Nao me Importo com o que Pensam a meu Respeito
Minhas memórias serão tesouros enterrados se depois da minha partida uma letra do meu nome não for reconhecida.
Dentro do meu mundo
Sonhos não em tamanho. São apenas sonhos.
Uns realizados outros ainda sonhados.
As palavras são soltas, livres para virar poesias.
Nele as cores se misturam para dar um colorido especial a cada dia.
Dentro do meu mundo contorno os medos para enfrentar a realidade.
As janelas estão sempre abertas. E a visão é linda!
Para entrar é só tocar meu coração e a porta se abre.
Seja bem-vindo.
Para melhorar o meu dia vou procurar na minha memoria as vezes que não desisti por querer chegar onde estou.
Não sei se vou me acostumar com este novo mundo ao meu redor... Tudo está tão diferente, tudo está tão melhor...
Oh Niterói !
És para mim
um amor que não se corrói
e tens o perfume do jasmim
nesse meu poetizar.
Oh Niterói !
Quando longe do seu mar...
a saudade só me dói.
*O meu pão e vício de cada dia
Não sei nadar
sem pescar folhas perfumadas de menta fresca
nas ondas saborosas da minha Via Láctea...
Não sei pular ondas
sem pintar faíscas coloridas como os vagalumes
na húmida penumbra dos campos floridos no meu Verão...
Não sei cantar sem pronunciar o doce eco da cantiga serena da alma nas alturas silenciosas do meu Himalaya...
Não sei escrever
sem manchar as brancas folhas mortas
com o batom vermelho da minha espada/caneta sanguinante...
Não sei existir na veia da palavra
sem ser o sangue da poesia...
Não sei me escrever Poesia sem me ler Alma.
Diante desse patamar
queria calar o meu olhar
mas... a minha consciência não é cega
olha, vê e enxerga esse presidente chumbrega
que a Constituição nas nádegas esfrega
e ao caos total a minha Pátria Amada entrega
que nem em plena pandemia
deixa de lado o seu voraz apetite pela blasfémia
e vive a Presidência como fosse uma boêmia.
Que tenha o seu devido impedimento essa gangrena
antes que acabe a nossa quarentena
e que muito longe fique essa criatura cafona e brigona
para sempre e mais um dia, junto com esse vírus corona.
E aqui termino o meu pensamento rimado
sobre esse momento desafortunado.
É que...
desde sempre,
o meu âmago anela o Mar,
não aquele mar dos dias de verão
(lotado e ruidoso),
é como um chamado divino
para a serenidade d'alma.
E eu,
anelo á você o Mar
do Outono
e do Inverno.
✍©️ Trecho de "Diálogos poéticos "
#MiriamDaCosta
Senhor, estou tentando manter o foco em ti
Tira do meu coração tudo aquilo que não é teu
Eu não quero mais pensar em alguma coisa que não seja Você e a tua vontade
o cheiro da febre em meu corpo é vago,
nao sei de onde
acabei de acordar
e por leve instante nao sei onde estou
nos meus sonhos é tudo muitoconfuso
na minha mente conturbada nao se me dirigir a paz
há dentro de mim
mas quando as ideias se misturam
viro alguem que sempre fui
mas dessa vez
meu corpo manisfesta
soa
o amor me deixou
a solidao me abraça diariamente
peço entao para que essa solitude que habita em meu peito
demore a passar
peço e grito com todas as forcas
para que nao se va
ah solitude
ousada como pedras de esmeralda s
me mostrou um mundo ao qual jamais vira
me leve para nuvens
que habitam dentro de mim
me leve para minha mente
e que eu nao saia mais dea
me envolva como te envolvo
e cuide de mim
mesmo que as vezes nao cuide tanto de ti
me perdoe solitude,
por te deixar só tantas vezes
quero alto gritar para que em meu peito nao se esqueça de meu rosto
se um dia navegar
tenho medo de saltar em cima do mar para sentir aquilo...
nao sei se entendes,
me leve em seu cruzeiro
e me faça mar
navegue em meus cabelos
que te deixo habitar
amor para poeta é mais que imaginas
paixão para artista
é maior que a novela da tv
te levo pra dançar
e de repente ja nao sabes onde esta
te levo pra selva
aquela mesma que prometi me encontrar
a raposa ri
do meu jeito tao estabanado
escrevo em telas pois meu caderno ja se foi
o outro me espera na loja,
uma loja de telas com certeza terei meu bem
galeria sem ardor
uma superficie completamente sem dor
para que minhas artes sejam expostas
como carnes em açougue
para que seus olhos sintam
como a panela sente a carne sendo fervida
e quando alguem finalmente se servir,
e gostar do que comes,
repetira.
logo em seguida tentara fazer algo para que aquele gosto volte em sua boca,
como a arte nos impulsiona,
ele fara um quadro, alertando para que o sabor retorne,
ate que um dia ele virá,
com um gosto diferente,
com homem provando da arte do seu proprio dente
Não digo o que penso sobre o meu semelhante, não por amá-lo, mas por respeitar seu direito à hipocrisia.
Aos olhos dos homens que não sabem do meu universo, concluem estes senhores debilmente, que não consigo terminar o que começo.
É que toda rotina e gestos repetidos me enfadam. Por isso me tornei escritor, neste contexto criativo, posso com um ponto final, por fim em um projeto, seja este um conto, um romance ou um verso.
Todavia nunca termino meus trabalhos textuais com ponto final, prefiro sempre uma breve interrogação. Sou um escritor medíocre ou um gênio preso nas grades do anonimato?
evandocarmo.com
Amar
Eu te amo, acredite, amo-te
Que amor maior não cabe no meu peito
Do que esse amor, nos versos da poesia
Maior amor também não caberia.
E por te amar demais, e pelo encanto
Do amor que amar me faz, trago esse pranto
Porque eu te amo tanto todo dia
Neste pranto de amor e de alegria.
Amo-te como um simples trovador
Que dedica seu amor num canto rouco
Esperando da amada o fim da dor
E te amo assim, quase doente, como um louco
Perdido na grandeza desse amor
Na convicta impressão
de que todo este amor ainda é pouco.
Pra você Iranete Do Carmo
Meu pai Herói.
Meu pai se chamava Heleno Francisco do Carmo, não tenho dele muitas lembranças, ele morreu quando eu tinha onze anos, contudo, guardo algumas lembranças, sobretudo da época em que ficou doente. Meu pai era um homem muito forte, um trabalhador exemplar. Era um lavrador, homem que cuida da terra, ele próprio tinha um pequeno pedaço de terra, por onde passava um riacho, terra fértil, onde plantava cana e milho e melancia. É disso que me lembro bem, também plantava bananas.
Não sei dizer se meu pai era um homem triste, se tinha crises existenciais, talvez fosse muito feliz, pois tinha uma bela família e uma linda esposa, honesta e trabalhadeira. Lembro-me da sua relação com minha mãe, eram felizes, combinavam em quase tudo, ambos desejavam que seus filhos estudassem para não serem analfabetos como eles eram. Meu pai era alto e moreno, tinha ombros largos como eu, era um homem bonito, mas não me recordo que alimentasse alguma vaidade nem vícios. Trabalhava incansavelmente para sustentar sua família, grande para os padrões atuais.
De domingo a domingo ele sempre repetia sua rotina; acordar cedo e ir ao trabalho, além de suas próprias lavouras, milho e feijão, ele ainda trabalhava de meia ou para outros produtores rurais. Meu pai era homem temente a Deus, pelo menos é essa a impressão que tenho até hoje, pois sempre ia à missa aos domingos de manhã, com toda família, mas ao voltar pra casa, logo depois do almoço, ia ao trabalho, cuidar de um pequeno e produtivo roçado, que ficava perto de casa, meu pai só retornava à noite com um feixe de cana nos ombros.
Éramos oito filhos, cinco homens e três mulheres, minha mãe ficou grávida de uma menina quando meu pai faleceu. Foram seis meses longos, a duração da doença fatal de meu pai. Meu pai nunca ficava doente, era como touro, todos os homens o invejavam por seu físico e por sua moral. Mas todo herói fatalmente sucumbe no final da epopeia. Meu pai tinha chagas desde adolescência. Fora picado por um barbeiro, na região onde foi criado esse inseto fez muitas vítimas, e a medicina não tinha os meios para prolongar a vida dos seus pacientes. Meu pai só veio manifestar os sintomas da doença aos quarenta anos, foi avassaladora sua enfermidade, em seis meses apenas ele veio a óbito.
Minha mãe foi uma guerreira e fez tudo que pôde e o que não pôde para salvar a vida do seu amado. Lembro-me com muita tristeza, de uma vez que eles voltaram de uma cidade próxima; aonde eles foram, em busca de uma nova forma de tratamento, mas não havia muito que fazer, meu pai estava com o coração muito comprometido, estava rejeitando os remédios, e não havia nenhuma esperança de cura ou de melhora, ele vivia muito cansado, e minha mãe passava longas noites ao seu lado. Nós éramos muito pequenos, mas já compreendíamos que nosso herói estava condenado à morte trágica. Logo se agravou seu quadro, minha mãe teve que o internar no hospital público de nossa cidade, onde foi bem cuidado, mas em poucos dias, ele já demonstrava fraqueza extrema, não se alimentava e as injeções que tomava não causavam mais nenhum efeito paliativo, então meu guerreiro pediu para morrer em casa, pedido que fora atendido pelos médicos dele, minha mãe o levou pra casa, mas meu velho não aguentou a pequena viagem de pouco menos de três quilômetros, faleceu nos braços de minha mãe dentro da ambulância.
Essa é mais uma das inúmeras tentativas que faço, para escrever sobre meu pai. Sei que daria um belo e humano romance, todavia nunca serei capaz de levar a cabo esse projeto, é doloroso demais para mim, pois a dor e o trauma da sua ausência em minha infância ainda são deveras penosos para mim.
"Não que eu seja rancoroso, não sou.
Nem tampouco consigo odiar meu semelhante.
Contudo, não consigo acariciar
mãos que me jogam pedras,
nem beijar a face
de quem persiste
em me olhar com desprezo."
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