Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito
Flor do meu jardim
Flor do meu jardim,
Por que tu és assim?
Com pétalas de cetim,
Moras no meu jardim,
O que achas de mim?...
Eu sinto como se eu tivesse um rombo gigantesco e em carne-viva na região do meu coração. Ás vezes eu esfrego, cubro, ponho um casaco pra ver se me esquento e me acalmo, mas o frio vem de dentro, começa pela parte mais baixa do meu estômago e invade minhas paredes abdominais.
Você nunca deve ter procurado sentir meu toque nas outras garotas. Já sei-Já sei. Apenas gosto de pensar que vez ou outra você se lembra que eu existi na tua vida-amorosa-agitada.
Deixa-me dizer o quanto ainda te amo, o quando ainda sobrevives no meu coração destroçado, o quando ainda te busco afogado por dentro de todo meu copo de cevada ainda gelada, da espuma perdida, no álcool recém vaporizado no meu corpo cansado.
Muitas vezes achei que tinha encontrado a pessoa certa pra estar do meu lado e me enganei.
Hoje tudo que sofri valeu a pena, tudo que passou agora faz sentido. Minhas forças não cessam, ela é mais resistente agora que encontrei o meu motivo de sorrir.
Posso olhar pro lado e dizer que vai sempre estar aqui.
Falsos amores vão, porém os verdadeiros permanecem!
Não vou dizer que te amo se não tiver certeza, Nem te acorrentar pra te ter sempre do meu lado. Ao contrario serei o que você vê, serei a mesma garota louca de antes. Desde que não minta pra mim.
Avistei meu prédio, agracedi a carona e a companhia. Dei um tchauzinho acanhado. Desejei que você estivesse me esperando no portão. Desejei ver teu sorriso de recém acordado. Minha casa estava vazia, em silêncio. Primeiro tirei os sapatos, para não fazer barulho. Fui me desmontando aos poucos. Vesti a calça do pijama, uma camiseta. Fui me olhar no espelho. Eu trazia um olhar cansado, fundo, borrado. Quis que você aparecesse nesse momento. Quis ouvir tua voz. Por um segundo apertei os olhos e imaginei tua figura descontraída. Conformei-me por fim.
Amado, cansei tanto de te escrever. Meu coração está apertado, dolorido. Chega. Ainda te amo tanto! Mas não suporto mais sofrer. Entende? Será que um dia você vai ser capaz de entender? Cansei de encher o teu ego
"E amanhã o meu amor vai ser todo pra mim… Porque eu ando mesmo precisando de uma injeção de autoestima."
Eu te amo...
Quanto?
Maior que o universo!
Só isso?
O que tem maior do que isso??
Meu amor por você!
Esse meu inseguro Amor
Amor, esse amor que mais me parece uma escola, mas uma escola onde se aprende muito, e se erra tanto, fazer o que se a vida é composta de erros e acertos, altos e baixos e a esperança de um amor perfeito, que já se vive, porém, não se enxerga, e que só enxergará quando não mais ver, essa é a essência e o sentido de uma insegurança que adquirida por fatos ocorridos, que só será que esquecida com um único elemento, que cura feridas e sentimentos tais, e que me ajuda sempre, o TEMPO.
MEU MENINO
O menino que fui está distante
Andando sobre algum lajedo,
Vendo o resto das águas acumulado em poças
Buracos que ainda cabem peixes,
Proporcionais, ao tamanho de mim.
Falo das poças dos peixes de ornamento
Querendo saltar o menino, que por aí chora.
E tudo eu faria para ir buscá-lo,
Ter sua companhia, minha que falta
Um pedaço que ficou, melhor
Do que o que se ajoelhou , rezou e partiu.
Eu queria o menino aqui comigo,
Mas como reverter as luas, transgredir as estrelas,
Os invernos que começaram e findaram,
Tantos peixes que no fim morreram.
Mas eu, se me conheço,
Não me dei tempo, e assim mereço.
O menino chora, a essas horas,
Em que as cigarras cantam pro além.
Onde pisam aqueles pés riscados de urtigas,
Onde transportam o menino, que a mim fustiga,
Sua desaparição, seu conforto de algodão,
Suas conversas longas e boas,
Tempos sorrindo à toa.
Com quem ele se parece agora?
Com as mudanças
Que à ele não se assentaram,
É do mesmo rosto, dos mesmos olhos,
É dos mesmos dias, que não se passaram,
Dos mesmos sonhos que não aconteceram.
As estacas de unha-de-gato
Devem estar ainda encostadas no pequizeiro,
Não suportam mais a casa que sonhávamos fazer.
Uma morada de quinze palmos de largura
E nove mãos de altura.
Lá íamos morar agregados de meu pai.
Mas quem para me ajudar agora,
Cavar, fincar estacas, subir a cumeeira,
Bater o piso de malho,
Pendurar as baladeiras, os bodoques,
Espalhar as esteiras
Para dormirmos ao meio dia.
_______________
naeno*comreservas
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