Nao me faz Andar pra Tras e nem Ficar Parado
Dois corações machucados e uma rádio que serviu de ponte. Não foi carência, foi o destino se cruzando. Podem rir ou duvidar, mas a hipocrisia de quem acredita em cobra falante e nega a força de um encontro de almas não apaga a nossa história. O que foi real, ninguém desmente.
Não foi carência, foi sintonia de quem já sofreu demais. Se você acredita em cobra que fala, mas não acredita no destino cruzando dois corações pelo rádio, o problema de lógica não é meu. A nossa história foi real, e contra fatos (e encontros de alma), não há argumento religioso que vença.
Não existe preço que eu não pagaria, nem sacrifício que eu não faria, para ter o privilégio de te amar de perto mais uma vez.
Dizem que a vida é o nosso bem mais precioso, mas de que serve a vida se ela não for compartilhada com você? Eu a entregaria sem hesitar para te ter aqui.
Não permita que o frio da ausência me alcance. Me levanta, me cuida e me mostra que, ao seu lado, a solidão nunca mais terá vez.
O mundo lá fora é gelado sem você. Não me deixe à mercê desse vazio; estenda a mão e me tire do frio, pois meu lugar é guardado no calor do seu peito.
Não me deixe aqui no chão, enfrentando o frio da solidão; seja o meu abrigo e me aqueça com o calor do seu abraço, porque só o seu amor me faz sentir em casa.
O nosso amor é lindo porque não foi planejado, foi o destino que caprichou em cada detalhe para nos unir.
Não importa o tempo ou a distância: guardo no peito esse amor por você, vivo e intacto, em cada batida.
Eu teria ficado para sempre, e você sabe disso. O problema é que eu não podia manter vivo um amor que você escolheu deixar morrer um pouco a cada dia.
Dói saber que eu fui o último a soltar a corda, mas não dava para continuar segurando sozinho algo que você já tinha abandonado faz tempo.
Fui taxado de difícil ou esquisito por não ter amigos. A verdade é que a minha confiança não se entrega a qualquer um.
Mas você não consegue ver o seu sangue.
Não é nada além de sentimentos
Que este velho cão despertou.
Tem chovido desde que você me deixou,
Agora estou me afogando no dilúvio.
Sabe, eu sempre fui um lutador,
Mas sem você, eu desisto.
E eu te amarei, querida, sempre,
*E eu estarei lá, para sempre e mais um dia, sempre.
Estarei lá até as estrelas deixarem de brilhar,
Até os céus explodirem e as palavras não rimarem.
Sei que quando eu morrer, você estará em minha mente,
*E eu te amarei, sempre. *
Se você me dissesse para morrer por você, eu morreria.
Dê uma olhada no meu rosto,
Não há preço que eu não pague.
Vem, meu anjo. Eu chamo no silêncio que me veste,
Não com a voz, mas com a dor que me consome.
Sou um naufrágio à espera da maré celeste,
E em cada lágrima, sussurro o teu nome.
O amor que arde em mim não é brasa, é ruína;
Um fogo que devora, mas não aquece.
Se és a salvação, por que a sorte é tão mesquinha
E me oferece o céu apenas quando anoitece?
Eu te construí no altar da minha insônia,
Um relicário de promessas e prantos,
E agora, sem teu toque, sou só a autonomia
De um coração quebrado em mil recantos.
Vem, meu anjo, venha me salvar da queda
Que me separa do calor do teu abraço.
Sou o drama vivo, a tela despedida,
Que implora pelo brilho do teu traço.
Chega de manso e rasga esta mortalha de saudade.
Pois sem o teu olhar, sou apenas sombra fria;
A melancolia veste o manto da verdade:
Viver é te esperar em eterna agonia.
Juro que não vou mais chorar,
Embora a dor ainda seja um mar.
Guardo o que foi no peito apertado,
Um amor lindo, hoje, passado.
Teu nome é um espinho a ferir,
No silêncio que escolhi para seguir.
Mas cada lágrima que agora seco,
É um adeus que à saudade ofereço.
O palco da vida precisa de sol,
Não desta peça fria, sem farol.
Juro, de novo, que não vou mais ceder,
Vou aprender a ser, sem você.
O galo não é despertador, é poesia,
Cantando o início de mais um lindo dia.
E o cheiro... ah, o cheiro! Café em brasa,
Se misturando ao perfume que mora na casa.
O bolo de milho, de receita guardada,
Era a ponte doce da vida adoçada.
Mas nada, nada superava o calor
Do abraço da Vó, feito de puro amor.
No colo macio, o tempo parava,
Tudo de ruim ali se apagava.
Saudade que pulsa, lembrança que fica,
Daquele tempo onde a vida era rica.
Ó meu ex-amor, a sombra que já não me alcança,
Hoje a brisa que sopra é de um novo amanhã.
Houve dor, sim, mas nela encontrei a esperança,
A força que brotou de uma antiga manhã vã.
Fui teu espelho quebrado, tua voz que silenciou,
Mas a poeira baixou, e a vista ficou clara.
Obrigado por ter me transformado, o que restou
Não é mágoa, é a coragem que em mim se declarou.
Nesta pessoa que eu sou agora, não há vestígio
Daquelas amarras que um dia me prenderam.
O medo se foi, e cada antigo vestígio
De um tempo de trevas, meus olhos já não viram.
Fui casulo em choro, hoje borboleta em voo,
Cruzando horizontes que jamais sonhei tocar.
A tua ausência, enfim, foi o vento que me impulsionou,
E o passado distante não mais me pode assombrar.
Que a vida te siga e que o teu caminho seja,
Eu sigo o meu, com um brilho que só se acendeu.
Agradeço a lição que o teu adeus me legou e teja
A paz em meu peito, um amor que me renasceu.
Se o sol lhe pedisse em casamento, você aceitaria ou diria que não sabe, assim como a lua disse?
Mas a lua tem fases e, assim como as pessoas que não gostam das mudanças climáticas, o sol precisa voltar a brilhar...
O sol daria voltas por ti, o brilho poderia ser teu...
Não posso brilhar por você
Não posso me esconder no escuro com você.
Eu me queimaria em silêncio só para não apagar a tua luz. O peito meu pesa como ferro antigo derretido, mas basta um olhar teu para o mundo parar de girar... Se a dor é o preço de te ter por perto, aceito ser cinza só para continuar nos teus passos....
Eu não sei que roupa você vai estar vestindo, nem qual será a trilha sonora do dia, mas eu sei exatamente como vai ser o instante em que meus olhos encontrarem os seus. Vai ser o momento em que a gravidade finalmente vai fazer sentido. O mundo vai continuar girando lá fora, mas o nosso tempo vai parar. Toda a espera, todas as noites em que conversei com o teto imaginando o timbre da sua voz, tudo vai virar apenas o prólogo da nossa história.Amar você de longe não é um castigo; é a prova mais bonita de que a minha alma te reconheceu antes mesmo do meu abraço te alcançar. É uma inteligência do coração, que sabe que o tempo é só um detalhe perto da eternidade que nos espera. Eu sinto a tua falta nos detalhes mais bobos: no café que tomo de manhã, no vento que bate na janela, na música que traduz o que ainda não te disse.Não me importa quantos dias, meses ou estradas nos separam agora. Eu tenho em mim uma esperança que nenhuma distância consegue apagar. Uma certeza bonita de que duas pessoas que se pertencem desse jeito não se perdem no caminho; elas apenas se preparam para o encontro.Cada batida do meu coração longe de você não é solidão, é uma contagem regressiva. Eu não tenho dúvidas, não tenho medos e não hesito nem por um segundo: o nosso amor já venceu o espaço e a geografia. Você é o meu norte, a minha linha de chegada e o meu ponto de partida. Não existe plano B, porque o universo não comete erros quando costura dois destinos de forma tão perfeita. Eu sinto o seu amor me cobrir todas as noites, como se a sua presença física fosse apenas uma formalidade que o tempo logo vai resolver.Nenhuma milha é capaz de diminuir o que sinto, porque você habita em mim. Está nos meus pensamentos ao acordar, nos meus planos de futuro e no calor que sinto no peito quando fecho os olhos para dormir. O mundo pode tentar nos convencer de que a distância é um obstáculo, mas nós sabemos a verdade: ela é apenas o palco onde o nosso amor prova a sua força e a sua imortalidade. Eu aceito cada segundo dessa espera, porque sei que a recompensa será passar o resto dos meus dias mergulhado no teu olhar. Você é a minha escolha diária, o meu destino traçado e a única pessoa que tem a chave de tudo o que sou.Guarda um lugar aí dentro para mim, porque o meu lado de cá já é todo seu. A gente vai se encontrar. E, quando esse dia chegar, a primeira coisa que vou te dizer, sem precisar falar nada, é: “Finalmente cheguei em casa”.
