Nao Mereco tanto Amor
A maior prova de amor não está nas grandes declarações, mas na consistência com que escolhemos cuidar um do outro todos os dias.
O amor não é um estado de espírito passageiro; é uma obra de arquitetura. Exige projeto, alicerces fortes, manutenção constante e a coragem de ajustar a planta quando as circunstâncias mudam. Amar é decidir, todos os dias, ser o suporte que o outro precisa para continuar construindo a própria história.
Muitos querem amar, mas, poucos estão prontos para isso. A paixão não é amor, é um fogo que se apaga.
Como dizer que tudo foi em vão? Não seria justo querer retirar o mérito do amor vivido, somente por ele não ter durando o tempo que imaginamos que duraria. Pouco importa quando chegou, ou quando deixou de ser, o que importa é que o amor existiu.
DECIFRAR O AMOR
Escrevo sobre o amor
e sigo escrevendo,
Pois não hei de decifrá-lo,
Assim em tão pouco tempo
Nessa única vida.
O Buda constrói um castelo na areia. As vagas o levam. O Buda o constrói novamente. O amor não pode ser vencido.
Até que os ventos já não passem
A lua não se escondesse
O sol não se ilumina-se
Mais o amor que sinto por você esse sim, jamais vai acabar
Te amo muito
Decifrar o amor não é decodificar um segredo, mas render-se ao único idioma que o coração entende sem tradução, onde a gramática é a entrega e o tempo é a eternidade.
Agora entendo: o amor verdadeiro não grita, não cobra,
não exige.
Ele apenas espera.
E o dela esperou por mim.
Um amor não se esquece de verdade,
mas se solta aos poucos.
Não é apagar, é deixar de sangrar.
Cada lembrança vai doer menos, até virar só uma parte da sua HISTÓRIA... Uma que te fez sentir tudo, e agora te ensina a se Erguer de novo.
O olhar
Carrego no peito
o olhar da mulher
que nunca quis me conhecer.
Não foi amor.
Foi ausência.
E mesmo assim, ficou.
Tatuei não o rosto,
mas o olhar.
Porque era ele que me atravessava
sem nunca me tocar.
Ela não ficou.
Não chamou.
Não voltou o gesto.
O que ficou fui eu,
com a pergunta aberta
batendo no osso.
Esse olhar no meu peito
não é dela mais.
É a prova
de que sobrevivi
ao não-ser-vista.
Hoje entendo:
não marquei submissão,
marquei memória.
E memória não manda.
Só lembra
de onde eu vim
e por que não volto.
Amor é quando dá medo e, mesmo assim, você fica.
Não porque precisa, não porque falta algo, mas porque escolhe.
O resto é apego com fantasia bonita.
Dizer não também é um ato de amor.
Não por eles,
mas por quem depende de ti
e por quem tu quase esqueceu de proteger:
tu mesma.
Silêncio, às vezes, não é ausência.
É fronteira.
É o corpo dizendo “chega”
antes que a alma precise gritar.
E quem só te vê como recurso
não entende quando tu vira limite.
