Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
É a época mais detestável do ano. A alegria falsificada, as multidões bovinas. Os corais que bebem tanto que até esquecem as letras. E, claro, os casais ingênuos que confundem espírito natalino com amor. Também já cometi esse erro. Nunca mais.
Ainda é noite lá fora. Mas aqui o céu é iluminado por constelações. O mundo parece grande, pequeno e todo meu.
A leitura é uma obra da mente alerta, é exigente, e nas condições ideias, produz, por fim, uma espécie de êxtase.
Por uma segunda-feira mais leve.
Porque uma pitada de amor resolve tudo e sempre há um lado bom nas coisas.
Porque a gente luta por um mundo mais gentil
recheado de gente que elogia,
gente que sonha acordado, ri à toa, gosta daquilo que dá borboletas no estômago.
Por uma rotina de acasos e detalhes, aqueles,
que fazem toda a diferença.
Por uma rotina mais leve e um mundo mais positivo e feliz.
Eu vou bater na porta dele
Vou dar na cara dela
Eu vou sair entrando pela casa, cadê ela?
Mentira, eu vou beber, beber
Beber ouvindo o disco da Marília
Todo mundo sabe o quanto é difícil
Ouvir “Eu te amo” da boca de alguém
Cê fala esperando ouvir da pessoa
“Eu te amo também”
Mas o ser humano é um bicho complicado
Tá sorrindo por fora
E por dentro tá tudo em pedaço
Me dá um beijo, nega
Pode ser na boca ou na bochecha
Me dá um sorriso, nega
Daqueles de orelha a orelha
Eu te dou meu colo
Se ocê chorar, eu choro
E se precisar de um tempo sozinha
Eu vou ali e volto
