Nao Mereco tanto Amor
Só desejo que as garrafas com as cartas de amor sejam encontradas, e o carteiro não devolva nenhuma ao remetente.
O amor não aprisiona
Como pode alguém achar natural usar a força e a manipulação para destituir o corpo e a psique de quem um dia disse amar?
Como pode tratar um ser humano como se fosse uma posse?
O amor não é domínio. Não é controle. Não é violência disfarçada de cuidado.
Quem ama não destrói a liberdade do outro, não apaga sua identidade, não invade seu corpo, nem aprisiona sua mente.
O amor não causa dor como método, não alimenta a dependência, não humilha, não ameaça e não conduz à morte.
Quando há manipulação, medo, controle e violência, já não estamos falando de amor, mas da tentativa de transformar uma pessoa em propriedade.
Amar é reconhecer a humanidade do outro. É respeitar seus limites, sua autonomia e sua dignidade, mesmo quando isso exige abrir mão do próprio desejo.
Porque ninguém pertence a ninguém.
Escrito por Caio Vinicius dos Santos Costa.
Amor é algo da qual não sou digno de possuí-lo, eu vi uma rosa, queria estar com ela o tempo todo, queria mais do que apenas olhar, eu queria tê-la para mim, contudo quando cheguei perto ela abriu seus espinhos, eu poderia ter arrancado do chão. Poderia ter pegado ela para mim, mas a beleza dela era tão esplêndida que não podia fazer isso. Então com a tristeza no coração eu a deixei lá.
Você descobre o tamanho de um amor quando não puder mais dar um abraço e desejar um bom dia. Não deixe nada para depois.
Amor não é dor;
Amor não é atormento;
Amor não é lamento;
Amor não é desprezo;
Amor não é medo;
Amor não se vende;
Amor não ofende;
Amor não é tristeza;
Amor é a certeza;
Que o Amor é valor;
É comprometimento;
É bom intento;
É beijo, é festejo;
Vem e entende, compreende;
Amor é a sublime prece;
Ele transforma, enriquece e nos enaltece;
Amor apetece amor;
Amor é poder, amor se faz ser; cuida, sonha, doa, ganha...idealiza e realiza.
O amor e sua linda e relevante façanha!
As sem-razões do amor
O amor não pede licença à lógica,
chega quando não é chamado
e permanece mesmo sem explicação,
feito chuva mansa em dia inesperado.
Amei sem saber o motivo,
sem rumo, sem garantia.
Meu coração escolheu antes da mente,
e eu apenas segui o que pulsava.
Há amores que não resolvem a vida,
mas dão sentido ao caos.
São as sem-razões do amor,
existindo mesmo quando tudo falha,
mesmo quando doem,
ensinam a ficar inteiro.
Porque amar não é cálculo nem acordo:
é entrega sem defesa,
é aceitar que algumas coisas
só existem porque não têm razão.
Encontrei um pergaminho antigo,
guardado no fundo do tempo,
nele dizia que o amor não se desfaz,
apenas muda de caligrafia.
Antes de te conhecer,
eu era só um menino sonhador,
rabiscando o mundo em guardanapos, acreditando que versos eram abrigo.
Eu caminhava com o peito aberto,
como quem atravessa um deserto
seguindo estrelas que não sabia nomear, colecionando silêncios como mapas.
Então você surgiu feito tinta viva,
molhou meus dias de cor e sentido,
ensinou minha mão a escrever sem medo, como quem descobre a própria língua.
Hoje sei:
o pergaminho não era papel,
era o meu coração esperando leitura,
e o amor que diz durar pra sempre
aprendeu a morar no teu nome.
O Significado do Amor
Amor não é palavra dita ao vento,
nem promessa feita na pressa do momento.
É escolha diária, silenciosa e firme,
é ficar quando tudo parece partir.
É tocar as cicatrizes sem medo,
beijar as falhas como quem encontra abrigo.
É enxergar o caos no outro
e ainda assim chamar de lar.
Amor é paciência que não se cansa,
é mão estendida no meio da tempestade.
É olhar nos teus olhos e reconhecer
que o meu futuro começa aí.
E se me perguntarem qual é o seu significado,
eu não direi conceitos, nem teorias bonitas.
Direi apenas o teu nome —
porque amar, para mim, é você.
E é justamente nessas marcas
que o amor aprende a ficar.
Não para apagar o passado,
mas para caminhar com
ele sem medo.
Porque amar também é segurar
a mão do outro onde ainda dói.
É nas cicatrizes que
o amor decide permanecer.
Não para consertar o que foi quebrado, mas para provar
que ainda há beleza no que sobreviveu.
Porque amar é escolher ficar,
mesmo onde a dor já morou.
