Nao Mereco tanto Amor
#TANTO...
Calei-me por ti...
Sem poder, sem querer, calei-me...
Perdi-me no mundo...
Em silêncio segui...
De olhos tristes e cansados...
Por tanto por ti chorar...
O grito em meu peito...
Por tanta incompreensão...
Tu me fizeste sufocar...
De ti o tanto que recebi...
Foi mais mal do que bem...
No muito que recebi...
Pouco fui feliz também...
Mas sobrevivi...
Diante de tudo que experimentei e senti...
À sarjeta, ao lôdo que me jogaste...
Tal qual bela flor renasci...
Pode não ser fácil...
Interpretar o amor...
Meu coração é frágil...
Amigo...
De ti vou para bem longe...
Você não sabe...
O que é sentir tamanha dor...
O meu coração que um dia tiveste...
Agora segue por outros ventos...
Foste apenas uma ilusão...
Em algum momento...
Passou...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Nasci...
E vim para ser amado e para amar...
Mas esqueci-me e me perdi em algum lugar...
Tanto de meu estado me acho incerto...
E meus soluços sobem à eternidade...
É tudo quanto sinto um desconcerto...
Se me pergunta alguém porque assim ando...
Respondo:
Ansiedade...
Lamento...
Procurei me enganar, acreditando...
Que tudo poderia ser diferente...
E perdi-me mais e mais fundo...
No silêncio desse vasto mundo...
Até o amor nos mente...
Hoje bem sei...
Só nele acredita quem é louco...
Mas vale, nem que seja só por um instante...
Não me acordes...
Deixai-me sonhar...
Meus olhos, minha boca vão sedentos...
De um encanto maior entre os encantos...
D’estrelas que andam dentro em mim cantando...
Sandro Paschoal Nogueira
Sombra que segue os desejos...
Alma que tanto procura...
Sem encontrar...
Em ruas, conversas vazias...
Fundo de copos se aventura...
Doidos passos incontidos...
Império dos sentidos...
Enfim o copo vazio...
- "Enche outra vez vizinho"...
Vinhas de vinhos de oiro não bebidos…
Ócios e sossegos…
Desejados e outros sentidos...
Noite sucedendo noite...
Vertigem em qualquer leito...
Tanto faz...
Tudo tem jeito...
Amores, esperanças e desejos...
Quase os mal diz...
Eis que entrega seu coração...
De nada serve e vale...
Tudo é ilusão...
Dias mal gastados...
Noites mal dormidas...
Desejos de coisas esquecidas...
Lembranças de velhas feridas...
Incansável a tudo retorna...
Rotina a que se entrega...
Fraqueza que vira resistência...
Quando qualquer hora e hora...
Mas pois por vosso mal seus males vistos...
E todos os dias finjes te-los esquecidos...
Já nem vives...
Nunca aprendeste...
Vem de sua saudade, o que presume...
A ânsia de realmente viver...
Dizes que ficas tonto…
Hás de então ficar louco...
Tonto, o feio fica bonito...
O corpo só arde em desvario...
No entanto, o imaginário
desejo de alcançar...
Já nada mais importa...
Nem mesmo se terá outro amanhã...
Ou se terá...
No dia seguinte se arrependido...
Sandro Paschoal Nogueira
Sempre singular comigo...
Eis que ressurge...
Saindo de mim feito enxurrada...
Tanto erro passado...
O que nunca foi perdido...
Mas que sempre é reencontrado...
A vida não explica...
Nem sob medida...
Queria não ser um perigo...
Fazer nada escondido...
Do pecado que cometi...
Ser o alvo escolhido...
Quem não me conhece...
Que me procure...
Que me encontre...
Que me espere...
Talvez não tenha acabado...
Talvez esteja só começando...
As coisas lá do céu...
Sandro Paschoal Nogueira
Professor! Tanto tenho a lhe dizer, mas sei que já escutaste tanto. Então, te direi menos. Professor, você define o futuro, simplesmente pelo fato de existir.
A mente de um adulto pode ficar presa por uma corrente de anéis de cebola; para tanto, basta condicioná-lo, quando criança, constantemente a um estado operante, onde o rompimento da célula da cebola lhe provoca um intenso ardor e lacrimação nos olhos.
Muitas vezes o trabalho me absorve tanto que eu acho que continuarei sempre abstraído demais e desajeitado para me virar também com o resto da vida.
Uma pessoa deixa mágoas tanto quanto é magoado.
Mas o que difere o homem com relação aos demais seres vivos é a capacidade de discernimento, da compreensão e da superação.
221022
Coitado dos meus pulmões que sofreram tanto maltrate,
Só depois de um certo tempo
Descobri que era desgaste
Tô gripado irmão
Dai- me uma mão
Estou aqui sufocado
Às vísceras da morte!
A está meu primo
Não repare como rimo
É só meu dialeto
Não há nada de sublime
O ato de ficar quieto.
Eu que por tanto tempo
Desvairada sensação
Levei a vida assim tão torta
Condenado ou condenando
A vida sem direção.
Deus que nos livre irmão e
Nos afaste do perigo
Nos faça respirar
A fotossíntese clorofílica
Da tão sonhada liberdade
Que nos torna
Mais atrozes
Vozes de um talvez
Que pira Pirapora
Peixe pirarucu
Pira coco
Pira tudo que existir
Por isso primo penso
Penso em desistir
Me asseguro num até breve
Até mesmo no adeus
Deus nos salve meu irmão
Ou leva- nos de vez!
021024
Crônica: a referência
O ser humano que se vê fragilizado, tanto emocional quanto financeiramente, utiliza- se da tese que já está cansado da dedicação diária. Andar, andar e andar e não sair do lugar. Essa teoria têm sentido se olharmos pela ótica da referência. Nos comparando com alguém da sua geração e classe social, que porém, se tornou bem sucedido. Mas se nos compararmos com alguém do mesmo nível social, da mesma geração, mas que não foi feliz , e só acumulou fracassos e que encontra- se financeiramente inferior a você, a análise será outra, e a sentença idem. Se seguirmos os mandamentos do Cristinismo, Perceberemos que não deveriamos ser assim. Devemos ser como Jesus Cristo, não apegarmos a fama, a luxúria e a fortuna. Tudo na vida, é o "amor", o resto é só um ponto de vista.
151224
Sempre escrevi sobre castelos, Carla, mas esqueci que muros servem tanto para proteger quanto para aprisionar. Hoje, sinto um invasor caminhando pelos corredores da minha vida. No início, achei que fosse apenas o mundo lá fora, com seu ódio gratuito e o barulho de quem não suporta ver alguém sentir demais. Depois, pensei que fosse a minha própria consciência, me cobrando dívidas que eu nem sabia que tinha.
Mas a verdade é mais afiada: o invasor tem o teu rosto. Ou talvez, seja "alguém" que você criou dentro de mim para me manter sob vigilância constante.
É estranho como o amor, quando vira controle, se transforma em uma ocupação silenciosa. Você entrou como brisa, mas trouxe consigo um exército de dúvidas que agora habitam a minha mente. Sinto o peso do mundo contra mim, mas o golpe mais forte vem de dentro, dessa projeção que você moldou para me julgar a cada passo.
Será que fui eu quem te deu as chaves, ou você sempre teve o plano de trocar as fechaduras?
Hoje, não sei se luto contra o mundo, contra a minha mente ou contra essa versão de você que se tornou meu maior tribunal. O que era para ser refúgio virou invasão. Onde antes havia poesia, agora há uma sentinela. O invasor não bateu à porta; ele foi convidado por você ou talvez, Bruno, ele seja a parte de você que a Carla aprendeu a dominar.
Sigo escrevendo, mas agora com a mão trêmula. Porque é difícil ser o criador quando a criatura decidiu que o autor não tem mais direito ao próprio roteiro.
No tempo certo traçado pelos astros do universo, o que tanto se deseja vai acontecer, desde que você inicie sua caminhada.
Grita a alma quando a vida ecoa vazia
A esmo sussurras tanto
Nem pranto te faz revelar
O ouro forjado de amar
Faz um canto
Quando o encanto
Pousa suave em seu corpo
Que descansa em agitado mar
Assim é a dor
Que chora tua ausência
Quando deveria comemorar seu amor
Assim sou eu
Que mesmo sem ti
Sigo num modo abstrato...Trovador
Amo de tal maneira que nem sei
qual é o nome que se dá a tanto
mas amo e pronto
só ela tem a ver com isso
só ela tem meu riso
só ela, somente ela
tem o meu amor...
Falta menos de um beijo
mas falta tanto, que nem sei
entretanto, se um dia der certo
amém
se não der
amém também
Deus sabe o que faz
e desfaz...
