Nao Machuque o meu Coracao
O Cerrado está sendo
queimado não é de hoje,
e junto com ele está
igualmente o meu coração,
Não me peça perdão
para quem só promoveu
a destruição porque nasceu
sem um pingo de amor no coração.
Madrugada encantada
e enfeitada pelo Ipê-Dourado,
Não consigo mais esconder
o meu coração apaixonado.
Pinhão assando na chapa,
Gaita manhosa tocando
na corda do meu coração,
Chimarrão que não pode
faltar em hipótese nenhuma
nem mesmo na Festa Junina,
Porque assim é que se festeja
também em Santa Catarina.
Fenomenal sensação,
Intuição romântica,
Razão entregue a paixão,
Meu coração não se cansa:
Em ti mais que uma noite atlântica.
Quando no meu coração
não para de chover,
Lembro que em habitam
graraíbas que em seguida
começam a florescer,
E assim deixo surgir
um lindo Sol em mim.
O Ipê-rosa-de-folha-larga
florido deixa o meu coração
inspirada e traz encantamento,
Não paro de querer você perto
de mim a todo o momento.
O meu coração que
não é nenhum pouco
santo não resiste
ao som de um Adarrum,
Tocando dentro como
o trovão toca o céu,
Vou dançando pedindo
a bênção do destino
para pôr no meu caminho
a indicação que mostre
como seguir contigo.
Existem momentos
Em que meu coração se agita
Porém, minha alma
Imutavelmente estática
Não geme e não chora
Não diz a verdade
e não mente
Não sussurra...não grita
Não suplica, não implora
O Fleumatismo da calma
Vem somar ao coração
Essa tortura
O coração se revolta
nas suas fibras mais íntimas
A alma,
com a sua costumeira indiferença
Não dá a mínima
E eu
No meio disso tudo
Me guardo o direito
No final de cada dia
Permitir que a alma
Escondida em algum canto
chore o pranto dos perfeitos
E o coração
Repleto de defeitos
Carregado de tristeza
Carente de paz
Ria
Ria até não poder mais.
Edson Ricardo Paiva
Quanto mais parece perto
Mais difícil de alcançar
Mas meu coração não pára
E eu te respiro com o ar
Vou vivendo,enquanto morro
Sem esperança de socorro
Eu grito e você não me ouve
Penso em você quando chove
Te vejo em tudo que se move
E não encontro uma razão
Razão é o que menos importa
Então vem, que eu abro a porta
Ou me chama, que eu pulo a janela
Se ficar a casa é sua
E com você eu assisto a novela
E com você eu ficaria
Até o resto dos meus dias.
Toda essa distância
Que um dia doeu tanto
No meu coração
Hoje, não dói mais, não
O tempo fê-la tão mansa
Hora após hora
ano após ano
Vivendo sem fazer parte
dos planos de ninguém
Qualquer coração se cansa
Outro dia eu plantei uma ameixeira
Que morreu, secou por inteira
Foi culpa minha
Pois eu não cuidei
Descobri naquele dia
Que minha saudade
era mais forte
Que a árvore de maior porte
Cravado a vida inteira
No solo infértil do meu peito
Vergava mais que a laranjeira
Escaldado pela frieza
Que emana de qualquer desprezo
Crescia e ganhava peso
Mas um dia se esqueceu
Por quê vivia
E acalmou-se
O tempo lhe trouxe a fleuma,
A mansidão
e a compreensão
Agora ela ainda vive
Porém
Não se lembra de ninguém
Portanto
Não dói mais, não.
Hoje
Meu coração amanheceu
Tão frio quanto este dia
E não sei
Quanto tempo eu vou viver
Sem saber se novamente
Haverá nele calor
Eu pensava que o amor
A gente levasse com a gente
Não percebi que ele morria
Pois nele eu vivia absorto
Não via que estava morto
E vivia em mim somente
Nem sei se existiu de fato
Ou foi coisa da minha mente
Amor, algo assim, abstrato
Verdadeira mentira
Pura ilusão
Concreta agora
É somente a ira
Que me congela o coração.
Não existem espaços vazios
Nem retratos amarelados
Nas paredes do meu coração
Existem sim, abraços que não dei
Existe em meu passado
Uma coleção de passos
Que não levaram a lugar concreto
Mesmo assim, concretizei de alguma forma
Aquilo que fui fazer
Existe uma infinda coleção de palavras
de gestos, de sorrisos, de objetos
Que aparentemente não alcançaram
o objetivo desejado
Foi a maneira subjetiva que utilizei
Que passa esta falsa impressão
Estas coisas estarão sempre lá
Não houve gesto, palavra ou intenção
que tenha sido em vão
Não houve nenhum segundo
Mal vivido em minha vida
Nada daquilo que fiz foi perdido
Existiram apenas
Quem não os compreendesse
Mas elas estarão sempre lá
Com o mesmo desprendimento
a mesma ausência de pretensão
E nenhum arrependimento.
Ironia da vida
O tempo passa
e as marcas
no coração não
O dia do meu
aniversário em ti
tem sido inapagado
Quando você pediu
para eu me matar
de amor porque
você estava abalado
decidi sem aviso ir
mesmo ainda ao lado
Passei a te ver
com outros olhos
e fui mantendo
aos poucos
o coração afastado
Fiz a minha rota de liberdade
até tê-lo nos meus sonhos
completamente superado,
o meu amor por ti nunca
mais será reconquistado
A maior ironia da vida tenho
notado que você sem mim
está a cada dia mais preso
na sua própria morte sem fim
Depois de tudo o quê passei,
tornei-me leitora serena
do seu semblante arruinado.
O meu coração
está onde
o povo está,
Por isso te peço
contra o povo
não me estenda
mais a mão para
praticar qualquer
tipo de agressão,
Para a mulher
amada peço
só compreensão.
Acredite ou não,
as melhores
pessoas já
passaram
pela prisão
sendo na vida
militares ou não,
O Filho de Deus
já foi preso;
Tens motivos
de sobra para
não fazer
um calabouço
no teu coração.
Para que nunca
mais se repita
compartilho
essa trágica
recordação:
"2017: Centro
de Detención
Amazonas
39 presos
asesinados.
2018: PoliCarabobo
69 asesinados.
2019: Acarigua
30 asesinados."
Afaste com
sensibilidade
a possibilidade
desse tipo incidente,
Já deu para ver
Que não é pela
força que se obtém
a pacificação,
É preciso cuidar
do povo com
amor no coração.
Anteontem, mais
uma audiência
foi adiada
para o Coronel,
A rota do dia 23
de janeiro dividiu
o movimento,
Não critico,
Cada um siga
o seu caminho,
Cada tem o seu
entendimento.
O meu caminho
é o da poesia,
Para pedir
um pouco
de compaixão
onde está
fazendo falta;
Porque me
incomoda
saber que
para o General
não há nem
perspectiva
de justiça,
esperança
ou alguma fresta,
E só absurdo
que infelizmente resta:
ele se encontra preso
em Fuerte Tiuna
sem ter nenhuma culpa.
Enquanto não
libertarem
o General
e a tropa
O meu coração
vai seguir
aborrecido,
E a minha
alma injuriada.
Silenciosas as
asas do condor
sob Abya Yala,
A minha canção
você não cala,
Porque falo
o quê precisa
sempre ser dito.
Ressoam as
vozes nas ruas,
O povo grita
com brio,
Induzido a um
enfrentamento
sombrio,
Culpa de um
Império maldito.
O patriotismo
da região foi
estrategicamente
afastado para
que o povo
achasse normal
todos os dias
ser roubado,
e o povo
mutuamente
se fazer agredido.
Abertamente
tudo isso me
preocupa porque
na minha terra
nem chargista
é respeitado,
Querem fazer
da Venezuela
a porta de entrada
para o desconhecido.
Você surgiu com teu charme paraná,
e meu coração está virando estradeiro.
Não vou mentir que te quero [inteiro]...
Amor como o teu melhor não há!
Ah, como é lindo o teu jeito Paraná!
Não abro mão do teu coração,
e você com o meu para sempre ficará...
O meu coração canta feliz como um sabiá,
Ele escolheu para te amar eternamente Paraná!
Tens nas mãos o meu corpo como uma viola
Que você deliciosamente tocará,
Não haverá amor mais lindo do que o nosso,
serei tua para sempre meu Paraná!
O Paraná é um gigante que guarda um
Brilhante que é inteirinho meu;
O meu coração não me deixa mentir,
Que você ganhou ele bem de mansinho...
Agora ele é [todinho]... seu!
O meu verso cá está,
ele nasceu para você que é do Paraná!
O amor não tem preço,
Ele tem sempre um começo.
Eu tenho um amor no Paraná,
E eu jamais o esqueço!
O sorriso dele é um encanto,
A voz dele tem balanço
E no coração dele eu já ganhei um canto;
Não me importo por quanto tempo
Ficarei esperando,
O amor chegou manso como passos do Paraná,
o teu coração jamais me deixará....
É um elogio ao inverno
Encontrei o meu dono
Tenho o seu coração
Não sinto mais frio
Você me tem na sua mão
Faça o quê quiser comigo
Sou tua brisa perfumada
- e encantada...
É um elogio ao inverno
Encontrei o meu dono
Tenho o seu coração
Não corro mais perigo
Encontrei o meu abrigo
Tenho o seu coração
Morando nele
- estou protegida...
É um elogio ao inverno
Encontrei o meu dono
Tenho o seu coração
Ele nos aproxima
Sempre me manterei pequena
Para ser grande nos teus braços
A minh'alma nos serena
- nos determina ...
É um elogio ao inverno
Encontrei o meu dono
Tenho o seu coração
Eternamente enamorado
Ele nos encaixa,
e nos intensifica
Vou te provocando
com os meu versos de menina
Para sermos imensos
nos sentidos e delírios...
É um elogio ao inverno
Encontrei o meu dono
Tenho o seu coração
Guardo-o sob minha proteção
Perdoe-me por às vezes ser grande
E também por também muito insegura,
É o jeito que encontrei
de ser tua, e toda doçura...
É um elogio ao inverno
Encontrei o meu dono
Tenho o seu coração
Sob a guarda da paixão
Não sinto mais frio
Só sinto os carinhos
dos teus arrepios
Tenho a sua pulsação
- sou a dona do teu coração...
É um elogio ao inverno
Encontrei o meu dono
Tenho o seu coração, sou pura devoção
Vou te provocando silenciosamente com poesias
Sei com certeza que você sempre volta
Você pode me deixar falando sozinha
Mas nunca na condição de nunca
estar te amando sozinha.
A noite embala o coração, O teu nome soa como uma canção, Te trago tatuado no peito, Você é meu, não tem mais jeito.
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