Nao Machuque o meu Coracao

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ORAÇÃO DO TRABALHO

Senhor, venho lhe pedir que abençoe meu trabalho e de todas as pessoas que trabalham honestamente. Guia meus passos e não permita que sofra alguma queda, acidente, violência, maldade ou qualquer outro mal, no trabalho ou fora dele, para que possa retornar bem ao meu lar. Rogo-lhe renovar minhas forças, durante meu descanso, para que possa retornar novamente ao trabalho e prosseguir evoluindo, com amor, saúde, disposição, bondade, paz, alegria... Amém.

Tu és a frase mais linda do meu vocabulário. Amo-te
⁠

"Quando sonho contigo, o meu pesadelo é acordar.
Despertar-me de mim, olhar ao meu lado e ver que você não está lá.
Vivendo você, meu pesadelo é amar.
Sim, pois, viver sem quem se ama é o próprio ser amaldiçoar.
Odeio todo sonho, pois eles nos mostram que tudo àquilo que poderíamos viver é impossível alcançar.
Por vezes, parece-me, o próprio Deus priva-me de contigo sonhar.
Ao meu ver, é o mais terrível dos pecados, a felicidade de contigo, mesmo em noutra realidade, almejar.
Hoje sonhei contigo, mas quando desperto, senti todo o meu paraíso, em segundos, desvanear.
Só me recordo os lampejos, um seio, um beijo, o macio aconchego e da tez morena, o aveludar.
Maldição do homem, ter coração e poder amar.
Me amaldiçoa aquele ósculo, que jamais pude lhe dar.
O amor é ópio, é preferível ódio, por ser mais fácil de lidar.
Ter quem se ama, tentá-lo, não importa a gana, é demasiado mais fácil secar o mar.
Cada estrela do céu, por cem vezes e mais uma contar.
O próprio Sol, o invejoso de sua luz, amada minha, se apagar.
Quem sabe até o próprio firmamento despencar.
Hoje eu tive um pesadelo, sonhei que nos amávamos e eu lhe dava um beijo, só pude percebê-lo, ao acordar..."

A mata, que era o meu reino
Hoje é cinza e solidão
Onde eu rugia com brio
Resta o som do caminhão

As cercas vão me prendendo
Onde antes era o meu chão
E o homem vai esquecendo
Que somos parte do mesmo quinhão.

Peço que o olhar se transforme
Que o respeito possa voltar
Pois se a selva adormece
A vida vai se apagar

Não quero ser só gravura
Ou um bicho de museu
Quero ser força da natureza
No lugar que Deus me deu.

Ainda há tempo de cura
De plantar o que se perdeu
Para que a onça futura
Não diga o adeus que eu disse ao meu.

Como a magnitude do meu pecado é de ordem infinita por ofender a Deus, apenas um Salvador de dignidade infinita e mérito superabundante poderia operar a minha justa Redenção.

Meu encontro com Espinoza


Encontrei Espinosa em uma pequena sala iluminada pela luz de uma janela.
Sobre a mesa havia algumas lentes, papéis e um livro aberto.
Ele trabalhava em silêncio, como se o mundo lá fora pudesse esperar.
— Espinosa?
Ele levantou os olhos.
— Sim.
— Posso conversar com você?
— Se veio conversar, sim.
Se veio apenas procurar alguém que concorde com você, talvez seja melhor procurar outra pessoa.
Sorri.
— Então encontrei o homem certo.
Sentei-me diante dele.
— Quero começar por Deus.
— Os homens quase sempre começam por Deus quando, na verdade, desejam falar de seus próprios medos.
— Você acredita em Deus?
Espinosa deixou a lente sobre a mesa.
— Depende do Deus sobre o qual está perguntando.
— Do Deus que observa, julga, recompensa e castiga.
— Esse Deus se parece demasiadamente com os homens.
— Então qual é o seu?
Ele apontou para a janela.
— Você ainda pergunta “qual é o meu” como se Deus fosse alguma coisa que eu pudesse possuir.
Olhe para fora.
Olhei.
Havia árvores, céu, algumas pessoas caminhando.
— O que devo ver?
— Tudo.
— Deus?
— Natureza.
— É a mesma coisa?
— Deus ou Natureza. Uma única realidade infinita da qual você também faz parte.
Permaneci em silêncio.
— Então Deus não está olhando para mim?
— Você ainda deseja ser observado?
A pergunta me desconcertou.
— Talvez todos desejemos um pouco.
— Por quê?
— Porque queremos acreditar que alguém sabe que estivemos aqui.
Espinosa sorriu discretamente.
— Então talvez sua pergunta não seja sobre Deus. Talvez seja sobre solidão.
Aquilo me atingiu.
Mudei de assunto.
— Você foi expulso de sua comunidade.
Seu rosto permaneceu tranquilo.
— Fui.
— Não sentiu raiva?
— Naturalmente.
— Ódio?
— O ódio é uma tristeza acompanhada pela ideia de uma causa exterior.
— Isso parece muito filosófico para alguém que acabou de ser rejeitado pelas próprias pessoas.
Ele riu.
— A filosofia não elimina a dor.
— Então para que serve?
— Para que a dor não pense por você.
Fiquei olhando para ele.
Talvez aquela fosse uma das coisas mais difíceis que alguém poderia aprender.
— Espinosa, quero falar sobre liberdade.
— Fale.
— Eu acredito que sou livre.
— Por quê?
— Porque posso escolher.
— Escolher o quê?
— Minha vida. Minhas ideias. Aquilo que quero.
Ele inclinou-se para a frente.
— E você sabe por que quer aquilo que quer?
Parei.
— Nem sempre.
— Então talvez seja menos livre do que imagina.
— Isso é cruel.
— Não. Cruel seria deixá-lo acreditar que uma corrente deixa de ser corrente simplesmente porque você não consegue vê-la.
— Então ninguém é livre?
— Eu não disse isso.
— O que é liberdade para você?
— Compreender.
— Só isso?
— Você acha pouco compreender aquilo que governa seus desejos, seus medos, sua raiva, suas paixões?
Pensei um pouco.
— Mas existe outra coisa, Espinosa.
Não somos determinados apenas por aquilo que existe dentro de nós.
Existe o mundo lá fora.
— Naturalmente.
— Um homem pobre e um homem rico podem possuir a mesma razão, mas não possuem as mesmas possibilidades.
Espinosa ficou em silêncio.
Continuei:
— Não quero uma filosofia que diga ao homem explorado que basta compreender sua exploração para tornar-se livre.
— Nem eu.
— Porque compreender a corrente não necessariamente a quebra.
— Mas é difícil quebrar uma corrente que você sequer reconhece.
Concordei.
— Então primeiro compreendemos?
— E depois agimos.
— Juntos?
— Sempre que a razão nos mostrar que juntos somos mais potentes do que separados.
Chegamos finalmente ao ponto que eu procurava.
— Então você acredita no coletivo?
— Acredito que um homem racional não precisa desejar a fraqueza dos outros para sentir-se forte.
— Isso é quase política.
— Tudo aquilo que diz respeito à maneira como os homens vivem juntos acaba encontrando a política.
— E por que os poderosos usam tanto o medo?
Ele voltou a pegar uma lente.
— Porque o medo diminui a potência do homem.
— E um homem com medo obedece.
— Frequentemente.
— Então uma sociedade pode governar mantendo as pessoas assustadas?
— Pode. Pela religião, pela superstição, pelo inimigo, pela ameaça, pela ignorância.
— E como combatemos isso?
— Pensando.
— Apenas pensando?
Espinosa levantou os olhos novamente.
— Você tem uma estranha impaciência com o pensamento.
— Porque enquanto pensamos há gente sofrendo.
— E enquanto agimos sem pensar também.
Fiquei calado.
Ele tinha razão.
Mas não completamente.
— Pensar não pode virar desculpa para permanecer sentado enquanto existe injustiça.
— Concordo.
— Então precisamos agir.
— Sim.
— Mas agir racionalmente.
— Agora você começa a me compreender.
Olhei novamente pela janela.
— Espinosa, o que é alegria?
Dessa vez ele sorriu de verdade.
— A passagem para uma maior potência de existir.
— Então felicidade não é possuir?
— Você conhece pessoas que possuem muito e vivem miseravelmente?
— Muitas.
— Aí está parte da resposta.
— E amor?
Ele ficou alguns segundos em silêncio.
— Alegria acompanhada pela ideia de uma causa exterior.
— Você transforma até o amor em filosofia.
— E vocês transformam filosofia em frases românticas.
Nós dois rimos.
Levantei-me para ir embora.
Antes de sair, voltei-me para ele.
— Tenho uma última pergunta.
— As últimas perguntas costumam ser as primeiras disfarçadas.
— Depois de ter sido rejeitado, condenado e incompreendido, você ainda acredita no homem?
Espinosa olhou para as próprias mãos.
— Eu tento compreendê-lo.
— Isso é acreditar?
— Talvez seja mais difícil.
Caminhei até a porta.
— Espinosa?
— Sim?
— Acho que descobri uma coisa.
— Diga.
— Talvez liberdade não seja simplesmente fazer aquilo que queremos.
Ele esperou.
— Talvez liberdade seja compreender por que queremos, descobrir quem se beneficia dos nossos medos e, depois disso, encontrar outros homens dispostos a construir conosco uma vida em que ninguém precise diminuir para que outro possa sentir-se grande.
Espinosa permaneceu em silêncio.
— Você concorda?
Ele sorriu.
— Por que precisa que eu concorde?
Saí rindo.
Do lado de fora, o mundo continuava cheio de homens convencidos de que eram livres simplesmente porque podiam escolher entre caminhos que outros haviam desenhado para eles.
E pensei que talvez Espinosa tivesse me deixado a pergunta mais incômoda de todas:
quanto daquilo que chamamos de liberdade é realmente nosso?
Talvez a liberdade comece justamente quando temos coragem de investigar essa pergunta.
Não para fugir do mundo.
Mas para compreendê-lo suficientemente bem para não sermos governados pelo medo.
E, quem sabe, transformá-lo.


ESPINOSA — A LIBERDADE
Espinosa me fez desconfiar daquilo que chamo de liberdade. Ser livre não é simplesmente fazer o que quero, mas compreender meus desejos, meus medos e aquilo que tenta governar-me. Quanto mais compreendo, menos o medo decide por mim e mais livre me torno para escolher quem quero ser.

Por trás do meu sorriso
Por trás do sorriso de uma mãe atípica existe uma mulher que muitas vezes chora escondida para não preocupar ninguém.
Existe uma mãe que pesquisa, corre atrás, insiste, enfrenta portas fechadas e luta por direitos que deveriam ser garantidos sem precisar implorar.
Existe medo do futuro, preocupação com o presente e, ao mesmo tempo, uma esperança enorme de ver o filho conquistar seu espaço no mundo.
Eu aprendi que não preciso ser forte o tempo todo. Posso ter dias ruins, posso cansar, posso chorar. Isso não diminui o meu amor e nem a minha força.
Porque amanhã eu levanto novamente.
Não porque seja fácil, mas porque existe alguém que me ensina todos os dias que pequenas conquistas podem ser gigantescas.
Sou mãe atípica. E a minha maior inspiração é o meu filho. ❤️

Se necessário ou desejado, o produto adquirido, se for de qualidade, ganha importância.


(Meu filho, se você precisa de uma ferramenta e compra uma porcaria, você não tem um produto, você tem um problema)

O lado direito e o lado esquerdo dividem o mundo em partilhas, mas como ambidestro, uno ambos os meus braços no mesmo ofício do carpinteiro: moldo a matéria com a sabedoria da paciência e extraio do barro a unidade da Verdade que edifica a vida.

Meu livro carrega mais verdade do que muita gente por aí. Tenho mais sabedoria do que muitos homens que se acham sábios. Enquanto uns julgam, eu entendo. Enquanto muitos falam, eu vivo. Enquanto a maioria finge, eu carrego cicatrizes. E mesmo assim, sigo em paz, porque o meu conhecimento vem da dor, da fé e da prática.
Isaque Ramon Correia Claudio

"É cruel ver centenas de pessoas passarem ao meu lado diariamente e fingirem que sou invisível, enquanto a fome me obriga a engolir o produto que deveria pagar as minhas contas."

"Caminho sob o sol para construir o meu futuro, mas a indiferença de quem passa sem olhar transforma o meu sustento na minha única janta."

"A piada mais triste do meu dia é ter que comer o brigadeiro que fiz para vender, porque a crueldade do silêncio alheio não encheu o meu bolso, apenas o meu estômago."

"Passam todos os dias, debocham do meu grito de socorro em forma de venda, e ainda têm a audácia de pisar no que caiu para garantir que eu não tenha nem o que comer hoje à noite."

"Foram embora rindo do meu desespero, e a mim só coube rasgar o pão estragado pelo sol, alimentando o corpo com o único produto que sobrou de um dia feito de maldade e desamparo."

"O pão que deveria pagar o meu teto virou minha única refeição da noite, forçado goela abaixo pelo preconceito e pela ruindade de quem preferiu me humilhar a me estender a mão."

Já pensei em desistir de tudo, mas percebi que o sucesso e a superação combinam mais com meu traje para hoje e sempre.

"O julgamento alheio é apenas ruído externo; meu valor é uma construção que se faz por dentro."

Tenho inveja do meu futuro porque, no presente, percebo que poderia estar melhor, mas entendo que essa maturidade é fruto dos aprendizados oriundos dos erros do passado. Mudar a rota me levaria a um lugar sem sentido, porque onde não há dor, consequentemente não haverá amor! Falo de amor por quem somos, tanto com os erros quanto com os acertos.

Um abraço pode se tornar inesquecível, assim como meu amor por você.