Nao me Pergunte quem sou
Às vezes porventura pode ser que talvez, quem sabe entretanto e contudo tão indefinido; mas o porém, todavia, não sei dizer ao certo.
Pois quem vos fala é torto,
Deslocado, repulsivo e indigesto.
Chega de preparação,
Basta de embrulhos e embalagens,
Daqui pra frente, só quero a polpa,
O recheio e a cobertura.
E uma única vez,
Ser a Cereja.
O amor inconsciente é inimaginável,
E se amamos quem ama a gente fica inseparável,
Prova de amor é inquestionável,
A palavra transcende; é inominável.
Por toda a floresta refletia seu luar,
A sua imponência conquistava quem olhasse,
E o homem se mutava a ponto de uivar,
Deixou que a insanidade obscura o dominasse.
Começa o jogo de xadrez,
O bispo derruba o peão,
Agora de quem é a vez ?
Apostas em mais de um milhão.
Aquilo era proibido,
Os lados se misturarem,
Quem o fizesse seria banido,
Esse era o princípio da lei.
Até que a Eternidade nos Imortalize
Geralmente quem escreve,
O faz de coração, com toda empatia,
Inspiração, anseios, desejos,
Batimentos e circulação.
Nobre sistema cardiovascular,
Veias, amores, artérias, paixões,
Sístole e diástole atrioventricular.
Inervações e toda vascularização,
Que este órgão frenético pode comportar.
Já Eu, bem, escrevo com meu fígado,
Estômago, pâncreas e todo líquido biliar,
Ácido gástrico e pancreático,
Que seja humanamente possível secretar.
Sendo que Ler é repousar em agitação,
No açucarado ardume picante.
Tão pedante e repetitivo afirmo:
Que tudo possui algo de altivo e findante.
Enquanto escrever, nada mais é que saltitar,
Por entre os fragmentos cortantes
De nosso ser estilhaçado,
Rumo à friagem acolhedora.
Novamente em alto e bom plágio, repito,
Nossa firmeza consiste em deslizes.
Abastecido de excessivo sentido assim sendo será,
Até que a eternidade nos imortalize.
Geralmente quem escreve,
O faz de coração, com toda empatia,
Inspiração, anseios, desejos,
Batimentos e circulação.
Mostraria àquele parquinho,
Quem era a menina das acrobacias,
Desceu as escadarias, ligeira;
Na mesa comida típica,
Tem aqueles que pisam nos outros,
Tem os que são pisados por outros,
Tem aqueles que apontam quem pisa,
Tem os que não pensam e pisam.
Abrir mão ou apegar-se,
Ao discurso que é desconfiado,
Quem duvida é duvidoso,
O incerto está acertado,
Ferramentas pra divulgar,
O poder de propagar.
No fundo do túnel você avistará,
Apenas alguém com quem contar,
Apenas alguém em quem confiar,
E do seu pesadelo te resgatará.
Restou a força dos brutos,
E todo o resto pereceu,
Estamos colhendo os frutos,
Pra quem ainda não nasceu,
Não nasceu e o culpado fui eu.
Já houve quem descasou,
Plantando-lhe junto no encalço,
Afeto que avassalou,
Pela Deusa dos Pés Descalços.
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