Nao Machuque o meu Coracao

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Toda vez que eu ouvir você dizer não, meu amor vai concordar e dizer sim! E assim eu estarei com você nessa contradição mas, na negativa da tua boca acreditarei na força do meu coração.

Não me interessa o que
acontece ao meu redor,
quero ser todo o seu amor,
Você é a festa inteira
que desejo intensamente viver.


O meu coração latino
já a celebra o doce sentir
enquanto minh'alma
espera com a sua se fundir,
sob a Tinguaba a florir.


Pelo seu poder de diversão,
deixo-me entreter,
porque pelo meu
tu haverá de se de derreter,
e inteiro se render.


Um mora na mente
e no coração do outro
sem um minuto sequer
da gente se perder,
O amor é o prêmio
que a vida irá nos conceder.

Algo de mim é feito
do mar que não foi devolvido,
Levo no meu destino,
o signo de Condor que voa
porque não encontrou o par,
para ser o perene amor,
Condor só voa com Condor.

Não brinque com o meu fogo,

Sei brincar com a tua fantasia,

Não intente com o meu juízo,

Sei assumir com a grandeza

De ser diferente: sou poesia.



Não evite os meus beijos,

Sei buscar o melhor de ti,

Não invente [escapar...,

Sei farejar-te e irei atrás

Do aroma que eu senti.





Não disperso o desejo,

Sei salsear com a tua alegria

Não experimente esquecer,

Sei abraçar-te com jeito

De causar toda a energia.



No meu corpo tenho a sina,

Serei a tua sublime alcova,

Sou muito mais [alma

Do que você imagina:

Sou a loucura que fascina.



Sou gemido, sussurro e grito,

O incêndio mais elevado.

Eia, vulcão atrevido!

O meu corpo bem macio

É que te faz ainda menino.



Danço e rasgo o verbo,

A liberdade que me deste,

Peguei como um [laço,

Abraço com a vontade

De ter qualquer possibilidade.



Darei o meu melhor riso,

O meu inefável paraíso,

A liberdade que recebi;

O teu corpo terei a qualquer custo,

Na intensidade que me [atrevi].

⁠Não olho mais
para o calendário

Esperando por você
espalho o meu perfume

Como Lila florescida
sou absoluta poesia.

Da onde a minha ancestralidade
veio e por onde teve que caminhar,
não troco o meu Brasil Brasileiro
serenamente nenhum outro lugar.


Parte de mim também é indígena
e convicta sob a Timbaúba florida
tenho razões para me inspirar
seja na terra, na água ou no ar.


Não adianta insistir porque
a minha mente não vai mudar,
e o seu tempo comigo irá gastar.


Sei que tudo e todos passam,
e escolhi não deixar me perturbar
porque tudo e todos vão passar.

Eu sou o meu povo,
e o povo me é;
Não preciso de mandato
por onde passo;
Nada e nem ninguém
mais importa;
Não sou presença,
e sim História;
Nas linhas do destino
sou eu quem escrevo;
Nasci poeta enraizada:
(para o seu desespero).

Admito sem contorcionismo
que sei o meu lugar de fala,
que na minha idade tenho história,
e não tenho o florescer em primícia;
Transbordo sem a flor retórica,
enraizada e resistente a qualquer
estação com encanto e entusiasmo,
arfagem, pulsação e cheia de orvalho.


Por ti milimetricamente provocado,
intencionalmente tenhocada pingo
espargido para deixá-lo vulnerável,
e cheio de razão todo derramado.


Há tempos tudo tem sido calculado
em nome daquilo que pode ser
incorporado, comemorado e desfrutado
talvez por toda nossa existência.


Tudo ao redor faz o coração
renovado sentindo sem temor,
sem tremor, todo suplicante,
e convictamente insaciável:
da tua existência inteira capaz
de fazer da minha uma obra-prima,
tal como a colheita do Licuri intima.


No final, o que realmente importa,
é estar sob rendição da tua turgidez,
para depois com gratidão repousar
serena contigo em total languidez,
satisfeitos, orgulhosos e entregues
plenos como deuses na vida terrena.

⁠Te levo na balada romântica
deste meu peito,
Faço amor com as palavras
por não ter você por perto,
Acampo com a minha
tenda nômade no teu Universo
para tornar-me o mel
que teus lábios fiquem sedentos,
Assim vou dançando dia
e noite nos teus pensamentos.

⁠Não faço a menor
ideia se o amor
ainda está previsto
no meu destino,
Apreciando a copa
de um belo Angico
assumo mesmo
que tenho obstinação
de pôr romantismo
em tudo em nome
do sonho neste mundo
que por hábito vive
flertando com o absurdo.

⁠Versos Brancos


Para o teu corpo remar
no meu rio não precisa
ter só uma cor e nem rima,
Precisam ser somente
de todo o cor(ação),
Os versos brancos
explicam a magia
que existe entre
nós dois e a poesia.

⁠Não importa o tamanho,
a hora, o dia e nem mesmo
o meu estado de espírito,
um pedaço de Bolo de Brigadeiro
feito e oferecido com amor
sempre alimentará
a minha criança interior
com a genuína alegria
do nosso Brasil Brasileiro,
porque é capaz de fazer
do pior momento no momento
perfeito e trazer de volta
o sorriso com aconchego
com jeito e seu doce sabor.

⁠Não me esqueço de que

o Menino Jesus nasceu em Belém,

A minha poesia e o meu

dom de fazer o bem sempre

ofereço sem ver a quem,

É Natal e o importante não

desistir e sempre seguir além.

Faço eu mesmo o meu caminho. Não culpo ninguém pela minha falta de sorte. Afinal, a morte não é o fim de tudo.

“Meu berço de nascimento é o mundo. A ignorância foi quem criou fronteiras. Não cultivo falsos patriotismos.”

"O que guardo no meu íntimo não são bons pensamentos. Verbalizo e materializo apenas aquilo que fará o outro nunca me esquecer."

A velhice nos condena a estarmos conosco o tempo todo, e, meu amigo, se você não gostar de conversar consigo mesmo, vai acabar ficando maluco. Kkkkk

Meu corpo envelhece. Minha força acaba.
Minha vida passa. Mas os dons de Deus
não têm Prazo de validade.

Quimera Cinza

Dizem que o mundo nasceu em sete cores.

O meu esqueceu uma.

Não a mais bonita. Não a mais rara. Apenas aquela que fazia todas as outras parecerem vivas.

Desde então, tudo aqui existe em tons de cinza. O céu não ameaça chuva, ameaça permanência. As árvores não morrem; apenas desaprendem a crescer. As pessoas sorriem como quem assina um recibo.

Passei anos acreditando que algum caminhão estava atrasado.

Um simples lápis de cor.

Deveria chegar em qualquer manhã, descarregado por alguém distraído, e bastaria um risco torto sobre o papel da realidade para que tudo finalmente lembrasse que era primavera em algum lugar.

Mas os dias passavam.

E toda entrega vinha sem o pacote que importava.

Comecei a desconfiar que o atraso não era da estrada.

Era do próprio universo.

Então continuei andando.

Porque também me disseram outra coisa: existia um caracol. Um único. Em algum lugar impossível de encontrar. E quem tocasse sua concha deixaria de carregar o próprio peso. Não morreria do corpo primeiro. Morreria da espera. Como uma vela que finalmente entende que foi feita para apagar.

Passei a procurar o caracol.

Em cidades cheias demais para perceber o silêncio.

Em pessoas que juravam possuir mapas.

Em espelhos.

Principalmente nos espelhos.

Às vezes eu achava que estava perto. Via um brilho úmido no concreto, diminuía o passo, prendia a respiração…

Era apenas chuva.

Outras vezes confundia rastros com destino.

O curioso sobre perseguir uma quimera é que ela nunca precisa correr.

Você faz todo o trabalho por ela.

Enquanto isso, a tinta cinza continuava secando sobre tudo.

Descobri que o cérebro inventa cores quando passa tempo suficiente olhando para a ausência delas. Chama isso de esperança. Um defeito elegante da percepção. A mesma ilusão que faz marinheiros enxergarem terra antes da costa existir.

Talvez seja por isso que eu ainda acordava.

Não porque acreditasse.

Mas porque a imaginação sempre chega alguns segundos antes do desespero.

No fim, encontrei um velho caderno.

Folheei página por página procurando aquele lápis perdido.

Não havia espaço vazio onde ele deveria estar.

Nem marcas de que alguém o tivesse roubado.

Apenas uma observação escrita numa caligrafia que parecia ser minha, embora eu não lembrasse de tê-la feito:

“Você não está esperando uma entrega atrasada.

Está esperando uma lembrança de algo que nunca foi fabricado.”

Foi quando entendi.

O lápis não estava preso em alguma estrada.

Não havia caminhão.

Não havia fábrica.

Não havia catálogo.

Assim como o caracol.

Passei a vida procurando uma saída desenhada por alguém que jamais existiu.

E talvez seja essa a crueldade mais sofisticada do mundo:

não é que algumas pessoas morram sem encontrar o caracol.

É que certas almas sobrevivem para sempre porque perseguem uma criatura que o universo nunca teve a intenção de criar.

A cidade continuou cinza.

Eu também.

Mas agora já não olho para o horizonte esperando uma entrega.

Apenas caminho.

Como quem finalmente percebeu que algumas ausências não são atrasos.

São a arquitetura inteira do lugar.

"Para quem não me compreende: 'Não há dinheiro que valha a minha privacidade, o meu sossego, a minha paz!"