Nao me Peca pra te Esquecer
Meu doce rouxinol, leve ao meu amor os beijos que não lhe dei e fale o quanto de saudades eu já chorei.
Se te digo o que penso, não é para te melindrar. Pois que o teu pensar podes me dizer por completo que eu prometo aceitar.
Se roubei foi porque precisava do beijo que você não deu. Mas você não vai precisar arrebatar, pois tudo que há em mim é seu.
Você pensou que eu não percebia a doçura em seu olhar.
Eu percebo até mesmo a ameaça do gesto que você desfez.
Isso porque evidente é nossa afinidade, então adivinho-te o pensar.
Enviei um barquinho de papel e ele não voltou, fiz um aviãozinho, lancei e nada. Agora enviarei a tropa dos soldadinhos de chumbo que vão te procurar até te encontrar.
A natureza se impõe por vezes de maneira drástica para nos lembrar que na força que ela tem não conhece oposição.
Em uma época não tão distante assim, os homens repartirão o pão que acabará com o índice vergonhoso de morte por “puramente” fome.
Entre as pedras do caminho, vou dirigindo meus passos procurando não me impressionar com os ombros curvados e me detenho onde a minha silhueta consegue se elevar.
Felizes são os corações inundados na harmonia e sublimação do ser. A esses o caminho não tardará a se tornar radiante de luz, com a paz permanente na alma.
Tenho saudades de algo que não sei dizer, as vezes a melancolia chega nublando tudo e eu não sei o que me faz falta.
Os moinhos não se movem com água que não se renova, assim somos todos nós viajores do tempo buscando a sabedoria que se acumula com as experiências.
Sabia de você...
O tempo todo sabia.
Apenas isso... Apenas.
Não te tocava, não te via...
Somente sentia, apenas sentia.
No sonho tão fugaz,
às vezes aparecias,
somente assim... Aparecias.
Ao olhar em volta,
as vezes te via... Só as vezes.
No sorriso, no olhar, no falar...
Apenas percebia, as vezes sentia...
Não, não com o olhar... Ainda assim te via....
Ficava quieta e te sentia...
Sintia assim, parecia que te via...
As vezes pensava, será que existia...?
Em outras achava...
Mas é claro, é claro! Sabia...
No luar por vezes te via, sem perceber, mas via.
Assim como nas estrelas, nos raios de sol...
Na chuva que eu adoro e que caia...
Sim, até aí te via...
Do alvorecer ao anoitecer por toda minha vida...
A cada respiro, em cada segundo...
No sopro da vida existias.
E todo o meu ser te sentia.
Em minha existência, toda ela eu sabia...
Existes!
