Nao me Comove mais
Não Tenho nada a oferecer, só o meu jeito carinhoso de ser...
Nem tudo precisa ser dito, às vezes sou mais silêncio,
sorriso no rosto, amor no coração.
Sigo meu caminho saboreando alegria de viver,
amando cada detalhe que ele me oferta.
Do que adianta tanta luminescência do espírito
se não reflito nas minhas atitudes.
Apenas sou um artifício em vida.
Não precisamos está falando para estarmos conversando.
Meu coração bater de amor e o seu responde de paixão.
A sociedade não faz o menor sentido a partir do momento que ela é uma reprodução de uma reprodução onde ninguém para para pensar o que está reproduzindo.
Tenho percebido ultimamente que a minha poesia tem entrado em estado de carne. Seu cheiro já não é o mesmo de outrora. De quando eu exalava aroma de terra molhada, limão fresco e alecrim.
[...] Querem ser autônomos os olhos e não determinados no que diz respeito ao enxergar. O que sabe o homem para ensinar os olhos? Nada sabe! O que sabe se desabe, o vento leva; assim como ele que semelhante é a uma folha que seca e logo se desfaz no tempo. Os olhos querem voar e contemplar talvez o mar, fixar sua visão ali nas ondas que estão a dançar a música do mar. Os olhos precisam ver outros olhos como os seus, desvinculados dos homens, donos de si. A noite passa, os olhos fecham e por um instante se calam.
Por vezes me perco no que invento. Muitos dizem que não é real. Todavia o real é somente aquilo que escolhemos acreditar. Acredito em beija-flores que recitam poesias como canções e as entornam ao vento. Como se elas fossem pó de estrelas de um céu noturno.
Estou debruçado sobre o céu: colho estrelas. Empenho-me em construir minha própria constelação de micro feixes de luz.
Quem não tem coragem de deitar o corpo na cama chamada túmulo, perderá a oportunidade de acordar em uma realidade chamada Céu!!
Não sei como lidar muito bem com o tempo no qual existo. Ele me move com uma velocidade nunca experienciada por mim. Tenho dentro e fora do corpo, se é que ele se constitui desses diferentes espaços, uma miríade de pequenas chaves de prata. Não sei ao certo o que fazer com as tais. Por hora elas me compõem.
Em distintos momentos desejo a morte. Acredito que ela pode ser sossegada e doce. Doce é o mel das abelhas que sobrevoam um denso jardim sem pergunta, sem dúvida, sem medo. Tenho medo de cair e não conseguir mais levantar – escrevo do chão.
Não sei mais o gosto de uma lágrima. Sobretudo as que escorrem dos olhos, do mesmo modo que a chuva desliza do céu de madrugada quando todos silenciam. O silêncio tem se tornado a minha utopia.
Sinto o corpo repleto de gavetas, chaves e cadeados.
Sinto o tempo, o atual, cegando-me, embaçando o meu campo de visão. O amor parece gotejar um líquido avermelhado e consistente que desliza sobre o chão. Há desperdício de amor? Talvez haja escassez de recipientes vazios que possam receber suas gotas. Estão todos lotados de coisas, entulhos, desejos confusos.
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