Nao me Peca pra te Esquecer
Então venha a mim, chore em meus braços, não me importarei que seja por outra, volte a sorrir, não me importarei de não ser o motivo. Acredite não requisitarei em polpar tuas lágrimas, mesmo que doa em mim. Apenas seja feliz, assim serei também.
Não aqueça as noites frias, não revele o outro lado da rua que estava encoberto pelo sereno, não derreta a neve do meu teto, e não acabe com o gelo do meu coração. Quando há data prevista para partir. Então não traga o sol aos meus dias, deixe-me em meus cobertores, neste eterno inverno.
Não mudei por opção, foi por necessidade […]
Porque o mundo é assim, ou você cresce ou ele te devora.
Não gosto de borboletas, por mais que fisicamente não me façam mal algum… Sinto um certo desprezo por tudo que me encanta e vai embora.
É amor
-Não, não é.
-Por que negas?
-Porque não é, não quero que seja…
-Por que não?
-Vi pessoas amarem… Magoando, machucando…
-E o que é nós então?
-Deixa ser. Nós. Somente, para sempre…
~Sem ponto, sem fim...
Não é o amor que tanto temo, é a continuidade da história, depois de muitos beijos, sorrisos, abraços, momentos bons… O que vem depois, sabe? A dor, a saudade, as lembranças e as palavras que sufocarão a cada vez que respirar.”
Não me limite a teus conceitos
Ou a semblantes análogos
Não me molde a alfinetes
Ou trace meu protótipo.
Não ouse me descrever
Ou julgar me conhecer
Dança de amar.
Cuidado com essa mania de ficar distante!
Porque uma hora eu aprendo;
E não volto depois do teu arremesso;
Encontro outros braços;
Corto nossos laços.
Cuidado quando pisar!
Uma hora eu canso…
E aí;
Não há plano;
Choro, vela e nem tango,
Que me faça dançar.
Não tenho mais 8 anos, mas isso não significa que eu não tenha mais medos. Ainda tenho sim, mas não de xingamentos, caretas e do escuro, tenho medo dos elogios, sorrisos, e tudo que é claramente oposto do que demonstra ser.
Certas noites;
Te joguei em vários mares, mas com a onda não voltou.
Te afoguei em diversos bares, a ressaca me ninou.
Procurei outros amores, mas de cada um senti pavor.
Sintonizei em outras rádios, mas em todas elas nossa musica tocou.
Atrasei o relógio, ainda sim as estrelas se foram e a manhã chegou.
Dormi com a lareira ligada, mas ainda sim procurei teu calor.
Vi tantos sorrisos, mas nenhum deles me encantou.
Procurei dores novas, mas nenhuma amenizou.
Te encontrei em vários versos, todos eles sobre amor.
Devo lhe dizer:
Meu vocabulário é um tanto quanto chulo
Minhas mãos ja deram muitos murros
Não me confesso a um Deus surdo
Não trago nada alem dos meus fumos
Ja quebrei diversos muros
Não há grito em meus surtos
Sou a dor do ‘vagabundo estupido’
Não sou adequada a teu orgulho
Mas querido, não existem valores em túmulos.
Não se preocupe, não vou chorar por você nem me perguntar por que, não vou pedir e esperar ceder, não vou ficar aqui para ver, se você volta antes do sol nascer…”
— São só palavras pra você
Não posso me definir enquanto eu existir. O que não significa que eu não tenha conceitos ou personalidade.
Eu tenho um mundo dentro de mim e aqui não faz sol todos os dias, um dia sou grito, no outro poesia. Eu sou o que sinto e ainda posso ser tanta coisa... E dentre todas elas, ainda serei eu em busca do meu eu.
