Nao Mereco esse Amor
Não me tornei orgulhoso, mas me sinto feliz e a felicidade cega, creio, ainda mais do que o orgulho.
Dê um basta em gente mesquinha, fofoqueira, que não tem nada de bom pra dizer e infeliz. Se livre dos problemas, pois o que está na nossa mão a gente pode mudar, mas precisamos ter consciência de que nem tudo está ao nosso alcance. Estabeleça metas que você pode alcançar, pois se a gente fica querendo o impossível a frustração cedo ou tarde bate na porta. Decida o que você não quer mais na sua vida. Esse é um bom jeito de abrir espaço para tudo aquilo que você sonha. Ou tudo que você nem sabe que deseja.
O homem superior é afligido pelas limitações de sua capacidade; ele não está angustiado pelo fato de que os homens não reconhecem a capacidade que ele tem
Sou cheio de virtudes
Mas também tenho meus defeitos
Não nego minhas "luas"
Pois é quem eu sou
E ninguém é perfeito
Gosto de tudo do meu jeito
Me irrito facilmente
Pra alguns sou perfeito
Pra maioria, um delinquente
Sou uma pessoa intensa
Me apego muito rápido
Me apaixono muito fácil
Se em uma hora estou amando
De repente posso estar odiando
As pessoas dificilmente conseguem me persuadir
Sou chato pra caramba
Faço o que me convém
Posso ser egoísta?!
Sim, nunca sei quem realmente me quer bem.
Fale o que quiser para mim
Mas esteja preparado,
Posso ser grosso, devido às suas palavras, às vezes um tanto exagerado.
Minha vida é assim
Não obrigo ninguém a ficar
Sei que os que permanecem são os que me amam
Pois só me amando mesmo pra me suportar.
Posso mudar a minha rotina de acusações ?
e não é mais ela a motivação de minhas lágrimas.
Eu encontrei um motivo melhor para gastar as minhas gotas salgadas.
Não. Elas não são salgadas, se você for reparar, são tão doces quanto uma criança sorridente perante uma bala. E tem quem ache isso amargo, e existe também, gente que não ache nada.
Penso eu, que tudo não possui sabor; e o sentido das lágrimas é você não saber chorar, e sim saber por quem deve sangrar mesmo sem conhecer esse causador de feridas.
Volto a culpar alguem.
Amar talvez seja dar atenção ao outro, não precisar de palavras para saber como ele está o que se passa, talvez seja dar sem querer nada em troca, pensar não apenas em um futuro próximo juntos sim em uma vida toda. Saber que vocês estão ali para tudo um pelo outro e pelos dois. Amar talvez seja ter vontade de estar sempre perto, de passar horas ali sem se preocupar com nada, morrer de saudades após cinco minutos, saber pedir desculpas sem precisa de um bom motivo. Amar talvez seja saber à hora certa de chegar juntinho e também de recuar, se preocupar literalmente com a outra pessoa. Amar talvez seja saber que você sempre terá uma pessoa que vai te dar apoio, que vai chorar a cada perda sua, que vai sofrer a cada briga, que vai sorrir a cada palavra ou gesto, que vai saber te perdoar, que vai sempre achar que você é o melhor, mesmo que você não tenha feito nem metade do que é capaz, sempre vai te dar um sorriso toda vez que te ver. Amar talvez seja ser tudo e mais um pouco para a outra pessoa. Digo talvez pois quando a gente ama mesmo de verdade e da mesma forma é amado, tudo que sabemos do tal amor é reeditado, nossa história é reescrita e nós simplesmente evoluímos como pessoa. O que não pode haver talvez é na entrega ao amor, é em arriscar-se para vivê-lo, pois, só quando se ama é que a vida passa a ter sentido. Então sem poréns e sem talvez, Ame!
Natal, e não Dezembro
Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.
Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.
Eu não imaginava onde eu iria chegar. Não acreditava que arrumar a casa era uma obrigação, estudar era um dever, e ser alguem na vida era um objetivo .
Julián escreveu certa vez que os acasos são as cicatrizes do destino. Não há acasos, Daniel. Somos marionetes da nossa inconsciência.
O belo é algo que transcende os teus padrões de normalidade.
O louco é também assim.
Não sendo incomum que exista, entre os dois, um elo.
