seus lábios.
-Eu quero ser o teu grande amor para te reencontrares e não seres o que pensa que és.
Não quero ser sábio porque isso levaria-me a duvidar daquilo que nos liga, o amor, prefiro ser ignorante para poder afirmar com certeza de que é amor.
Não deixe que o AMOR seja opção priorizando o fútil, e se o amor for dedicado ao dinheiro tornas-te prisioneiro e escravo, fazendo a sua alma adoecer e o coração ficar envenenado.
Neste mês de Maio sentimos-nos tocados com o amor de mãe, um amor paciente, amor bondoso, amor não invejoso, amor não chantagista nem orgulhoso, é sempre o amor de mãe não rude nem egoísta, é o amor puro que não guarda rancor (Coríntios 13:4-5).
Você não é minha mãe, o amor que sinto por ti é egoísta, contigo não vou brincar de amor porque o orgulho faz ferida que não cura, o meu amor por ti não é bondoso tão pouco paciente porque é invejoso e cheio de ódio por quem fica contigo enquanto finjo paciência.
O amor tímido, todo amor é tímido , os destemidos nos engates não amam, que o digam as mulheres vítimas de vilons das festas románticas... O amor silencioso chega e a timidez e o medo não deixam que se revele, olha, olha mais mas não lhe sabe falar, perde-se a alma e se vai a fala...Aí está o amor.
O amor não se dá , tão pouco se recebe, odeio escutar música de A porque põe-me nervoso, amo escutar música de B porque activa-me os sentimentos de bondade que deixam-me triste cocomitantemente nervoso e, o ódio desperta-se do enredo e rouba-me a nobreza dos sentimentos, é a outra maçã do amor a manifestar-se, a implorar silêncio e infundir paixão.
