Nao me Julgue antes de me Conhecer
"Não quero ser como uma árvore que passa a vida inteira no mesmo lugar sem dar frutos, contando às folhas que secam, esperando que me usem antes que Eu apodreça".
"Estou tomando as precauções necessárias para impedir que as atitudes das pessoas não me contaminem."
"Feche os olhos, tape os ouvidos e deixe suas atitudes serem tomadas pelo espírito santo e não pela consciência."
Ser a segunda opção é, muitas vezes, mais doloroso do que não ser opção nenhuma, porque quando não somos opção ao menos sabemos o nosso lugar e, por mais que doa, aprendemos a conviver com essa ausência, mas quando somos a segunda opção nasce algo muito mais cruel dentro de nós: a esperança, criamos expectativas, fazemos planos silenciosos, imaginamos conversas, momentos e risos que talvez nunca existiram para a outra pessoa, ficamos esperando mensagens que não chegam, gestos que nunca acontecem e uma atenção que quase sempre só aparece quando a outra pessoa precisa aliviar o próprio peso ou preencher um vazio momentâneo, a segunda opção vive assim, à margem da vida de alguém, presente apenas quando convém, quando sobra tempo, quando o coração do outro está ferido ou solitário, e depois disso tudo volta ao mesmo lugar de sempre, porque a pessoa retorna para quem realmente importa, para quem ocupa o primeiro lugar, e nós ficamos ali, em silêncio, tentando entender por que nunca somos suficientes, juntando os pedaços de uma esperança que se quebra repetidas vezes dentro do peito, e isso dói de uma forma difícil de explicar, porque no fundo tudo o que o coração queria, mesmo que fosse apenas uma única vez, era saber como é ser a primeira escolha, ser prioridade, ser alguém que não é lembrado apenas quando convém, mas que é amado de verdade.
