Nao me Arrependo de ter te Amado tanto assim

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Foi no galho de uma arvore que resolvi fazer meu ninho, assim como os passinhos, pousar, depois de tanto voar.

A suíte

A casa era grande.
Grande demais para o que eu sentia, talvez. Ainda assim, deixei a luz acesa. Não por alguém, mas porque apagar seria admitir o escuro. E eu ainda confundia claridade com salvação.

Houve um tempo em que acreditei que abrir era virtude. Que permitir era sinal de força. Hoje sei que abertura demais também cansa. Também fere. Também confunde.

O quarto ficava ao fundo. Sempre fica. Não por mistério, mas por necessidade. O íntimo não gosta de ser primeiro. Gosta de ser alcançado. Chegaram sem chegar. Entraram sem perceber que não se entra assim.

O cuidado morreu sem alarde. O medo continuou. No chão, marcas. Não sei dizer de quem. Sei que eram muitas. Sei que eram minhas também.

Deixei ficar porque era confortável. E porque havia em mim uma fome antiga de partilha. Achei que emoção se ensinava pela convivência. Errei. Emoção não se aprende por uso. Emoção é nascimento ou é ausência.

As sandálias vieram da rua. Trouxeram o mundo para dentro do lugar onde eu me limpava. Algo em mim percebeu, mas tarde. Sempre tarde. Retirei a sandália com um gesto simples. Às vezes, a lucidez não faz barulho.

Arrastei coisas que não eram minhas. Não por amor, mas por cansaço. Quando a força vira rotina, a gente chama de vida o que já é peso. E segue.

Eu morava no silêncio. Não como quem se isola, mas como quem respira. A pressa não me alcançava ali. A casa era grande demais e, talvez por isso, eu tenha achado que precisava ser ocupada.

Quem entrou espalhou-se. Confundiu abrigo com posse. Deitou onde eu sonhava. Comeu do que eu guardava. Aos poucos, fui ficando estrangeira daquilo que era meu. É estranho perceber isso. Mais estranho ainda aceitar.

Bebi da água errada. Não por ignorância, mas por sede. A sede explica muita coisa. O lar, então, deixou de ser lugar e passou a ser pergunta. Fechei portas por dentro. Pela primeira vez, não quis olhar.

Os nomes vinham como vento. Ficavam. Ocupavam. Não pediam. Usavam. Tudo era palco de um movimento que eu não dirigia mais. E não era destruição. Era desgaste. O que se perde devagar dói diferente.

Até que a noite cansou. Ou eu cansei da noite. Não sei bem.

Retirei a sandália. Abri a porta. Não para receber. Para deixar ir. A saída aconteceu sem drama. O que precisava passar, passou.

Voltei à cama. Sentei. Respirei. Há momentos em que respirar é uma decisão.

Ainda moro na bagunça. Porque reconstruir não é limpar, é sustentar o vazio enquanto ele se organiza. A porta de entrada permanece fechada. Não por medo.

Por atenção.

Por mim.

⁠Sem dó e misericórdia de joelhos irei te deixar, pra ti serás uma penitência, eu te possuirei assim sem perdão sem dó de joelhos meus desejos sastifarei, sabe porque, porque com o amor não há perdão, assim não fujas e não finja que não sabe ou não vê, porque vai ser minha, de julho sem ter perdão será sua sina a mim entregar seu coração, escrito por Armando Nascimento

Somos desejo se tornando vontade, assim sofremos pelos desejos que buscamos em nossas vontade, corremos tanto atrás de nossos desejos que esquecemos que somos movido pelas nossas vontade, vivemos querendo o mundo conguistar, e nem sabemos que aqueles que partiram também os seus desejos foram buscar, as vezes sofremos em busca de um desejo descontrolado e perdemos o sentido da vontade, vida que vivemos em tantos desejos que esquecemos do nosso maior desejo, que é amar, escrito por Armando Nascimento

Vamos ser felizes só por hoje, se assim pensarmos, faremos de cada dia, um presente maravilhoso!

Lembra quando estava por um fio pra desistir
E quando faltou isso aqui pra você cair
E mesmo assim você tentou mais uma vez
Era a Mão de Deus
Segurando a sua mão pra não cair
Você não veio até aqui pra desistir
Então não tem porque chorar, volte a sorrir
Era a Mão de Deus e vai ser sempre assim Arnaldo Da Cruz Quaresma Junior

⁠Pior q a vida é assim...a gnt quer muito fazer planos e tá tudo certo, devemos!
Mas ficamos tão presos no amanhã que não vivemos o suficiente, o extraordinário hoje!

Eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais querer contemplar que tentar entender, eu sou assim, um alguém a olhar o mar, mais solitude que solidão; a verdade é que eu tento entender o que eu sou ou não sou, o que penso que sei, e a verdade do que sou ou do que sei ou do que penso, as respostas pra tudo isso são de nenhuma significância, nenhuma relevância, todas as conjecturas compõem esta existência, esta vida. Eu olho o mar a engolir todas as minhas ansiedades; e a cuspir a minha arrogância, zombando dos meus marasmos com toda essa imensidão profícua e infinita generosidade divina, que acolhe a minúscula jangada e sopra sua vela com a suavidade de sua brisa propondo retorno e reencontros... os pescadores catam seus apetrechos com a satisfação de amplos sorrisos por pesca satisfatória; são nobres dentro de suas roupas rotas, consumidas pelo sol e pelo sal. Retorno à minha introspecção sob a poeira da estrada e as cores fubentas de um final de tarde gris; ao longe a cerca de marmelo que delimita o meu mundo, uma meia-água que guarda a minha verdade e "mofo" o jumento, a zurrar a monotonia e "quebra-queixo" a alarmar suas infinitas suspeitas fiel e leal com seu latir e ganir. Zuíla é silenciosa, mas eu sei que tem todas as respostas para as minhas introspecções, abraços para as minhas ansiedades, tem o mar nos olhos com a mesma imensidão do atlântico, que acolhe a jangada e gratifica os pescadores; e tem uma barriga proeminente que cresce a cada dia, onde germina a promessa de novas introspecções, outras conjecturas oceanos e imensidões para este meu espirito de pescador.

Há momentos em que tudo parece frio e difícil.
Ainda assim, permanecer de pé é coragem.
Insistir também é fé.

⁠Quando as pessoas decidem trilhar caminhos diferentes, mesmo assim, até o epílogo, permanece um reino de sentimentos, apreço, consideração e respeito. Este capítulo será registrado no diário de bordo de suas vidas e, assim, jamais será deletado ou esquecido.

⁠Nada mais gratificante do que ser lembrado e ser lembrado com carinho. Assim, agradeço ao Criador por ser merecedor e dizer que o meu carinho está nas estrelinhas no firmamento sorrindo sempre com o olhar daqueles que me querem bem.

Há pregadores da esperança que vivem órfãos dela — e, assim, encontram nobre sentido para suas vidas.

Na última semana, ouvi uma linda frase que dizia mais ou menos assim “Uma das melhores coisas que podemos deixar nesta vida são os nossos rastros nos corações das pessoas” e para mim, essa afirmação faz muito sentido, confesso sinceramente que fiquei até um pouco emocionado, ela de fato mexeu comigo e me fez refletir profundamente,

E por um breve momento, refletindo, eu lembrei que de alguma forma, já estamos fazendo isso, deixando os nossos vestígios em alguns corações, daqueles mais próximos e às vezes, também de desconhecidos, quando nós usamos parte do nosso tempo que é tão valioso com algo que faz tamanha diferença no caminhar do outro, afugentando o desânimo e o sentimento de tristeza

Prestando um mínimo caloroso de atenção ao ouvirmos um desabafo, enfatizando a beleza da simplicidade, provocando um sorriso sincero com aquilo que está ao nosso alcance, uma bela poesia, um lindo canto, compartilhando uma boa notícia, uma ou mais ocasiões ricas e marcantes, gerando risadas, bons sentimentos, motivando, demonstrando uma empatia genuína, certamente, rara

Benditas oportunidades daqueles pequenos gestos que alegram a alma, indispensáveis para não desistirmos, bens compartilhados, pontos fortes de equilíbrio, capazes de melhorar muito o nosso dia e o de outrem, provas dos nossos acertos que frequentemente ignoramos por causa das nossas falhas, então, graças a Deus, podemos ser um grande incentivo de muitas jornadas.

Sonhe com intensidade.
E quem sabe assim, amanha quando despertar, o sonho possa ser realidade.

O Paradoxo da Engrenagem

Quem…
ou o quê…
decidiu que o universo
tinha que ser assim?

Por que…
o ciclo da fome,
a dança do predador e da presa,
a lágrima da vítima servindo
à glória do algoz?

Isso é perfeição?
Ou é apenas
a falha inevitável
de quem cria mundos físicos?

Será que…
a própria matéria carrega em si
a impossibilidade de ser perfeita?

Será que…
não há como existir vida perfeita
em um mundo que, por definição,
precisa de colisão,
de atrito,
de gravidade,
de começo…
e fim…
para simplesmente existir?

Quem arquitetou essa engrenagem?
Por que escolheu a dualidade
ao invés do Uno absoluto,
pleno, harmônico, sem rasgos?

Foi limite?
Deficiência?
Ou intenção?

Será que…
o Criador deste universo
é também uma criatura
de algo ainda maior?
Que também… não sabe responder?

Se a natureza é perfeita…
Por que o jacaré devora o pato?
Por que o gato caça o rato?
Por que a dor da presa
parece sempre maior
do que o prazer do predador?

Será que a dor…
é o combustível oculto,
um elo invisível,
sem o qual
o próprio tecido da existência
não se sustentaria pulsando?

E então me pergunto…
no silêncio mais profundo
da minha consciência:

❝Seria possível existir um universo
onde a vida fosse perfeita…
sem dor, sem perda, sem fim?❞

Se não…
— então que tipo de Deus seria capaz
de sonhar com o imperfeito…
e chamar isso de Criação?

Se sim…
— então onde está esse outro universo?
Ou será…
que só existe dentro daquilo
que chamamos de Espírito?

E se for assim…
Então por que raios estamos aqui…
experimentando o contrário…?

ASSIM NASCEM OS ANJOS


Em algum lugar, um novo país nasce — com muitas cores e várias raças.


Em assembleia, os líderes desse nascente país, incomodados com a diversidade do povo, se reúnem e decidem que determinados grupos da sociedade são inferiores devido à sua cor, religião ou origem humilde.


Bombardeado com propagandas pseudocientíficas encomendadas, piadas racistas em programas de televisão e reuniões de família, além de mitos e deuses religiosos criados com os traços e os valores desses líderes, parte do jovem povo começa a interpretar que aquilo é realmente verdadeiro. Que aqueles grupos são, sim, intelectual, racial e moralmente inferiores e, portanto, não são merecedores de respeito e empatia.


Os grupos estigmatizados começam, então, a ter dificuldades para encontrar emprego e, quando encontram, geralmente recebem salários muito mais baixos que os demais — sempre em profissões de pouco ou nenhum reconhecimento dentro da sociedade.


Como consequência, tem o acesso aos serviços básicos prejudicado.


Empurrados para as periferias, sem casa própria, sem acesso à água, esgoto, saúde, segurança, justiça, cultura ou educação transformadora, não conseguem aparecer. Não de forma positiva. Toda a estrutura à sua volta tem o único objetivo de inviabilizar seu desenvolvimento.


Comem mal.
Dormem mal.
Sonham mal.
Relacionam-se mal.
Morrem mal.
E como morrem!


Subir um degrau qualquer na escada social não é explicitamente proibido, mas é praticamente impossível. Os grupos são capazes, mas foram desacreditados de tal modo que às vezes chegam eles próprios a desacreditar. Mesmo assim lutaram. Lutaram muito. Sem muito sucesso.


E os líderes tornaram-se a elite do jovem país.


Gente apta, meritocrática, com uma superioridade moral e ética de causar inveja a qualquer humanista.E confirmam, orgulhosos, a decisão tomada inicialmente e que serviu de base para a nova nação:


— Tá vendo como tínhamos razão!

"deveria haver um pre-requisito antes de certas pessoas tentarem ser pai ou mãe...assim teríamos pais de verdade e filhos bem melhores e como consequência..um mundo melhor."

"As vezes, o poço nem é tão fundo assim, só é difícil de sair sozinho, porém, poucos te jogam a corda, enquanto a maioria te jogam terra."

Nós, os livros e a vida.


A vida é assim: somos como livros.
Lemos, e somos lidos.
Vamos escrevendo nossa história, e somos escritos por Deus também;
Lá um dia, seremos fechados e depositados numa grande estante, onde já se encontram outros livros.
Mas por ali sempre vai passar alguém que irá tomar um livro daqueles e o lerá.
E o que aprender daquela história lhe ajudará na escrita e compreensão do próprio ser.
Somos letras, e escrita. Somos como livros.
Assim é a vida.


(Fabi Braga, 15 e 16/11/2025)

Um corpo ideal refere-se à circunstância em que a cabeça pode assumir a função de uma perna, assim como uma perna pode desempenhar o papel de uma cabeça.