Nao Machuque o meu Coracao
E o tempo instruiu-me...
Caminhar com direitos dentro do meu juízo
Erguer-me sobre efeitos dos sonhos esculpidos
Prestar-me agradecida pelo tempo vivido
Soltar-me em liberdade onde meus pés alcançarem
O Meu Palácio
Coloco dentro do meu palácio o que e quem eu quero:
O meu amado.
Alguns amigos.
Muita música
Muito riso
Muita dança
Uns bons filmes na minha cinemateca
Boas peças teatrais.
Uma excelente biblioteca
Muita paz
Algumas garrafas de Château de Beaucastel Châteauneuf-du-Pape
Alex Atala
E viva a minha fabulosa capacidade imaginativa.
Senta aqui comigo e encosta a cabeça em meu colo, fecha os olhos e me deixa contar uma história que não começa com “Era uma vez…” Começa - Por ti...
Senhor tu me sondas e me conheces ...
Pois tu formaste o meu interior
Tu me teceste no seio de minha mae .
Graças te dou , visto que por modo
assombrosamente maravilhoso me formaste .
Melanina Carioca
Minha cor é de canela
Meu palácio é na favela
E meu cheiro é de Brasil
Minha luz é de estrela
Vidigal é o meu país.
Minha voz é afinada
Minha dança ritmada
O meu hino é de amor.
Sou cantor, sou professor
Sou aluno e aprendiz
Sou do povo, gente simples
Vidigal é o meu país.
Sou o verso, o estribilho,
Sou o brilho
Sou o fuso e sou a roca
Sou melanina carioca.
Sou a pena, sou o giz
E Vidigal é o meu país.
Sou o bicho, sou a toca.
Sou melanina carioca.
Sou a derme, a epiderme.
Sou o olho, sou a boca.
Sou melanina carioca.
BEIJA-FLOR
Beija-flor, meu pé de amor-rosa
Murchou, secou, morreu
E na funda e infértil cova
Um espinheiro nasceu.
Beija-flor perdi o cheiro
Das minhas pétalas orvalhadas
Fiquei só sem bom proveito
De sonhar nas madrugadas
Beija-flor estou em luto
E fechei meu coração
Não procuro e nem busco
Pra viver, uma razão.
Beija-flor vem me ensinar
A procurar novo jardim
Sem um amor-rosa pra cheirar
Minha dor não terá fim.
O LADO BOM DA VIDA
O lado bom da minha vida?
Segredar-te-ei.
Salto; danço; canto e rio
O meu salto é triplo
No sentido exato da palavra.
Ele tem a altura, a largura e o comprimento
Da minha alma em delírio.
A minha dança é compassada
Ensaiada. Milimetricamente ritmada
Com as batidas do meu coração enamorado.
O meu canto é suave.
Tem a melodia da vida que escorre
E revolve as profundezas do meu ser.
E meu riso é um rio
Caudaloso
Não é temporário não senhores.
É perene.
E ressoa no infinito
Como um grito
De alegria.
E de liberdade
Do pensar
Do viajar nas asas
Dos sonhos
Sou a eterna viajante
Do Universo.
O meu verso
Eu o trouxe das estrelas.
Sou uma intrusa
Não sou daqui.
O lado bom da minha vida?
Ah! Ela é toda boa.
Quando minha loucura
Tocou na tua
Pela primeira vez,
Meu peito foi responsável
Pela batida
Do samba
[enredo
De mil carnavais.
acalmar minha mente subconsequente delinquente meu subconciente me faz pensar e desfocar minha atenção sobre os olhares da ilusao da matéria que reina sobre a terra, minha mente pensamentos eloquentes eu ja nao sei mais oq fazer, essa situação q esta me atrapalhando de montao. eu penso em rimar e bocejar. alegria quero estar meu sorrizo mostrar para o mar e as ondas, toda terra selebrar a liberdade de mais um filho que tenta ser feliz,...
Desculpas o meu mal tempo , as minhas tempestades. As vezes eu só preciso nublar , preciso chover para esvaziar, esvaziar nuvens pesadas que quando esvaziam ficam tão brancas que tenho a impressão que elas jamais vão ficar pesadas de novo, depois de vazias elas ficam iguais algodão ,algodão macio capaz de passar sobre a pele sem machucar , mas quando acha que vai ficar pra sempre brancas, elas voltam a se encher de novo, encher ate ter que esvaziar de novo.
Inocências Feridas
O meu olhar,
A minha voz
O meu grito mudo de dor.
O meu eu aflito
A minha inquietude
A minha prece
Vão hoje para as crianças.
Que padecem
Por conta do maltrato,
Dos adultos perversos.
Crianças vítimas das guerras
Das pestes
Da fome
Da exclusão social que extermina seus sonhos
Suas cirandas.
Suas esperanças
Filhas de uma sociedade egoísta
Que nem as migalhas da sua mesa é capaz de repartir.
Dos governos soberbos e tiranos
Desumanos
Que se autodenominam salvadores
Enquanto roubam e mentem,
E se enriquecem
Enquanto apodrecem
Nas ruas e nos lixões
Crianças indefesas.
Que salivam atrás de uma vitrine
E expelem vermes
Enquanto se espremem
Em cubículos ínfimos
Do tamanho das consciências dos governantes.
Nas favelas.
Expostas às dores
Maiores que suas almas.
Enormemente maiores que a nossa bondade.
Crônica para Luíza
Luíza foi meu luzeiro por bons janeiros.
Amiga, derramava no olhar tanto afeto
Para mim
Como se filha dela eu fosse também.
Além do riso, tinha a fala, tinha o gesto
Um certo quê de bem-aventurança
E por ser uma mulher forte, foi meu norte
Em dias turbulentos de adolescente perdida
Sentava-me com Luíza e recebia conselhos
E atenção.
“Filha, por ali não”, ou “sim filha, você está certa,
mas pode melhorar se fizer de outra maneira.”
Ganhava-me, então, e corria a atender sua vontade.
Com uma sólida liberdade.
Transitei na sua casa e na sua vida
Por isso, Luíza esteve no meu coração
Por todos esses anos em que a vida nos separou
E o tempo não apagou minhas doces lembranças
Do amparo que eu recebi de Luíza
Quando eu mais precisei.
Ela esteve lá, presente nos meus domingos
Que seriam vazios e doloridos sem a sua força.
Agora ela partiu para sempre.
Não sem deixar-nos seu legado
De fé e esperança.
Na vida, nas pessoas, no amor.
E eu tenho certeza
Que a beleza da alma de Luíza
Espalhou-se por aqui e nunca mais
Vai se extinguir.
SOU EU
Fiquei perdida entre as tuas coisas
Magníficas ou pequenas. Por pouco
Achavas o meu riso solto ou embrulhado
No papel que escrevias os teus versos.
De amor não pude tecer nosso namoro
Debruçada na janela da tua alma embebida
Nas paixões que entornaste toda a tua vida.
No trovejar da voz que soltas quando atinges
O ápice do amor. Então, navego por telepatia
Na mesma magia.
Não é comigo, mas atinjo, também, grande ironia
O auge de ser troca, ser o outro, ser um só.
E quando sentes o arrepio de uma alma que te busca e
Beija-te até secar todo o desejo.
Afaga-te tanto que desemboca noutro lampejo
De mais querer. E tudo se repete.
Infinitamente,
Em pensamento apenas, lamento.
Ai sou eu. Apenas eu.
você é o motivo da minha insônia mas também é motivo do meu sono mais tranquilo, mas sinceramente, a gente tem e sempre vai ter a escolha de pegar ou largar, ir ou ficar, se abraçar ou se soltar de vez.
Eu: Só queria,
que meu dia se findaria e
eu encontrasse mais uma vez
com você que iniciou na manhã
do meu pensamento e me trouxe
tantas alegria...
Mas meu dia foi tão atribulado que
estou quase sem forças pra orar...
Jesus: Eu comecei o dia com Você, segurei
a tua mão, o teu cansaço, mas foi passando
o dia, e você foi soltando da minha mão
quando o telefone tocou e você usou ira em suas
palavras com aquele seu amigo, chegou no seu trabalho e estressou com tantas folhas, agendamentos, com seu chefe...
Sabe porque eu soltei da sua mão? Porque em mim só há amor e eu não gosto de ira, raiva, confusões, porque isso não faz parte de mim, eu passei e passeei na terra, e carreguei todas as suas dores e enfermidades
naquela cruz, e eu sofri muito, mas ressustei e me tornei luz...E não há mão humana que descreva minha imagem de como eu passei na terra, eu me tornei luz para todos e estou com todos, me adore, me dê o seu amor, tenha amor pra dar, afaste-se de mal que rodeia seus pensamentos e sua vida, eu estou voltando pra fazer justiça, olhe pra uma cruz fazia e veja o que eu fiz por você, vazia, imensamente vazia, a cruz está fazia, eu sou o PAI, o FILHO e o ESPÍRITO SANTO.
é como se você fosse meu sol. todos os dias sem você são mais escuros, mais tristes.
Aparece nas manhãs e some aos fins de tarde...
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