Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
"Acordo todas as manhãs com este zumbido e a certeza que não vais voltar. Cansada de me convencer que, apesar e acima do teu individualismo estava a tal inevitabilidade a que nos submetemos e chamamos amor. Pensei que, com todo o amor que sentia por ti te iria suavizar o coração e de alguma forma fazer parte do teu equilíbrio, tornando-me subtilmente indispensável. Hélas. Nunca pensei enganar-me tanto. Mas só agora percebo que o teu amor por mim não foi uma inevitabilidade, mas uma escolha. Alguém que te chamou a atenção e que um dia decidiste que querias atravessar, com a intuição certeira de um animal selvagem que procura refugio temporário, quando está cansado. Sei que não vinhas a fugir de nada, nem à procura de coisa nenhuma. Mas acho que quando eras pequeno te arrancaram uma parte de ti, e desde então ficaste incompleto e perdeste, quem sabe talvez para sempre, a capacidade de adormecer nos braços de alguém sem que penses no perigo de ficar na armadilha do carinho para todo o sempre.
Não, o teu amor por mim, volto a dizê-lo, não foi uma inevitabilidade, mas uma escolha feita com a leveza e a frontalidade com que fazes tudo na vida. Por isso te foi tão linear - e repara que não escrevo a palavra fácil - escolher outro caminho.
Mas não foi assim para mim. Entraste a 200 à hora na minha vida, e quando te vi pela primeira vez a passar a porta da minha casa onde viveste quase um ano quase todos os dias, deixei-me levar por essa inevitabilidade, submetendo-me a tudo o que depois se seguiu, e chamando-lhe amor. Um amor total, gratuito, despojado, com o corpo, a cabeça e o coração todos enterrados lá dentro."
Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo...Morre lentamente quem se torna escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não conhece...Morre lentamente quem não vira a mesa quando esta infeliz com seu trabalho ou amor, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não permite, pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos...
Nota: Trecho da crônica "A Morte Devagar".
Não me calo por estar errado, me calo por estar convicto, você insisti em discutir porque tentar se justificar.(Marcelo Vieira)
Pilotem seus sonhos, sejam donos de suas cabeças. Não deixe que ponham palavras onde não existem ideias.
Não ligo
eu ligo
eu finjo que não ligo
mais eu ligo,
eu ligo pro meus sentimentos,
só finjo que não ligo,
todo mundo acha que eu não ligo, mais eu ligo
só queria não me importar de verdade, porque eu me importo, ligo pra tudo.
Mais finjo que não ligo.
Quem quer uma segunda chance não aprontaria na primeira.
Tudo bem que todos erram.
Mas, cuidado, há certos erros propositais. Aqueles que são cometidos sabendo que uma desculpa esfarrapada vai reparar tudo.
Não se deixe levar tão fácil pelas palavras, elas enganam. Mas repare nas atitudes ela sim demonstram quem é a pessoa de verdade.
Não deixe estragarem seus sentimentos, pois é isso que acontece se a mágoa se vincula a você. Tenha discernimento para saber o que é bom ou ruim pra sua vida.
Todo desencontro tem seu encontro...
Aprendi...
Que o verdadeiro amor...
Nao tem, idade, cor, cara, nao tem o lindo nem o feio, que jamais escolhemos...
O verdadeiro amor è aquele que jamais escolhemos sentir, mas sim aquele que o sentimos sem o nosso querer...
"O segredo da vitória contra a sedução não é resistir, mas fugir. Dialogar com o tentador já é o primeiro degrau da queda." Hernandes Dias Lopes
É curioso como isso acontece,
Não chego do nada,
Prefiro a troca de olhar…
Logo estou dando risadas
Esperando você chegar…
Não se iluda com minhas palavras,
Tristezas, alegrias ou fantasias…
Sou assim, novo e velho,
Bobo e complexo, sério e sarcástico…
Carinhoso, bondoso,
Ignorante, monstruoso…
Podemos discutir poesia,
Podemos discutir nossas vidas…
Mas não vamos discutir coisas vazias…
Se o que vale é o momento;
Então que tenha valor…
Convivi em meses, vários momentos;
E nada ficou a não ser rancor…
Que seja para valer a pena
Essas duas ou três horas,
Duas ou três semanas,
Não importa;
Desde que no final eu consiga fazer um poema.
Não olhe nos meus olhos,
Nem no meu sorriso,
Não pense em nada sério,
Eu não quero isso…
A vida é sua, não me dê explicações;
E não espere as minhas;
Agora sou assim e possuo muitas razões…
Vou estar com você quando precisar,
Te defenderei enquanto possível,
E não esperarei nada de você,
Mas… Por Favor!
Não, não me ame…
Não, não se ilude…
Não, não se apaixone…
E então a moça abraçou seus sonhos e seguiu adiante.
Mesmo estando sozinha, não temeu. Seguiu em frente e deu asas naquilo que desejava.
Tentava entender seus atos impensados, suas loucuras e todas as decisões que cometia, e de nada se arrependia.
No fundo, ela era mesmo pequena demais aos olhos desse mundo, mas gigante aos olhos de Deus.
Tinha em seu coração certa convicção, ELE sempre a tiraria do chão. E aos tombos da vida, ela sempre sobreviveria.
Se,
eu não tivesse te conhecido,
Nem sorria,
se,
eu não tivesse te conhecido,
nem era feliz,
se,
eu não tivesse te conhecido,
nem tinha sonhando,
se,
eu não tivesse te conhecido,
nem te queria tanto,
se,
eu não tivesse te conhecido,
nem me angustiava tanto,
se,
eu não tivesse te conhecido,
nem chorava tanto..
Se,
eu não tivesse te conhecido,
nem sentia tanta saudade..
Se,
eu não tivesse te conhecido,
não sabia o que era amar!
Contemplação
Não é só pele.
Não é só toque.
Não é só desejo.
É um lugar onde duas almas se permitem habitar o mesmo templo.
E o corpo… é apenas a porta.
Quando eu me entrego, não ofereço só curvas e suspiros.
Ofereço um mundo inteiro por trás dos olhos fechados.
Aceito que você me invada — não como quem invade, mas como quem é convidado a entrar.
Permitir que alguém me toque…
É como entregar uma chave e confiar que, do outro lado, não haja pressa.
Só presença.
Porque pra mim, fazer amor —
é como saborear a sobremesa favorita com os olhos fechados.
Com calma. Com vontade. Com gratidão.
Sentir o gosto até o fim, e mesmo assim desejar mais.
É contemplar cada segundo,
cada estremecer da pele,
cada silêncio entre os beijos,
cada arrepio que começa antes do toque.
É pertencer.
É permitir ser morada, enquanto também se habita.
É uma dança onde ninguém lidera,
mas ambos conduzem — com os olhos, com os gestos, com os instintos.
Eu não me entrego por carência.
Me entrego por transbordo.
Porque quero que você sinta o quanto posso ser casa,
mesmo enquanto sou puro incêndio.
Habitar
Não quero ser apenas tocada.
Quero ser habitada.
Não por mãos que me percorrem com pressa,
mas por quem se perde em mim como quem encontra morada.
Quero ser sentida com os olhos fechados.
Com o coração aberto.
Com a calma de quem entende que o prazer mora na pausa —
na respiração contida, no quase, no que se prolonga.
Quero que cada parte minha seja descoberta como um território sagrado.
Como se você estivesse lendo meu corpo em braile,
palavra por palavra, pele por pele,
até entender minha linguagem.
Que o arrepio seja tua resposta,
e o silêncio entre nós, a oração.
Que você me toque como quem desvenda.
Como quem tem sede,
mas não se apressa.
Como quem entende que habitar alguém
não é sobre entrar,
é sobre permanecer.
Não quero ser o instante.
Quero ser o eco.
O sabor que fica mesmo depois da última mordida.
O cheiro que gruda mesmo depois da despedida.
A lembrança que acende só de fechar os olhos.
Quero que me sinta mesmo quando não estou.
E que deseje voltar — não pelo corpo,
mas pela paz que encontrou ao deitar no meu.
Ao invés de braço, a saudade bem que poderia ter voz.
Talvez assim não apertasse tanto,
e, ao ecoar por aí, servisse para trazer de volta
quem a gente ama.
Sou quem eu sou e não quem pensam que sou!
Caráter você não adquire nem perde com o tempo;
ou você tem ou você não tem!
Quanto ao meu, quem realmente me conhece sabe;
Isso me basta!
