Nao me Pergunte quem sou
A vida é ingrata para quem deseja fazer o bem, porque muitas vezes é mais fácil seguir o fluxo da indiferença, do que agir de acordo com o que realmente precisa ser feito. Aqueles que têm a capacidade de transformar, de agir, muitas vezes permanecem em silêncio, aguardando uma mudança que nunca chega. Eles veem o mundo ao redor e se calam, esperando que alguém faça o primeiro movimento, como se a responsabilidade fosse dos outros.
E é assim, em um ciclo constante, onde os que podem ajudar ficam parados, esperando o fim. Mas o fim nunca chega. Ele é sempre adiado por aqueles que se acomodam na inação, acreditando que o problema está sempre "lá fora" e nunca dentro de si.
Mas talvez a grande lição seja essa: o silêncio não muda nada. A ação, por menor que seja, é o primeiro passo. O medo, a dúvida e a falta de coragem não vão trazer respostas, e quem espera demais pelo momento certo, muitas vezes perde as oportunidades.
A mudança começa dentro de cada um, mesmo que o mundo ao redor pareça continuar o mesmo.
Um tempo mais 26/11/2015
Cheguei a abismo
Desta vida iludida,
Com os olhos de quem mi viu
Vindo de longe, lá do nada.
Lá na inocência do Monge
Fazendo do sorriso o Buda,
Regalando o meu alto estima
Na face daquela gente que comigo foge
Desta guerra emocional, que se aproxima.
Mais um tempo
Para o meu tempo,
Mais uma vivencia
Para a minha inocência.
Eu quero levar o meu tempo
De tempo a tempo, ao andar do tempo,
E trazer a este novo tempo, bons momentos
Dando ao amor um tempo mais.
Autor: Ezequiel Barros
Estilo: Indo, vindo e vivendo.
Um poeta, necessita mais de inspiração e simplicidade do que regras estabelecidas por quem, se calhar, nem o era, não o é, e nunca o será, naturalmente.
Um dia, perguntei à solidão:
- Quem te acompanha mais?
E, ela logo me respondeu:
- Tu!
(tu... que sou eu, este, o cujo dito.)
NAUFRÁGIO
Quem me leva para Galiza?
Meu barco ficou atolado
Quase afundado
Na Boca do Inferno
De Cascais da Costa da Guia
Inda quase a noite era já de dia
Com o leme despedaçado
Quando eu apontava no caderno
O norte onde eu queria
Alcançar a terra do meu fado.
Quem me leva para Galiza?
Às minhas amadas ilhas de Cies e Ons
Mágicas de vidas de outros sons
E tantas saudades das Sisargas
E a amada de San Simon
Onde repousa o coração
Do amigo das costas largas
Que a onda arrebatou em Medal
Na trágica noite do temporal...
Quem me leva para Galiza?
A terra verdadeira dos meus astros...
Se lá não voltar em vida
Certinho será na muerte
Consorte
Requerida
E então abraçarei meus avoengos
Velhinhos mas solarengos
Os meus saudosos Castros.
(Carlos De Castro, in Boca do Inferno de Cascais, 02-07-2022)
BARCO AO PERTO
Quem me dá um barco?
Sim, um barco à vela.
Onde eu possa navegar
Ao perto do longe,
Que muito longe
Eu tenho medo
De navegar.
Eu só navego sem medo,
Nas ondas brandas,
Calmas,
Do teu olhar.
(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 01-09-2022)
Que perigosas são as mentiras ou as verdades mal confessadas,
quando houver quem queira metê-las no mesmo saco, asfixiando a pureza da verdade.
C O N V I T E
Apareça, quem de mim gostar
Só hoje, sem choros, à beira do rio,
Porque amanhã cedo, o navio
Parte comigo para outro lugar.
E eu não sei se lá vou chegar.
Pode até o navio ao longe, naufragar.
Ou dar-me vontade de defecar
De pé, em cima das ondas do mar.
Aqui vos deixo o convite.
Depois, não me venham dizer
Por palpite,
Que era melhor eu ser
Sem parecer
O Eu,
Que não o Outro,
Que vos enviou o convite.
(Carlos De Castro, in Há um Livro Por Escrever, em 04-11-2022)
Quase sempre, o primeiro foco de infeção pela inveja e ciumeira de quem faz melhor do que eles, tem início no tecido da própria família dita de extensa, compreenda-se.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-11-2022)
OS OPRESSORES
Quando eles nos cortam a palavra:
Há quem grite ainda mais alto
Ao baixo e pesado,
Como voz de mulher contralto,
Em soprano com sobressalto
Declamado:
Ninguém nos destruirá a lavra!
Que não nos levem a mal
Os opressores mal caídos,
E outros assim como tal
Iletrados e falidos
Dum bem chamado: palavra!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 22-11-2022)
Há quem meça os outros somente pelo lado da obesidade, esquecendo-se das qualidades nobres de cada um.
Eu, pelo contrário, meço essa gente pelo comprimento desmedido das suas línguas viperinas, pela largura desmesurada da sua asnice e pela altura doentia do seu coeficiente zero em sensatez.
Quem vai pagar?
Entre tantos assuntos que são chamados de polêmicos, sempre há algum que se sobressai. No momento um deles tem ganhado destaque, campanhas na internet e muitos comentários que manifestam a revolta dos vivos em favor da vida.
Hei de concordar que a vida faz o melhor dos barulhos que há. Que abortar é impedir este barulho, sim, uma vida é impedida por uma outra que não é capaz de dar vida, portanto, não deveria ter o direito de tirar uma.
Claro que todos temos pontos de vista, e é necessário respeitar opiniões, levando em conta que não é possível influenciar no pensamento alheio.
No meu caso, não vejo necessidade de polemizar sobre o assunto. Afinal, a questão é a vida, e a vida é a razão da sociedade, a vida é o substantivo responsável por todos os tipos de expressões.
Mas quando o assunto é criminalização, legalização, é imprescindível que saiamos do lado emocional, que prevê soluções simples e rápidas. Principalmente quando o problema não é nosso. Surgem então algumas perguntas:
“Uma mulher que não quer ter um filho há de criá-lo com atenção e amor? Os locais e processos para adoção são avançados a ponto de impedir que uma criança sofra? Uma criança que vem ao mundo contra a vontade materna, corre o risco de trilhar os caminhos da marginalidade?
São algumas das questões para as quais a emoção deve sair de cena na hora da resposta. Para estas não se deve levar em conta os milagres históricos já ocorridos, mas deve-se olhar para a sociedade, esta na qual estamos inseridos.
Particularmente, defendo que trata-se de um crime contra a vida, de fato. Mas defendo que o crime que uma pessoa comete em si mesma não me prejudica em nada; a consequência é dela, a saúde é dela e se o amor dela não é suficiente para ter a tal criança, a opinião dela deve ser respeitada.
Não defendo a legalização. Porque existem prioridades para o Sistema Único de Saúde, o SUS, que não atende à demanda dos que comparecem às unidades à meia-noite, queimando em febre, e não há medicamentos e nem um atendimento compatível com os impostos que pagamos. Quem quiser fazer um aborto, que pague por isso, afinal, conceber e algo opcional, diferente de uma simples gripe, para não citar as doenças graves para as quais nem se consegue um atendimento.
Não apoio a criminalização. Mas presumo que uma pessoa que pensa em abortar o faz em desespero, na surpresa de saber que poderá ter uma vida para a qual não há estrutura familiar, psicológica, e ou financeira para educar, criar e formar um cidadão.
A consequência já está na pessoa, essa que pode ser física e psicológica, portanto, eu que estou no meu aconchego olhando para os filhos que sempre quis ter, não devo pensar que a realidade das outras pessoas é igual a minha.
Tudo que recebe atenção e cuidados, floresce. O bom filho, um bom cidadão, tendenciosamente, será aquele que for bem criado. Para que isto ocorra, sua concepção deve ser espontânea, com a máxima satisfação por parte de quem o carrega.
O feto é uma vítima. A criança que vive sem receber o afeto, a educação, a atenção familiar, é tão vítima quanto à outra.
Assim, defendo a vida, a vida que floresce. Quem quiser abortar, não será por mim criminalizado, porém, não me sinto na obrigação de patrocinar o ato.
Prefiro que cuidem do prioritário. A prioridade é pensar antes de conceber
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