Nao Magoe um Alguem
Em qualquer lugar onde estiver, sempre vai encontrar alguém que se acha de perfeito, mas carrega consigo atitudes cruéis e rebaixa a todos para estar feliz, cabe a ti saber lidar com a diversidade do mundo, pois, cada um tem a sua forma de encontrar a felicidade.
Daniel Perato Furucuto
[... Existem várias formas de apaixonar-se, por alguém. A quem apaixona-se pelo sorriso, pelo olhar, pelo jeito de falar, pela forma de dançar, pelas atitudes, pelos lábios, pela fisiologia, pela forma de confeccionar os alimentos...]
[Daniel Perato Furucuto]
Cada vez mais entendo menos sobre a vida, pensei que ser o motivo de alegria de alguém, fosse uma obra de bondade, realmente uma coisa não tem nada a ver com a outra. Agora percebo que é desnecessário sacrificar-se pela felicidade de outra pessoa. Tu não recebes o mínimo valor que devia merecer. Com certeza o mundo é egoísta, as pessoas só pensam nelas.
Daniel Perato Furucuto
Antes de criticar ou julgar alguém, escuta sabiamente e use a tua mente de forma limpa para condená-lo das acusações que recaem sobre ele. E Lembre-se "um julgamento menos digno tira nos a ética".
Daniel Perato Furucuto
É Preciso ter cuidado no teu julgamento, antes de condenar alguém, saibas que muitas vezes os inocentes têm o azar de estar no lado errado da justiça.
É muito fácil magoar alguém, difícil é reconhecer as atitudes erradas e pedir Perdão, porque o orgulho mata a parte Humana dentro da Alma.
Para tratar a minha dor, tive de esperar alguém primeiro tratar a sua dor que era parecida com a minha, como forma de adquirir a experiência para proceder. Mas, quando a dor desse alguém parou, tentei tratar a minha, mas já havia se alastrada até aos locais mais sensíveis do meu organismo, sendo assim, não foi preciso aplicar os mesmos procedimentos para tratar a minha dor. "Na vida é preciso ganhar tempo, é inútil esperar por coisas alheias". Furucuto, 2024.
É preciso deixar de correr atrás de alguém ou de pessoas, vamos correr atrás dos nossos sonhos. Pois, como sempre digo, nunca tenha medo de perder o que já está perdido. Furucuto, 2025
O INVENTÁRIO DE NÓS
Por Marco Arawak
Há períodos da vida em que parece que alguém entrou em nossa casa enquanto dormíamos e mudou algumas coisas de lugar. Tudo continua reconhecível, mas já não encontramos facilmente aquilo que procuramos. Uma lembrança surge onde não deveria estar. Uma ausência ocupa um espaço antes insignificante. Uma antiga certeza perde a posição que tinha dentro de nós.
Talvez o desencanto comece assim: não como uma ruptura, mas como a percepção de que aquilo que sustentava nossa maneira de compreender o mundo já não permanece intacto.
A casa continua de pé.
Somos nós que já não sabemos exatamente como habitá-la.
Carregamos conversas, escolhas, desilusões, expectativas frustradas e vínculos que mudaram de forma. Nem sempre sabemos imediatamente o que fazer com tudo isso. Algumas lembranças permanecem próximas; outras tentamos esconder. Mas aquilo que não nomeamos continua participando de nós, às vezes de maneiras que só percebemos muito tempo depois.
A memória também tem seus quartos sem luz.
Por isso, chega um momento em que precisamos examinar o que carregamos. Não para transformar cada experiência em ensinamento, nem para encontrar uma explicação para tudo, mas para distinguir o que ainda nos pertence daquilo que mantemos apenas porque nunca paramos para escolher.
Há coisas que permanecem conosco sem jamais terem sido escolhidas.
Aceitar que certas relações se afastaram, que alguns projetos terminaram e que nem tudo pode ser corrigido pela nossa vontade não significa considerar justo o que aconteceu. Significa reconhecer os limites do nosso controle e começar a fazer as pazes com aquilo que não podemos modificar.
Nem toda ausência pede preenchimento.
Algumas pedem apenas reconhecimento.
Talvez escrever seja uma maneira de realizar esse inventário. A palavra aproxima o que estava confuso, dá contorno ao que permanecia sem nome e nos permite olhar para uma experiência sem aumentá-la nem diminuí-la. Escrever não muda o que aconteceu. Muda, às vezes, o lugar de onde conseguimos olhar para o que aconteceu.
E há coisas que só se tornam compreensíveis quando encontram linguagem.
Reorganizar não é apagar. É escolher o que merece permanecer perto, o que pode ser guardado mais longe e o que já não precisa ocupar nossa atenção.
Algumas lembranças permanecem.
Outras perdem a centralidade.
Não porque tenham deixado de existir, mas porque deixaram de governar.
Há sentimentos que precisam ser compreendidos antes de serem deixados para trás. Há vínculos que encontram outra forma de existir. Há portas que, depois de algum tempo, já não precisamos manter abertas.
Nem tudo o que se fecha precisa ser lamentado como perda.
Às vezes, fechar também é uma forma de cuidado.
Maturidade talvez tenha menos relação com esquecer do que com aprender a distribuir o peso do que vivemos. O desencanto pode permanecer na história sem determinar quem somos. Uma ausência pode ser reconhecida sem transformar-se em vazio permanente. O passado pode continuar verdadeiro sem ocupar sozinho o presente.
O que aconteceu não precisa desaparecer para deixar de ocupar o centro.
Também precisamos, às vezes, do silêncio. Não necessariamente para encontrar respostas, mas para escutar aquilo que o ruído costuma encobrir. Quando diminuímos a pressa de corresponder às expectativas alheias, algumas perguntas começam a aparecer.
É curioso como, quando tudo silencia, certas verdades fazem menos barulho e dizem mais.
O que ainda faz sentido?
O que mantenho apenas por receio de perder?
O que realmente pertence à minha história?
Nem sempre encontramos respostas. Algumas perguntas permanecem conosco durante anos, mudando de significado à medida que nós também mudamos. Mas perguntar já altera alguma coisa. Devolve à consciência aquilo que o hábito havia decidido por nós.
Há perguntas que não querem uma resposta imediata.
Querem tempo.
Talvez coragem seja justamente isso: não viver sem receio, mas não permitir que ele escolha sozinho o que permanece.
O receio pode bater à porta.
Não precisa receber as chaves.
Não somos obrigados a transformar toda despedida em explicação, nem todo encerramento em começo. Algumas coisas simplesmente terminam. E talvez precisemos apenas reconhecer que existiram.
Nem todo fim precisa de uma última palavra.
Às vezes, o silêncio é a única forma honesta de encerrá-lo.
No fim, continuar não significa reconstruir quem éramos antes. Há experiências que mudam nossa maneira de olhar, de escolher, de permanecer e de partir. Depois delas, a antiga disposição das coisas já não volta exatamente ao lugar.
Então aprendemos a viver de outra maneira.
Não necessariamente mais fácil.
Apenas mais nossa.
Talvez seja essa a parte mais silenciosa do amadurecimento: compreender que também somos feitos das escolhas que fazemos diante do que nos aconteceu.
O passado nos oferece matéria.
Mas não deveria escrever sozinho o que somos.
Esse é o verdadeiro inventário de nós: o que recebemos, o que nos atravessou, o que deixamos partir e o que, conscientemente, decidimos conservar.
Nem tudo merece permanecer.
Nem tudo precisa ser esquecido.
Há uma diferença entre carregar uma lembrança e continuar vivendo dentro dela.
No fim, não somos apenas o conjunto do que nos aconteceu. Somos também a maneira como damos destino ao que aconteceu.
E talvez seja justamente aí que alguma coisa se abre.
Não uma resposta.
Não uma promessa.
Apenas a possibilidade de continuar, levando conosco aquilo que ainda reconhecemos como nosso e deixando para trás, sem culpa, aquilo que já cumpriu o seu tempo.
Porque, às vezes, amadurecer não é acrescentar mais alguma coisa àquilo que somos.
É finalmente saber o que podemos deixar de carregar.
Sorriso pede reciprocidade. Quando alguém sorrir pra você, responda com outro sorriso. Assim a vida será mais feliz.
Viver por muito tempo ao lado de alguém exige humildade, tolerância, respeito, empatia, afeto, sabedoria, resiliência e disciplina.
Enfim, exige muita paciência e são poucos os que estão dispostos a viver assim.
Cada pessoa deve fazer o que a deixa feliz. O importante é encontrar alguém que também pense como ela.
Não tem como todo mundo pensar igual, somos seres humanos, cheios de sonhos diferentes.
Viva a diversidade!
Quando você vai na rede social e vê a foto de alguém feliz com alguma conquista, tem duas opções:
1. Você olha com desdém e pensa: "Como ele(a) conseguiu isso? Nem ficou tão bom. Ah, eu faria bem melhor."
2. Você olha, sorri e pensa: "Uau, que legal!!!. Que bom que deu tudo certo."
Se você consegue agir de acordo com a opção 2, então você está amadurecendo como ser humano.
"A humanidade do ser humano é construída ao longo da vida."
Cada ser humano tem sua própria visão de vida e é importante encontrar alguém que olhe para este mundo da mesma forma que observamos.
Quando os sentimentos oferecidos a alguem ultrapassam a barreira da lógica nas nossas vidas, é porque não é mais sentimentos, é amor.
O INVENTÁRIO DE NÓS
Por Marco Arawak
Há períodos da vida em que parece que alguém entrou em nossa casa enquanto dormíamos e mudou algumas coisas de lugar. Tudo continua reconhecível, mas já não encontramos facilmente aquilo que procuramos.
Uma lembrança surge onde não deveria estar.
Uma ausência ocupa um espaço antes insignificante.
Uma antiga certeza perde a posição que tinha dentro de nós.
Talvez o desencanto comece assim: não como uma ruptura, mas como a percepção de que aquilo que sustentava nossa maneira de compreender o mundo já não permanece intacto.
Carregamos conversas, escolhas, desilusões, expectativas frustradas e vínculos que mudaram de forma. Nem sempre sabemos imediatamente o que fazer com tudo isso.
Algumas lembranças permanecem próximas; outras tentamos esconder. Mas aquilo que não nomeamos continua participando de nós.
Por isso, chega um momento em que precisamos examinar o que carregamos. Não para transformar cada experiência em ensinamento, mas para distinguir o que ainda nos pertence daquilo que mantemos apenas por hábito.
Aceitar que certas relações se afastaram, que alguns projetos terminaram e que nem tudo pode ser corrigido pela nossa vontade não significa considerar justo o que aconteceu.
Significa reconhecer os limites do nosso controle.
Talvez escrever seja uma maneira de realizar esse inventário. A palavra aproxima o que estava confuso, dá contorno ao que permanecia sem nome e permite olhar para uma experiência sem aumentá-la nem diminuí-la.
Reorganizar não é apagar. É escolher o destino de cada coisa. Algumas lembranças permanecem; outras perdem a centralidade.
Há sentimentos que precisam ser compreendidos antes de serem deixados para trás.
Há vínculos que encontram outra forma de existir.
Há portas que já não precisamos manter abertas.
Maturidade talvez tenha menos relação com esquecer do que com aprender a distribuir o peso do que vivemos. O desencanto pode permanecer na história sem determinar quem somos. Uma ausência pode ser reconhecida sem transformar-se em vazio permanente. O passado pode continuar verdadeiro sem ocupar sozinho o presente.
Também precisamos, às vezes, do silêncio. Quando o ruído diminui, surgem perguntas que evitamos enquanto tentávamos corresponder às expectativas alheias: o que ainda faz sentido?
O que mantenho apenas por receio de perder?
O que realmente pertence à minha história?
Nem sempre encontramos respostas. Mas perguntar já modifica nossa relação com o que vivemos.
Talvez coragem seja justamente isso: não viver sem receio, mas não permitir que ele decida sozinho o que permanece.
Não somos obrigados a transformar toda despedida em explicação, nem todo encerramento em começo. Algumas coisas precisam apenas ser reconhecidas e encontrar seu lugar na nossa história.
No fim, continuar não significa reconstruir quem éramos antes. Significa compreender que também somos feitos das escolhas que fazemos diante do que nos aconteceu.
Talvez esse seja o verdadeiro inventário de nós:
o que recebemos,
o que nos atravessou,
o que deixamos partir e
o que, conscientemente, decidimos conservar.
Não somos apenas o conjunto do que nos aconteceu. Somos também a maneira como damos destino ao que aconteceu.
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