Nao me Peca pra te Esquecer
Busco em seu olhar o que não vi, nem senti, nas suas palavras.
Desejo seu amor, mesmo não vendo o meu.
O vazio aparece quando toco no seu nome.
A raiva quando lembro o que causou.
A tristeza por não conseguir te odiar.
Nem por um segundo esquecer seus dentes.
Seu sorriso se esconde e apenas sinto palavras tocar meus ouvidos, mas não há som, apenas palavras infiéis.
Não há Perdão. não há escolha, intenção.
apenas a solidão do meu coração.
que almejam infinitamente seus dentes e sua compressão. Minha alma se encontra sem luz, apenas escuridão.
Eu, Fragmento Perdido
Me perdi faz tempo,
e não tem mapa que me traga de volta.
Sou correnteza sem leito,
sou resto de mim que o tempo levou.
Não existe reencontro,
só o vazio que veste meu peito
e o silêncio que ecoa onde já houve vida.
Ando por inércia,
respiro por costume,
existo sem destino.
Me achar?
Não há o que achar.
O que havia já foi,
o que sobrou é só cansaço,
um corpo que carrega o peso de não ser.
Caras como eu não renascem,
apenas se dissolvem devagar,
até virar nada
Nós somos aquela geração que não vai voltar.
Crescemos com sapatos cheios de pó, joelhos raspados e coração apressado.
não para olhar para uma tela,
mas para terminar o lanche e sair correndo para a rua — onde a única coisa importante era uma bola e alguns amigos.
Nós éramos os que voltávamos da escola a pé.
falando alto ou sonhando em silêncio,
com a mente já no próximo jogo, na próxima aventura,
entre um buraco na areia e um segredo sussurrado atrás de um canto.
Um pau podia ser uma espada.
uma poça virava um mar para conquistar.
Nossos tesouros eram berlindes, cromos, barquinhos de papel.
E o céu, nosso único limite.
Não tínhamos backups, apenas memórias na mente e nos rolos fotográficos.
As fotos eram tocadas, cheiradas, guardadas em gavetas —
junto a cartas escritas à mão,
postais dos avós,
e desenhos coloridos que os pais guardavam como jóias.
Nós chamávamos de "mãe" a quem curava nossas febres.
e "pai" que nos ensinou a andar de bicicleta.
Não era preciso mais.
À noite, sob os cobertores,
conversamos baixinho com o irmão na cama ao lado,
rindo por besteira,
com medo que algum adulto ouvisse e desligue esse pequeno mundo de cumplicidade.
Essa geração está indo, pouco a pouco,
como uma fotografia que perde a cor,
mas ninguém quer jogar fora.
Nós nos afastamos silenciosamente, levando uma mala invisível:
o eco do riso na rua,
o cheiro de pão acabado de fazer,
corridas sem sentido
e aquela liberdade que eu não conhecia notificações.
Nós éramos crianças quando ainda se podia ser.
E talvez essa seja a nossa maior fortuna.
Não sei se posso consertar seu coração partido, mas você pode ficar com o meu, porque ele já é seu.
Era incrivelmente difícil deixar de amar alguém completamente quando não se tem mais ninguém para amar.
"Quem só ouve o que confirma o que já acredita,
não forma opinião — repete discurso.” O texto de Leandro Flores é um convite ao pensamento crítico em meio às influências que moldam nossa visão de mundo. Usando a metáfora da “bolha”, ele alerta para o risco de vivermos presos em círculos de repetição, ouvindo apenas o que confirma nossas crenças. A mensagem central é clara: sair da bolha não significa concordar com tudo, mas ampliar horizontes, ouvir outras vozes e aprender a pensar de forma autêntica.
Cozinhar não é a mesma coisa que fabricar um objeto. Não dá pra fazer sem pensar.
Nossos destinos estão entrelaçados, pois não posso existir em um mundo onde você não exista.
A alimentação consciente também nos ensina a olhar para cada refeição com profundidade: não apenas o que colocamos no prato, mas como comemos com presença, gratidão e atenção. Cada colherada se torna um abraço, cada refeição um encontro, cada sabor uma memória viva.
