Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito
MINHA ESPERANÇA:
Oh, Banabuiê do meu encanto!
Tuas águas tênues, teus ipês sombrios, quanta saudade eu sinto!
Tua ingenuidade de menina moça, teu talento,
Saudades de ti pequenina eu tenho
De tuas ruas In-natura e pouco movimento.
De teu comércio ainda sem muito alento.
Ah, Banabuiê de seu primeiro intento!
Queria eu a ti voltar ao tempo,
E rever meu quintal às margens de quem te fizera Esperança
Aonde ainda eu criança
Brinquei com meus barquinhos de gazeta margem à margem
Então como Esperança.
Que rompe-me a maturação e faz migrar meus sonhos pueris
De crescer não ser criança
Se eu pudesse neste instante, verter minha ilusão adulta
Da inveja, da cobiça e do semblante
Dormiria eternamente
Para não emergir aos meus sonhos de infante
Tampouco sentir o odor nauseabundo de quem a ti.
Fez surgir o progresso itinerante.
Série Minicontos
CAFÉ SOCIOLÓGICO
À medida que serena a noite, aumenta meu interesse pela cena.
O lugar expressa luxo, frequentado aos fins de semana. Eles se arvoram celebres. Sempre ali reunidos. Celebrando das mais importantes à mais fútil.
O ar rarefeito que sopra de fora para dentro do ambiente surge com pai e filho que sempre àquela hora naquele café, pedem pizza, saem sem ser vistos e não comem.
ENTRE AS MOSCAS
Toda vez que o telefone toca meu coração dispara como cancioneiro errante.
Testando o cheiro hediondo da gasolina.
Antes do sorriso, da flor e do “amor”.
Existe o morro, a fome e pessoas pobres.
E o sonho de ser feliz que permeia-se no gemido calado do filho mal nascido da madona que nutre os filhos de uma realidade perenal fundada na tônica que embala o discurso formal.
Não devemos romantizar essa realidade que sangra!
Meu Brasil...
De onde veio meus destinos.
Tantas almas espichadas no curtume sob o negacionismo estrutural.
Funde minha cuca...
Essa noite eu deixei uma luz acessa todo o tempo.
E sob seus poucos lumes, me transportei a um passado presente.
A morte não é cessação da vida!
abraçar, beijar, amar, sorrir, chorar, sonhar. Por que guardar isso?
Eram poucos os fios prateados do vovô.
Seus parcos sonhos divergentes aos da criança que queria ser grande.
Mas ele nunca contou nem me deixou saber que a vida depois de crescido
Rala o peito.
SOLIDÃO.
Meu coração se fez plumas.
Percorreu os caminhos da razão, solidão.
Eu nunca ansiei afastar-me dessa pantera austera.
Nunca tive medo de me sentir sozinho, porque sempre estive ao lado dos meus demônios e guardiões.
Antagônicamente, a solitude é dor que sara!
Condição sine qua non do ser humano.
Paradoxalmente carente de afetividade
À medida certa
Eu tive que mudar meu poema
Vocês só compram na doçura da letra.
Aquele ardente ou amargo por si só
Não lhes é palatável.
Meu verso se parece amargo, infesto.
Meu corpo fadigado na frieza marmórea que os dias me facultam.
Só mesmo as letras seriam capazes de desvelar esse meu ínfimo ser.
Esse rude estado de proeminência que às vezes cintila em mim.
Serve-me apenas para velar a escuridão que me sonda
MEU CHAKRA
Essa minha voz tenor rasgado
De certo te faz replicar
Nos acordes do coração.
Minha arrogância ateia-vesga
Não te deixa respirar.
Mas o coração é tenro
Um albergue à noite.
Onde tudo pode
E nada é possível.
Eu sinto dificuldade para falar de amor
Porque meu espírito crítico é pagão
Minha natureza é a própria natureza
Se as cartas de amor são ridículas
Pessoa..
Falar de amor tem provocado risos
A natureza ama.
VIDA
Meu ciclo é próximo.
Tenho vivido o suficiente para compreender que tenho
Menos tempo de vida que o que já vivi.
Quando partir
Não me busquem em uma ínfima lápide.
Tampouco na frieza mármorea sepulcral.
Estarão entre vós meus filhos e netos.
E os meus poucos predicados.
Bons ou ruins.
Àqueles bons faça -se minha lembrança
Aos outros, perdoem-nos
Assim estarei incólume ao peso da vida.
Retire-me o meu ouro, minha prata; mas nunca ouse tirar a minha dignidade. Um homem sem moral é um ser sem honra.
Filho, meu alegrante filho.
Pelos interstícios ao qual somos submetidos por esta generosa existência, acometo-me ao erro. Consciente de um revés no futuro. Mas com a esperança de no mínimo encontrar, pelo menos, a felicidade momentânea. Quem sabe torná-la duradoura.
Filho querido, perdoe-me pela atitude irracional. Papai te amará e sempre será presente na tua vida.
Ainda que o sol se esconda atrás das nuvens, de nada vai mudar o brilho radiante do teu amor no meu coração.
No escuro do meu quarto, às 03h00 da manhã, acordo pensando em ti. No frio da madrugada me aqueço nos meus pensamentos, lembrando dos momentos que jamais esqueceremos. O meu corpo cansado se rende ao sono, vejo-a dessa vez no meu interminável sonho. Você não sai da minha cabeça.
Meu bem, a justiça dos homens é falha.Como todos os homens.A divina, ahh... é perfeita como o próprio Deus.
Da beleza do coração, certeza é que o meu é de ouro.Com turmalina da Paraíba.Ou seja valor inestimável.
Felicidade mesmo foi meu tempo de criança. Onde ela custava quinze centavos e era um picolé azul, composto tão somente de água, açúcares e corantes artificiais. E quando não tínhamos o suficiente pra compra-ló, fazíamos vaquinha. E se não fosse o suficiente para comprarmos para todos, dividíamos um único. Isso, sim, é felicidade. O problema é que nós, adultos, complicamos demais.
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