Nao Mereco tanto Amor
COMO ENTENDER
Como entender o mundo se estou há tanto tempo longe dele? Como entender se nossa relação ficou um pouco a mercê das mudanças repentinas?
Estou tentando me moldar de alguma forma. Tentando segurar sem que as mudanças interfiram no meu entender e os valores atemporais oscilem desestruturando toda uma contextura resistente. Há um desentendimento entre o mundo e eu.
Talvez eu não queira essa mudança. Talvez o mundo e eu estejamos querendo que tudo seja moldado para um único e absoluto caminho de certezas concretas.
Talvez nada seja do jeito que espero. Talvez esta insegurança seja apenas uma linha imaginária. É tudo tão vago que não sei por onde começar a desenlear todo esse novelo de incertezas.
Preciso de tempo. Tempo para me reestruturar e analisar toda essa mudança que não consegui alcançar.
O mundo mudou muito rápido que se eu tentar seguir seu ritmo sem um planejamento ou uma parada, há uma grande chance de eu não vencer esta jornada.
Mesmo quando tudo ao meu redor pede calma, o mundo não para. Ele gira sem parar, sua velocidade interfere involuntariamente no meu interno e eu preciso acompanhá-lo.
Estou tentando me ajustar e sobreviver a este novo e desconhecido mundo cheio de mistérios.
Se eu gosto de chocolate? Tanto quanto eu gosto de um café. Diferentes no sabor e idênticos na emoção.
Amadurecemos quando percebemos que a distância ficou um tanto longe e a saudade nos abraçou forte. Às vezes o que emana dos nossos olhos são os sentimentos fortes que plantamos dentro de nós.
A nossa vida está inteiramente ligada ao universo. Somos responsáveis por ela, tanto quanto por aquele que nos mantém hóspede dele.
“Oh! Brasília...
Esperei-te tanto!
1011 –1960”
A dádiva de um sonho!!!
Brasília foi construída pela NOVACAP em 1.309 dias corridos (3 anos, 7 meses e um dia) de 19 de setembro de1956 a21 de abril de 1960... Com operários vindos “espontaneamente” de todos os recantos do Brasil...
Quanta gente, histórias, cores...
... Era Brasília nascendo, do suor, no braço, na raça...
Vidas cheias de esperanças...
... Pessoas injustiçadas, que conheceram o lado amargo de uma dádiva de um sonho...
... E guardam na lembrança a satisfação de ter participado da "profecia" em construção que falava de um lugar onde a Terra tocava o Céu ou seria o contrário, não sei...
Mas, acho que se enganaram, pois, aqui já é um PEDACINHO DO CÉU!!!
Diamante
Queria um diamante bem grande...
Ou pequeno, talvez...
Que brilhasse tanto ou
mais que uma estrela...
Um diamante que refletisse
uma lágrima caindo...
Ou até mesmo o meu sorriso...
O diamante é só simbólico...
Porque o valor não importa...
Poderia ser até mesmo uma pedra qualquer...
Ou uma flor de algum jardim...
Mas que fizesse me sentir importante...
E demonstrasse o que sente por mim...
Por que sofrermos, nos preocupando tanto, nos desgastando em demasia com a ingratidão dos outros, ou mesmo com a falta de reconhecimento pelo bem que fizemos àqueles que pouco, muito, ou até a vida toda, usufruíram da nossa servidão amorosa e do nosso amor incondicional.
Esquecer o mal significa fazer uma faxina nas lembranças amargas de toda negatividade que permitimos entrar em nossa vida.
Varrer mágoas, culpas, melindres e traumas para bem longe do nosso caminho é uma "necessidade imperiosa" para o alcance da nossa paz interior.
Além de esquecer o mal, e dele fugir, precisamos e devemos crer no bem.
Portanto, se constitui um bem, uma caridade, e uma "fuga caridosa e compassiva" o nosso afastamento do convívio daqueles que se alimentam da nossa boa-fé, fortificando seus desequilíbrios físicos e mentais.
Eles precisam de solidão para, quem sabe, encontrarem a sua paz!
Devemos crer na nossa vitória, na cura das nossas doenças, na nossa prosperidade material, espiritual e, sobretudo, crer na nossa felicidade.
E toda essa crença positiva se conquista e se fortalece quando nos dispomos a servir com amor, mesmo que para isso, tenhamos que nos afastar de quem amamos.
Quando servimos amorosamente, nossos gestos ficam impregnados de uma energia tal que não há portas que não se abram para o nosso progresso.
A felicidade será mera e reconfortante consequência.
Procurando entrar na contra mão do mal, não dando chances de alimento à maldade dos que tentam obstruir a nossa paz e a daqueles que amamos e que nos amam.
Que tal praticarmos a "fuga caridosa e compassiva".
Um grande beijo em seu coração.
R&F Perazza.'.
