Nao me Julgue antes de me Conhecer
Grande Espírito, ajuda-me a não julgar ninguém antes de ter caminhado uma meia lua com os seus sapatos.
Presenças que Não se Despedem
Aqueles que partem antes de nós não deixam apenas saudade.
Deixam um vazio que não se mede, um espaço que ninguém ocupa.
Mas deixam, também, a permanência da sua história —
uma presença silenciosa que continua ecoando no tempo.
Fica a ausência do calor de um abraço,
o gesto interrompido,
o sorriso guardado na memória.
Fica o olhar que ainda nos atravessa,
a voz que já não tem som,
mas insiste em nos chamar por dentro.
Eles partem do alcance das mãos,
mas não se ausentam do que fomos com eles.
Habitam as lembranças,
os lugares,
as palavras que repetimos sem perceber,
os silêncios que se tornam mais densos.
Há quem parta e leve consigo o mundo que conhecíamos.
E há quem fique —
não no corpo,
mas no que nos ensinou a sentir.
Na saudade que dói,
mas também sustenta.
Porque amar alguém é aceitar
que, mesmo na ausência,
algumas presenças jamais se despedem.
Ajudai-me, óh Manitu, a não julgar meu semelhante antes que eu tenha andado sete dias com suas sandálias.”
Não é o toque que me prende,
nem o desejo que me arrasta.
Se a alma não me chama antes,
o corpo nunca me basta.
Onde a admiração desfalece, onde o respeito silencia, o amor não respira. Parta antes que reste apenas a sombra do que foi.
Ao menos que você esteja preparado para seu próprio julgamento
Não faça nada antes de julgar a si mesmo
“Antes de me julgar, lembre-se: você não me conhece, você não sabe o que eu passei, não tem ideia do que me fez ser quem eu sou hoje.”
A semente do sofrimento em você pode ser forte, mas não espere até não ter mais sofrimento antes de se permitir ser feliz.
Adoro esse olhar blasé
que não só já viu quase tudo
mas acha tudo tão déjà-vu mesmo antes de ver.
Não tenha medo, você vai agora para onde muitos foram antes de você e para onde até eu vou com o tempo. Apenas saiba que não haverá mais dor, não haverá mais mágoa, você encontrará a paz.
