Nao Magoe uma Mulher
Confesso que, por mais que eu tenha me preparado para essa notícia, eu não consigo lidar com ela.
Talvez eu tenha que ligar um piloto automático, desses que funcionam só porque não há outra opção.
No momento em que eu mais preciso de ajuda, eu preciso me fazer de ajuda para você.
E eu nem sei como.
Estou eu, pela vida, me arrastando… um dilema cruel.
Enquanto eu vivo todos os dias tentando não desistir de viver,
lutando contra esse vazio que corrói por dentro,
você vai ter que lutar pela vida — pela sua vida — com algo físico, concreto, visível.
E dói pensar que o que você tem no corpo, eu tenho na alma.
E o da alma não dá pra remover, não dá pra operar, não dá pra extirpar.
É uma ferida que sangra sem aparecer, que grita sem som, que pesa sem ter forma.
Ainda assim, eu tenho que ser forte.
Firme.
Positiva.
Por você.
E eu não sei como fazer isso, mãinha.
Mas eu estou aqui.
Mesmo quebrada, mesmo cansada, mesmo no limite…
Eu estou aqui.
Por você.
A anedonia é como um apagão silencioso dentro de mim.
Não leva embora apenas a alegria — ela leva o brilho, o impulso, o gosto das coisas que antes me moviam.
É estranho existir assim: lembrar do que um dia me fez sorrir e, ao mesmo tempo, não sentir mais nada.
É como tocar uma memória com as mãos, mas não conseguir alcançar o sentimento que deveria acompanhá-la.
Por fora, tudo parece igual.
Por dentro, é como se alguém tivesse apertado um botão e desligado a parte da alma que reage, vibra, celebra.
Não é falta de vontade.
Não é frescura.
É não conseguir sentir.
É olhar para momentos que deveriam me encantar… e não sentir absolutamente nada.
É querer participar da vida e, ao mesmo tempo, se perceber distante, apagada, desligada do próprio corpo.
A anedonia não rouba só o sorriso.
Ela rouba o caminho que leva até ele.
E é dessa prisão silenciosa que, todos os dias, eu tento me libertar.
A felicidade ocupa muito espaço.
Sendo assim não sobra espaço ou muito menos tempo para sentimentos ruins ou a vida alheia .
Ocupe-se em ser feliz!
A Visão do Beijo: Conexão Além do Toque
Imagine que, ao beijar, você não apenas toca outro corpo, mas atravessa uma porta invisível. A primeira sensação não é de um simples contato físico, mas de um mergulho profundo nas camadas da alma. É como se, por um breve momento, o mundo ao redor desaparecesse, e tudo o que restasse fosse a energia pura entre duas pessoas.
Nesse instante, cada movimento, cada suspiro, carrega em si uma troca silenciosa. Não é apenas o desejo que se acende, mas a consciência de que algo maior se faz presente. O beijo é uma troca de essências, um momento onde o corpo não tem fronteiras, onde os corações falam uma língua secreta.
Ali, o que importa não é o impulso, mas a entrega genuína. Não é o prazer imediato que buscamos, mas a profundidade de estar com o outro, de se deixar conhecer e de conhecer. O beijo é, então, o reflexo de tudo o que está guardado dentro, um convite à vulnerabilidade e à união.
É por isso que, ao beijar de verdade, você não pode simplesmente tocar qualquer pessoa. Só se você sentir que a alma do outro também está disposta a se mostrar, a se entregar. Quando isso acontece, o beijo se transforma. Ele não é só o movimento de lábios, mas o encontro de duas almas dispostas a se encontrar além da pele, a se tocar em um nível mais profundo.
Esse é o poder do beijo: a capacidade de nos levar a um lugar onde somos mais do que corpos, mais do que a materialidade do momento. Somos alma, energia, conexão.
Sorria e finja que não doeu.
Respira fundo e acredita que não aconteceu.
Fecha os olhos e reza pra que o tempo seja generoso e te faça esquecer rapidamente.
Levante, arrisque,tente,enfrente,lute, ganhe asas, voe,supere, mas não fique no chão lamentando pelo que se perdeu.
O surreal conforta a minha alma fadada ao desespero de ter saudades do que não vivi, do que não senti, ou do que não provei, e tomo a escrever minha história sobre um céu anil de nuvens claras, temendo a chegada da noite, pois, o sol me afaga.
Filho, não me importa o que você sente por mim, se me ama ou se me odeia, se me despreza ou se me admira, o importante pra mim é que você saiba que eu te amo!
A gente pode conduzir um cavalo ao rio, mas não pode obrigá-lo a beber.
(O Fio da Navalha)
Há um lugar dentro de mim que não tem nome.
Não é sombra nem luz — é um silêncio que pulsa, como se guardasse o segredo de todas as respostas que nunca tive coragem de perguntar.
Ali, as memórias não se mostram em ordem, mas em fragmentos que se repetem como ondas. Cada lembrança traz um peso diferente, e cada peso molda um pouco mais quem sou. É um território onde o tempo não existe, mas onde cada instante tem o peso de uma eternidade.
Não é um lugar para visitas apressadas.
É preciso entrar devagar, com a respiração contida, aceitando que algumas verdades não se dizem — apenas se sentem.
Ali, o choro não é tristeza, é purificação. A dor não é inimiga, é guia. E a solidão não é ausência, é presença ampliada de si.
Talvez, no fundo, essa profundidade seja o que me mantém viva.
Porque é ali que encontro a mim mesma antes que o mundo me peça para ser outra.
Não me move, meu Deus, para querer-te
O céu que me hás um dia prometido:
E nem me move o inferno tão temido
Para deixar por isso de ofender-te.
Tu me moves, Senhor, move-me o ver-te
Cravado nessa cruz e escarnecido.
Move-me no teu corpo tão ferido
Ver o suor de agonia que ele verte.
Moves-me ao teu amor de tal maneira,
Que a não haver o céu, ainda te amara
E a não haver o inferno te temera.
Nada me tens que dar porque te queira;
Que se o que ouso esperar não esperara,
O mesmo que te quero te quisera.
Cuidado ao orar por fé, humildade e sabedoria.
Sem provações, não se fortalece a fé;
Sem oposição, não há humildade;
Sem momentos difíceis todos são sábios.
Eu aprendi a aceitar os erros e as diferenças das pessoas.Mas ainda não aprendi a aceitar os meus erros e as minhas diferenças.
Não é estranho como um livro fica mais grosso depois de ser lido várias vezes? Como se cada vez ficasse algo grudado entre suas páginas. Sensações, pensamentos, ruídos, cheiros… E então, quando folheia novamente o livro depois de muitos anos, você descobre a si mesmo ali, um pouco mais novo, um pouco diferente, como se livro tivesse guardado você, como uma flor prensada, estranha e familiar ao mesmo tempo. (No livro Sangue de Tinta)
Não se ENGANE com meu olhar, meus jestos meus sorrisos, as PESSOAS nem sempre são oque parecem SER. Fassa por MERECER que eu fasso a amizade VALER. No jogo da AMIZADE não existe falsidade, existem os AMIGOS, os ESPERTOS, e os eternamente ILUDIDOS.
Sem Reembolso
O tempo não espera troco,
não aceita devolução.
Cada segundo gasto
é um passo sem retorno,
um eco que some no vão.
Ou se vive, ou se perde.
Ou se lança ao agora,
ou fica contando migalhas
do que não foi.
A vida não se guarda em bolsos fundos,
não se deixa para depois.
É fogo que pede sopro,
rio que exige corpo,
vento que chama voz.
O relógio não faz acordos,
nem as horas dão desconto.
A urgência é hoje.
O tempo,
esse, já foi.
Deixe Que o Amor Transborde
Deixe que o amor transborde,
como um rio que não tem fim,
pintando a vida de cores
que o coração nunca viu assim.
Deixe que cada gesto seja um traço,
cada palavra, uma cor no ar,
pinte a alma com o abraço
que só o amor sabe entregar.
Não tema as tintas que se espalham,
não tenha medo de se perder,
pois só quando o amor transborda
é que podemos realmente entender.
Deixe que o amor transborde,
sem medo, sem pressa de parar,
ele vai colorir os caminhos,
e ensinar a beleza de amar.
Rio de Gente
O rio corre, mas não é de água,
é de passos, vozes, multidão,
deságua em esquinas, sobe calçadas,
se espalha em ondas pelo chão.
O tempo escorre sem despedida,
como quem parte sem olhar,
mais um dia que se dissolve
nas luzes pálidas do lugar.
Mas há um sonho que não se apaga,
uma chama acesa a resistir,
pois tudo que é vivo se refaz,
e tudo que é rio aprende a seguir.
