Nao me Comove mais

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Leio cada linha do seu subtexto
que carrega mais do que mostra,
Além de seduzir, arte elevada
sou presença, constância
e substância até a distância.


Não quero que haja controle:
quero desejo, resposta e êxtase.
Não quero que haja negociação,
quero que venha como um furacão.


Sim, eu quero tomar e ser tomada,
por tudo o que é profundo e sem limite.
Desde o primeiro instante do clique,
da primícia do jequitiguaçu em flor,
da colheita e do preparo para o banho de amor.


Caminhar sobre o meu chão pátrio
e amoroso que também é feito
de mais de mil mármores e dolomitas:
Brincar além do tempo e soltar pipas.

Costumo dizer que a Língua Portuguesa é o idioma mais poético do mundo. Em especial, o Português Brasileiro, é o mais enriquecido.

A minha América do Sul
se tornou terra onde
ninguém mais descansa,
Que houve festança
pela vitória e recebeu disparos
intencionais de misantropia;
Para fazer o povo esquecer
que é a alegria que traz vida.


Só sei que quase ninguém
ultimamente está prestando
atenção com o desenrolar
da história na Bolívia,
Ainda trago algo mantém
forte tudo para que
faça que eu não desista.


Há quem destrua pontes
de boa comunicação,
E quando chegar a vez
da minha ponte ser destruída,
Darei a total distância,
mudarei a direção,
e optarei pela reconstrução;
Porque não quero perder
os meus olhos dos seus e nem do céu.

Ter a doce, livre e leve posse sobre ti,
E o meu dedo indicador pousar
nos lábios mais lindos que já vi,
no afã intenso de angariar,
Após o beijo, a pausa amorosa.


Para o teu fino aroma respirar...
E em toques leves, em paz divina,
Curar qualquer dor que porventura apareça,
Sendo a tua envolvente endorfina
com o maior orgulho e toda a delícia.


Assim nos colocar em movimento
e rir quando o tempo não colaborar
ou mesmo até se estiver fechado,
Para o voto de amar não ceder
ao padecimento e ao esvaziamento.


Florir em tempo de julho invernal
com convicção guaçatunga,
ser existencialmente toda tua,
a cada sinal teu, que se inaugura,
compartilhar a mais alta ternura.

Da Mata Atlântica à Amazônia,
ter tudo e mais um pouco:
do coração e frutos de juçara,
que nasceu para alimentar,
e merece sempre ser preservada.


Juçara bonita e tão rara,
que além das gentes sustenta
tucanos, jacus, jacutingas,
e os versos deste poema.


Juçara esquecida e tão cara,
que além das gentes sustenta
sabiás, periquitos, maritacas,
e cujas folhas são capazes
de cobrir com beleza as casas.


Juçara magnífica e tão rara,
que além de alimentar as vistas,
sustenta macacos-prego, cotias,
esquilos, e que aos músicos
emprestara ritmo e inspiração
para mais de uma latina canção.


Da Mata Atlântica à Amazônia,
que alimenta mais do que sabemos,
e está deixando de existir para todos:
para os catetos, tatus, capivaras e antas,
e daqui a pouco até para as esperanças!


O interesse no futuro, percebi que não existe,
e pergunto sem resposta neste quase luto:
— Será que é de fato o que queremos?
Chegamos no ponto de vivemos ou vivemos.

Do Hemisfério Celestial Sul,
sou, talvez, a mais romântica,
habitante nascida sob medida
para a tu'alma feita de tambor;
pela primeira vez descobriste,
na vida, o que é o verdadeiro amor.


Da América do Sul, sou a favorita,
que, na madrugada íntima, a tua
imaginação procura recorrente;
sei que o teu coração me pertence
com amor, paixão e desejo quente.


Sou aquela tal latina exuberante
que o teu olhar fascina e invade,
falando e sendo a própria poesia,
falando que, nas Ilhas, quem nasceu
primeiro foi o Daniel, filho da Francisca.


A sul-americana cheia de memória,
sem lapidar a própria retórica,
conta que foi Rosendo Mendizábal
que fez, para o Tango, a primeira partitura,
e te ama sob o sol e até sob a chuva.


Sou aquela que, em estado de rebeldia,
conheceu e, hipnotizado, se rendeu,
e que não permite que ninguém ouse
falar que não houve feitos afro-argentinos
a cada momento profundo da História;
e não há um só dia que não queira como glória.

Deixa que o amor e o impulso


falem mais alto, ou melhor,


cantem por nós o que tiver


de ser cantado sem se preocupar


com o que irá acontecer


para a gente nunca mais se perder.






Entrega o que o peito e o tempo


têm silenciado porque não há


motivo para manter segredado,


Embora não saiba quem é você,


de longe te sinto apaixonado.






Confia, não tens o que temer,


da minha parte só espero


o seu sinal para começar a viver.


Quero ver o seu rosto,


sentir a sua presença corpo,


e deste pertencer ter orgulho.






Não há o que ser consertado,


nada em nós foi quebrado,


apenas seguimos o curso


dos ventos, no Mataralcito,


e dançamos os ritmos bolivianos.






Não buscamos fazer planos,


nos entretemos com o tempo


e com o som da palma zunkha;


Os corações seguem intactos


não querendo viver mais


de compromissos adiados.

Pulsar binário coberto,
o desejo mais secreto,
que seja entre nós recíproco
no giro veloz do Universo.


(Amar é o destino certo.)

O fascismo se nota quando
o seu sorriso foi esquecido
em algum que você mesmo
nem sabe mais por onde procurar;
Não se permita desanimar
e tampouco se entregar.

Seria um condor
para ser cortejada
pelo meu condor,
e viver no alto
da América Austral
a mais linda
história de amor.

Um círculo parasita
pousou neste lugar,
Nunca teve história
e nem convívio,
Há mais de um iludido
capaz do próprio futuro
nas mãos dele confiar.

Pouso delicioso
no território
[mais amoroso]...

Sob a Aroeira-do-campo
esplendente em flor,
De ti declaro o maior
e o mais profundo orgulho.


O teu coração que é tudo,
esbanjando muito amor,
Da vida não peço ou preciso
de mais nada por onde eu for.


Na Via Láctea está escrito
que acontece também contigo
embora ainda que contido,
O rosto não consegue ocultar
tudo o que você está sentindo.

Eu me enredei nos olhos mais lindos
e poéticos que tenho notícia,
Nos olhos dessa dessa moça
que continua moça embora o calendário
teime em dizer para mim o contrário.


E terminei cantando de amor
Sozinho na praia porque não tive
coragem de me revelar,
Compus uma canção de amor
com o ritmo das ondas do mar,
e a letra de Richard Bach
com mil ideias loucas,
um pouco de Rada
e muitas outras...


Juro que por momentos
eu fui Fernão Capelo Gaivota
voando nas asas das altas horas
nas bocas dos senhores e das senhoras
nos hemisférios e em todas as auroras.


Inconfundível de todo o gênero.


(O absurdo e louco de amor por eu mesma.)

Um perverso, sempre um perverso...
Sempre mais de um perverso,
e sem nenhum futuro,
que agride a Natureza,
fazendo ao redor tudo
vir a se tornar impuro.

A lua da colheita
beijou o oceano,
Tu és o plano
mais romântico,
Guardo uma carta
com selo de vela,
A certeza que és
o amor e luz na Terra.

Quem tira a paz do outro nunca mais fica confortável no próprio corpo. Imagina quem tira a paz de uma Nação inteira...

Uma porção de mim encontra
o que dizem ter sido descoberto
há pouco mais de cinco séculos.


Historicamente, quase ninguém
fala que ela foi invadida;
vive no limiar entre a morte e a vida,
é sobrevivente da morte em vida,
resiste a isso tudo: é ameríndia.

A terna canção que escuto
vem do teu ponto mais alto
e seguro do sagrado território.


​Mesmo sem te ver, te toco
e me abandono, misteriosa,
no meio da tua flora selvagem,
no aguardo da superior miragem.

Tempo
...Na vida tudo e todos precisam de desse fator tempo. Desde as coisas mais bobas até a mais complexa se faz necessário o fator ao qual chamamos tempo. Um bolo precisa de elo menos 30 minutos na batedeira pra dar formato. Queimar calorias precisa-se de pelo menos uma hora de malhação acirrada pra surgir efeito pretendido pra nos dá a satisfação almejada. Uma prescrição médica tem seu tempo. A formular seja lá do que for também. Uma história pra ser contada consome horas, este texto pra ser finalizado a mesma coisa, o descanso, o filme que quero ver, em fim, tudo é decorrente do tempo.
A finalidade proposta aqui é tão somente pra que possamos entender que tudo tem sua hora e de nada vale querer correr pra antecipar porque se não ai explicita-se que foi conseguido também naquele tempo determinado. Vivemos na fadiga compulsiva e estamos ansiando sempre algo que só nos trará oque realmente é necessário se escolhermos a finalidade certa, e não adianta jogar contra ele, pois só a ele é dado ou tirado tal tempo pra que se realize. A inteligência budista traz a meditação onde se acalma e entra no amago interior fazendo-nos ciente de nossas necessidades sem pressa nem furor seja pra qualquer proposito. Devemos ver além do horizonte imaginando sempre a conclusão seja lá a pretensa necessidade porque o que move nossas vidas é a emoção e dai sai a bela vontade de ser ou estar. Se faz urgente o amadurecimento pessoal e paramos de nos ver nos outros. Prestou atenção de que quando estamos em frente do espelho achamos que há algo errado em nossa aparência e logo colocamos um plano em ação pra alterar? Não nos contentamos com a primeira apreciação, tratamos logo de alterar oque vemos e nunca estamos contentes com a primeira vista. Somos ligeiros em pensar que tudo está em desacordo, temos que alterar e vamos desperdiçando vida. Pois tempo é só um coadjuvante pra acharmos que no momento que tudo pode ser diferente.
Precisamos relaxar no tempo se quisermos ter tempo pra relaxar. E ai há um paradoxo pois muitos já acordam achando-se sem tempo! Mas como sem tempo ? se estamos em um tempo? Não se vive fora do tempo; tudo se conta nele e não adiante deflagrar insatisfação pois é oque nos é dado. Volto a velha frase...CARPE DIEM. Que seja sempre sua meta a paz.