Nao Machuque o meu Coracao
A verdade é que tudo o que mais ansiara era não esboçar fingimentos em meu rosto e finalmente expressar verdade.
Em outro universo eu havia te esquecido a ti e á dor que deixaste ao ires embora, já não pensava em ti e nos teus doces olhos.
Nesse universo eu não oraria a Deus e a todas as entidades que me enchesse com a tua presença.
Eu queria acreditar e nas tuas palavras vazias e fingir costume.
Nós não somos iguais.
"Meu amor, eu não te quero de volta.
Roguei tanto para que não fosse; hoje, aos céus clamo para que nunca mais bata em minha porta.
Perdão, amor, mas eu não te quero de volta.
Meu peito, no seu aconchego, era um todo de alegria; hoje, ao pensar em ti, minh’alma chora.
Ouvi, entendi, mas, amor, por favor, eu não te quero de volta.
Lembra das juras, dos pedidos, a mudança que nunca veio, as brigas fora de hora?
Então, amor, sei que lembras, e é por isso que não te quero de volta.
A vida é sofrida, a solidão aguerrida; por um dia ter lhe amado, eu queria ter arrancado o meu coração fora.
Amor, por favor, sem beijos; o seu corpo me atiça, é tão difícil resistir. Nem mais um passo: eu não te quero de volta.
A pele arde, os olhares se cruzam, sou incapaz de resistir, mas hoje, sim, as recaídas se tornaram histórias.
Memórias, só memórias, amor, pois hoje não te quero de volta.
Por favor, amor, não chora.
Você sabia o que viria, sabia o que haveria quando decidiu sair por aquela porta.
Obrigado por vir, tentar um beijo, um ardir; obrigado pelo cheiro doce e o vislumbre ao se despir, mas agora vá embora.
Amor, eu não te esqueci, mas resolvi lembrar de mim e, com lágrimas nos olhos, te digo: — Eu não te quero de volta..."
*O Uniforme da Virtude*
O jornal apareceu no meu jardim numa manhã em que eu não estava esperando por notícias.
Não era assinante. Nunca fui muito chegado a jornais, principalmente depois que descobri que as tragédias do mundo chegavam mais rápido pela internet e as mentiras continuavam chegando no mesmo ritmo.
Peguei o jornal pela ponta, como quem recolhe alguma coisa suspeita.
Levei para a varanda.
Sentei na cadeira velha e coloquei os pés sobre o parapeito. O gato estava deitado no degrau. Olhou para mim. Miou.
Parecia perguntar:
— Você vai realmente ler isso?
Não respondi.
Ele se espreguiçou, virou de costas e foi cuidar de assuntos mais importantes. Provavelmente dormir.
Abri o jornal.
Na primeira página havia um cidadão sorrindo.
Era um dos homens que ocupavam um dos cargos eletivos daquela nova cidade. O sorriso tinha aquela medida exata que os fotógrafos gostam. Nem alegria demais, nem preocupação demais. Apenas o suficiente para parecer humano.
Ao lado da fotografia, um título falava sobre dignidade humana.
Li.
O homem defendia respeito, inclusão, empatia, tolerância e todas aquelas palavras que hoje aparecem juntas com a mesma facilidade com que antigamente se escrevia “atenciosamente” no fim de uma carta.
Continuei lendo.
Não havia nada errado com o que ele dizia.
Esse era justamente o problema.
O sujeito tinha aprendido a dizer tudo certo.
Fiquei alguns minutos olhando para o papel.
Pensei que talvez eu estivesse ficando velho demais para certas coisas. Talvez o problema fosse comigo. Talvez fosse apenas implicância de um homem que já viu muita gente falar bonito antes de fazer alguma coisa feia.
Mas então lembrei que tratar alguém com respeito nunca foi o problema.
O problema começa quando a virtude vira uniforme e a consciência passa a usar crachá.
Parei de ler.
O gato voltou.
Sentou ao meu lado.
Olhou para o jornal.
Depois olhou para mim.
— É — eu disse. — Também achei estranho.
Voltei ao texto.
O homem falava sobre uma sociedade mais humana. Era uma boa ideia. Quase bonita.
Só que eu conhecia aquele tipo de discurso.
A cidade continuava cheia de gente que passava por moradores de rua sem enxergá-los. Velhos continuavam conversando sozinhos dentro de apartamentos silenciosos. Crianças aprendiam cedo que certas coisas eram vendidas antes mesmo de serem compreendidas.
E nós continuávamos medindo pessoas.
Pelo salário.
Pela aparência.
Pelos seguidores.
Pela utilidade.
Pela capacidade de nos servir.
Depois chamávamos aquilo de sociedade civilizada.
Talvez fosse por isso que a expressão “politicamente correto” tivesse adquirido tanta importância.
Não porque respeito fosse ruim.
Respeito é necessário.
O problema é quando a palavra passa a substituir o comportamento.
Trocaram a ética pela etiqueta.
É mais fácil.
Etiqueta exige apenas que você saiba onde colocar o garfo.
Ética exige que você saiba onde colocar a própria crueldade.
E isso dá trabalho.
Continuei lendo.
O político falava sobre empatia.
Eu pensei em quantas pessoas conhecia que publicavam frases sobre empatia e não conseguiam ouvir cinco minutos de alguém que discordasse delas.
Era uma coisa curiosa.
A crueldade havia aprendido gramática.
A hipocrisia descobrira o vocabulário da inclusão.
A mentira tinha feito faculdade.
E eu não estava completamente fora disso.
Foi aí que a leitura começou a ficar desagradável.
Porque é fácil apontar o dedo para o sujeito da fotografia.
Mais difícil é olhar para a própria mão.
Eu também já fui injusto.
Já tratei pessoas como inconvenientes porque estavam atrapalhando meu dia.
Já concordei com alguém em público e pensei o contrário em silêncio.
Já me calei diante de uma covardia porque falar custaria alguma coisa.
Já fui educado quando deveria ter sido honesto.
E talvez essa seja uma das formas mais discretas da hipocrisia.
Não mentir para os outros.
Mentir para si mesmo com boas maneiras.
Fechei o jornal.
Fiquei olhando para o jardim.
O gato tinha encontrado uma sombra e dormia dentro dela.
Ele não precisava escrever sobre dignidade.
Não precisava defender ninguém.
Não precisava publicar uma frase bonita.
Se alguém o incomodasse, ele simplesmente iria embora.
Talvez houvesse alguma sabedoria nisso.
A verdadeira decência nunca precisou de cartilha.
Ela aparece quando ninguém está olhando.
Quando você poderia humilhar alguém e decide não fazê-lo.
Quando poderia esmagar e prefere não usar a força.
Quando discorda sem precisar transformar o outro em inimigo.
Quando ninguém está fotografando.
Quando não existe plateia.
Quando não existe recompensa.
Talvez seja aí que começa o caráter.
Todo o resto pode ser teatro.
E o teatro sempre foi um esconderijo confortável para quem tem medo de ser visto sem maquiagem.
Voltei a abrir o jornal.
A fotografia continuava ali.
O sorriso também.
Pensei que talvez o homem da fotografia acreditasse sinceramente no que havia escrito.
Isso também me incomodou.
Porque seria mais fácil se ele fosse apenas um canalha.
Mas ninguém é apenas uma coisa.
Nem eu.
Nem ele.
Nem o sujeito que fala sobre moral enquanto pisa no outro.
Talvez o maior escândalo do nosso tempo não seja a existência de pessoas ruins.
Elas sempre existiram.
O problema é outro.
Aprendemos a vestir a roupa da virtude.
Aprendemos quais palavras provocam aplausos.
Aprendemos quais indignações rendem aprovação.
Aprendemos a parecer bons.
E, em algum momento, esquecemos de perguntar se ainda somos.
Olhei novamente para o gato.
Ele abriu um olho.
— Você tem alguma opinião sobre isso?
Ele fechou o olho.
Justo.
Talvez a humanidade pudesse aprender alguma coisa com os animais.
Eles não costumam fingir que são melhores do que são.
Nós fazemos o contrário.
Construímos discursos para esconder nossos dentes.
Chamamos isso de civilização.
Chamamos de progresso.
Chamamos de consciência.
Às vezes, talvez seja apenas medo de admitir que continuamos sendo animais assustados, egoístas e famintos por aprovação.
A diferença é que agora sabemos escrever sobre isso.
E escrever bem sobre humanidade não torna ninguém humano.
Fechei o jornal de vez.
Coloquei-o sobre a mesa.
O gato continuava dormindo.
Fiquei ali, olhando para ele e pensando que talvez eu tivesse passado a manhã inteira procurando hipocrisia nos outros para não precisar encontrá-la em mim.
Essa foi a parte que mais me incomodou.
Porque a consciência também sabe usar uniforme.
E, quando quer, sabe até sorrir para a fotografia.
O meu pecado clama por uma reparação que eu não posso dar; logo, somente Jesus, o Salvador de dignidade infinita e mérito superabundante, poderia operar a minha justa Redenção.
Meu filho, minha inspiração
Meu filho, talvez um dia você não entenda quantas vezes eu chorei em silêncio para que você não percebesse o quanto eu estava cansada.
Talvez você nunca saiba quantas noites passei pensando no seu futuro, tentando encontrar caminhos, respostas e forças para enfrentar um mundo que nem sempre está preparado para entender você.
Mas quero que saiba uma coisa: eu nunca enxerguei você como um problema.
Eu enxerguei você como meu filho.
Como um presente.
Como alguém que me ensinou um amor que eu nem sabia que existia.
Cada pequena conquista sua toca minha alma. Cada evolução me faz lembrar que nenhuma batalha foi em vão.
Eu não sei o que o futuro nos reserva, mas sei que, enquanto eu puder caminhar ao seu lado, você nunca estará sozinho.
E quando eu estiver cansada, será o seu sorriso que vai me lembrar por que eu continuei.
Você não precisa ser igual a ninguém para ser incrível. Você só precisa ser você.
E eu estarei aqui, todos os dias, te amando, te protegendo e acreditando em você. ❤️🩹
— De uma mãe atípica que descobriu que, às vezes, o amor também é uma forma de coragem.
Você se tornou o meu lugar favorito no mundo. Não importa o tamanho do caos lá fora, basta o som da sua voz para o meu coração entender que já chegou em casa.
DeBrunoParaCarla
Senhor, não quero falar de podridão quando posso falar de salvação. Me dá domínio próprio sobre meus pensamentos e minha boca.
"Não bastou ignorarem a minha fome; riram do meu tabuleiro virado no chão, e enquanto limpava a terra do meu trabalho, vi que a verdadeira miséria não está na minha conta bancária, mas no peito de quem destrói o sustento dos outros por pura perversidade."
Olha, sabia que antes de eu te conhecer, meu vizinho não reclamava de música alta, meu pai não me achava um sem futuro?
Antes de eu te conhecer, meu psicólogo só me via uma vez por semana, meu padre me via todos os domingos e eu testemunhava sobre como Jesus foi bom. Agora eu espalho a palavra sobre o quanto você foi má
Antes de eu te conhecer, eu falava sobre tudo com a minha mãe, eu não precisava apagar as mensagens antes de dormir
Antes de eu te conhecer, eu tinha medo de monstros debaixo da cama e não de dormir com eles em cima dela
Mas depois que eu te conheci, eu trato o destino como um acidente
Eu não vejo os sinais nem que estejam na minha frente, seja tarô, cigana ou vidente, nenhum aviso é suficiente
Porque depois que eu te conheci, eu não acredito mais em “era pra ser”, ou em qualquer clichê ou fadas do dente
Era uma vez nós dois, e depois fomos tristes pra sempre..
"A verdadeira riqueza não se extrai da terra, mas do caráter. Meu único brilho é o respeito que dedico ao mundo."
"O aplauso ou a vaia dos outros são apenas barulho de fora. O meu valor não aceita a métrica de quem não me conhece."
Já que o meu amor por ti é certo e infinito, não há mais espaço para a autocrítica ou a tristeza. Tu és a minha outra metade, o meu reflexo mais belo. Quando te abraças, abraças-me a mim. Quando te perdoas, perdoas-me a mim. Nunca te esqueças: somos a mesma história escrita em dois corações.
“Meu guarda-roupa não guarda roupas, guarda identidades que ficaram penduradas no tempo; hoje eu visto roupas novas, mas só as que não me puxam de volta para a dor que um dia me ensinou a sobreviver.”
"A falsidade dos outros não diminui o meu passo, apenas calibra o meu filtro; o teatro dos fracos desaba sozinho quando percebe que a minha verdade é pesada demais para quem só sabe carregar aparências."
"A inveja dos outros é o barulho de quem assiste; eu não vou rasgar o roteiro do meu propósito só porque a plateia não aguenta o peso do meu brilho. Minha resposta é o silêncio e a retomada."
É bom lembrar.
Não lembrei. Esquecimento.
Esqueci, do meu chinelo.
Esqueci, a minha bota.
Pedi para uma pessoa,
da minha família pegar.
"Deus não cabe no bolso de nenhuma religião. Não existe o 'meu' ou o 'seu' Deus; o Sagrado é posse de ninguém e morada de todos."
Não vim para está dimensão para agradar a todos. Vim para agradar a meu Deus, minha consciência geométrica e a mim mesmo. Fui convidado a fazer parte da maçonaria para estender minhas beneficências anonimamente aos que mais precisam e desta forma como aprendiz de artífice da construção, livre e de bons costumes contribuir com a Grande Obra do Grande Arquiteto, aqui na terra em todas as direções. Dentro da Arte Real, não concordo com os carreiristas na ordem, que buscam serem instalados para logo após, adormecerem gloriosos por suas ilusórias limítrofes vaidades. Não sou larva, nem borboleta vim aqui para ser abelha operaria e sigo fazendo minha parte em liberdade.
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