Nao Machuque o meu Coracao
Desencanto
Meu verso de hoje
É como sereia
Cheia do mar
Descansa na areia
Nem pra lua
Nem pro sol
Perdi o dia
O canto do rouxinol
Cansei de correr
Não vou marcar hora
Deixe a vida acontecer
Enquanto a poesia devora
Poema autoria de #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 02/02/2022 às 22:00 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
O MEU EU
O meu eu...
o meu eu é casa de muitos EUS
é abrigo de um eu carente,
mendigo de mim,
por vezes carente,
mendigo de ti
é refúgio de um eu ferido de morte
em trincheiras de solidão
é fresta de luz que aquece um eu
entardecendo em tons de amarelo
e vermelho carmim
é uma sala de baile,
palco de corpos sincrônicos
num tango pacholento
ou em uma mazurca puladinha
é um canto onde se chora
a saudade de uma infância
em tardes de domingo
é aconchego,
chamego bom que revigora,
pede mais e incorpora
‘um vamo em frente’
é uma manhã de setembro
com janelas escancaradas
e aroma de jasmim
é uma tarde gélida de inverno
em que os sentimentos
não dão conta de aquecer
nem a alma nem o corpo
porque o frio vem de fora
é uma noite de verão quente
como quente
é a explosão de hormônios
em jovens corpos sedentos
é uma verdadeira arena de conflitos
onde cabem benditos movimentos
em ânsia de agito e repouso
Sou eu, casa de mim!
Misto de concreto e capim!
_____ angela dias
Na janela do meu quarto
Olhando para o céu
Pedindo a Deus do céu
Que me dê inspiração
Com celular na mão
Conversando com amiga
....
Madu Leite
(03/02/22
Meu tempo
Tempo,
se de ti eu fosse o dono
e como tal, eu pudesse dividir-te,
usando-te em obrigações,trabalho
e amores.
Faria com que o trabalho
e deveres, pouco espaço tomassem,
e como forma de compensação aos
amores,
o tempo e espaço não teriam
limites.
Dos amores tu terias do meu tempo, um
lugar especial,
bem sabes que para mim
és o todo principal.
De minha vida, és a dona de todo tempo
que eu tenho,
és o meu mundo, e sem ti
nem mundo ou tempo existiriam.
Quem dera se do meu tempo eu fosse dono,
mas mesmo eu não o sendo, em todas as
horas dele fazes parte,
és constante em meus dias, e horas.
És a marca de um inicio e meio.
Para o fim, espero que nunca haja tempo.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E.
Acadêmico da Acilbras- Roldão AIres
Cadeira 681
Patrono Armando Caaraüra- Presidente
Quanto à ordem, é meu desejo expresso viver uma vida tão ordenada quanto possível. Mas o mundo está repleto de caos aleatório que muitas vezes atrapalha minhas tentativas de ordenação.
"Olhei para o céu e vi tantas estrelas, eu ali deitada na grama no meu quintal, queria descobrir o que tinha além daquele céu."
No meu silencio ainda tem você
De manhã até o anoitecer
Cada detalhe é grande demais
Seu sorriso, seus encantos
Ah medo cruel que destruiu
O que nem existiu, já partiu
Na morte que morri me iludi
Serpente somente é demente
Caus aqui e lá desencontro
Maldito limite imposto
Vagando na memória da dor
Sobrevivo a tempestade
Maldade, vaidade, veneno
Amargo nem me tomo, só olho
Dentro de mim e oco está ali
Caída nessa vida bandida
Entre silêncios olhares eu sigo
Vivendo sonhando querendo
Desnudar minha alma, mas pra que?
Roteiro que fere com medo não vive
Luciani Marcondes 11/02/2021
O sonho do meu pai era o de ser um homem rico; e ele tentou se esforçando muito; penso que a vida inteira dentro daquele caminhão.
A derrocada dos viajantes
O meu destempero acompanha meus passos, os portões silenciosos e as janelas escuras são testemunhas, mas são através de subidas, e mais subidas, e um repente de súbitas sensações de cansaço, que se fazem todas minhas manhãs. Muitos me dizem que esta é a hora de se fortificar, porém esses parecem tão fracos quanto eu, não os julgo, muitos se contentam com suas estradas, e é claro, cada um têm a sua; curva, inclinada, esburacada estrada que os levam para um destino, esse no qual é incerto de sua chegada e, sua volta é almejada desde à partida. Sou mais um como muitos outros, mas ainda não perdi a graça de observar meu trajeto, entretanto, outros nem perscrutam por onde passam.
Outrora vazio ou cheio me sinto, ouço o ressonar dos passos atrás de mim, e aqueles que irão me acompanhar, não os conheço, mas são gente assim como sou, pois, é assim que penso, e sei, que não deveria pensar assim. Hoje, ainda jovem, tenho força para me defender, ou será que tenho? Porque pessoas não são nada, para aqueles que gostam de sentir o poder e o domínio de sua jornada, e quando você pensa, é menos um andando pelo caminho que partilha. Claro, tenho medo, mas não posso parar de viajar. Minha juventude, infelizmente, em nada me beneficia neste caminho que começo tão jovem, consigo se traz ingenuidade e carência, eu vigio por muitos, mas será que alguém vigia por mim? Não, sei que não, porém logo cedo o sol bate no pico da catedral, e nos ilumina, nós, os viajantes. Ainda assim, mesmo com essa luz, meus consortes não conheço, logo, como os mais velhos instruem; “olhem para os seus pés”.
Agora fria, minha pele começa a ficar morna, contudo, esta bendita estrela não me consolará assim. Em horas, estarei banhado pelo meu suor, angustias, revoltas, e pelos cantos, ficarei choroso. Mas meus pés nem doeram para pensar assim, nem estou na metade do percurso, quem dirá o dia. Sendo assim, devo me atentar para não me desarmar na frente daqueles que cruzam bem rapidamente minha caminhada. Sempre acenam, fazem um assobio, mas o que se faz presente nesses, são os sorrisos sem tempero, até menos que o alimento na metade do dia.
Outrora, fazia questão de se atentar para minha jovem saúde, hoje, parece que não tenho mais opções para fazê-lo, são grãos que não agraciam minha dispensa, minha fruteira de plástico, são medicinas que não jazem mais em nossos velhos criados, e um conjunto de pessoas que necessitam do mesmo que eu, que prezam pela sua recém vitalidade, e aquela que já quase parte. Canso-me de pensar, e de tanto pensar, canso de mim. Ó, descida desvanecida, não cheguei aos montes para não conseguir te enfrentar, pois, quando eu estiver no platô, terá mais um cume para desbravar, donde desaguarei em vias e rodovias turbulentas, sujas e com mais gente assim como eu, que de tanto pensar, cansa de si. A minha astúcia não se faz mais presente quando tenho de exercer o que realmente tenho que fazer, e minha altivez se desbota na última esquina que dobro, e sinto o tempo escorrer pelas minhas mãos, meu doce e precioso tempo, escorre por minhas grandes e (que agora) gélidas mãos.
Todavia, na volta é onde me faço vivo, onde minha existência não é tão execrável assim, onde minhas enfermidades não me preocupam, e nem sequer me pego pensando que todo fruto do meu esforço, são para dividas que não foram engendradas por mim, e paras quais, desconheço seus valores exorbitantes. No fim das contas; para ser exato, no fim de muitas contas. O meu êxtase se torna real quando ouço o caloroso e doce falar de um futuro viajante, que peno por ele em todas minhas caminhadas.
- Chegou cedo, papai!!!
'AMOR PROFUNDO'
Meu amor ti, é mais largo e profundo que o oceano no mundo,
Havia entre nós, uma cumplicidade, banhada de sinceridade, uma aliança que me faz flutuante, mesmo sendo aos olhos de muitos um guerreiro errante .
Minha alma voa pelo espaço, chorando de saudades sua.
Então eu confesso imploro e peço perdão.
A ti sempre foi fiel, Esse hoje triste e ferido coração.
um dia serei transportada aos braços seus e enfim, terei a graça tão esperada e sonhada.
Sou um passarinho que te ama, mesmo com as doloridas e velhas penas, que do lugar mal consegue sair.
Então de joelhos eu clamo numa fervorosa prece,
Pedindo a DEUS que envie você nos braços de um anjo de volta pra mim .
E digo te mais:
Amarei te até quando minha hora chegar e o Senhor me levar ao paraíso sem fim !
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98
'PÁSSARO SOLITÁRIO'
Sou um pássaro livre para voar,
Mas a solidão ingrata aprisionou me em meu ninho
Vivendo sozinho amando sem ser amada.
Sou um pequeno passarinho que com poucas e velhas penas já não consegue alçar vôos altos...
e na sacada da janela o solitário passarinho, canta sozinho observando as flores que com o vento bailam suavemente e
Tem na mente a esperança de um dia quem sabe, de novo alçar um vôo dançante,
e na sua limitação emocional
Voar só pra cantar sozinho na copa do abacateiro no fundo do quintal !
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98
''DIGITAIS DE MEU S LÁBIOS'
Embaixo desse céu estrelado que nos cobre como um véu
Meu desejo é te amar e que a noite nunca termine...
Que nosso amor germine crescendo até alcançar o céu.
Nessa noite estrelada vou
Beijar teus lábios doces como mel, depositando neles a marca dos lábios meus.
Acariciar te deixando em ti as digitais dos lábios meus
Como se fosse uma tatuagem as digitais dos meus lábios nós teus .
Quero sentir seu corpo no meu e que nossos braços faça o eterno laço.
Te amo !
Te quero ao meu lado !
Te quero para sempre junto a mim .
Você está em cada verso que componho
Te vejo em cada flor de meu jardim .
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98
'LEVE ME CONTIGO'
Venha, leve me contigo para teu abrigo e sejas meu eterno e grande amor .
Sei que arrepender te não irás jamais.
Quero que toque com a suavidade de mãos , o mais profundo do meu Eu ,
Do meu coração que por ti arde de amor numa louca e suave paixão.
Quero abraçar te forte
Deitada em teu peito
Doar te todo meu amor
Falar de tantas coisas
Venha toque em minha pele , tudo que mais quero é te lo para mim sentir seu cheiro, sentir seu corpo suado e que nunca mais me deixes
Sim anjo meu
sem receio vou te amar
Sentindo o calor embriagante de teu amor
O sabor de teus beijos
Hoje e para sempre
Nosso amor eternizar
Venha !
Maria Francisca Leite
Direitos autorais reservados sob a lei - 9.610/98
MEU ARAGUARI
Serra do cerrado! Onde a perdiz pia
Chão cascalhado de iguaria caseira
Onde a cada canto é canto e poesia
Gente certa duma alma hospitaleira
Terra diversa! De roçado e de vacaria
Duma prosa ao pé da cansada aroeira
Das maritacas e a boa água que sacia
Onde tal saudade, assim, faz fronteira
Serras azuis, do ipê e da quaresmeira
Encanto que encanta a beleza inteira
Dignifica a quem tem o suspiro daqui
Cá, onde o cair do sol é bela sensação
Em um delírio de agrado e de emoção
Ó singelo portento és o meu Araguari!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
06 fevereiro, 2022, 13’37” – Araguari, MG
Sertão
Meu sertão é lugar de um povo valente
De chuva escassa
e de uma terra muito quente
Oxente, saí do sertão
Em busca de uma razão e solução
Só quem mora no sertão
Sabe o que eu digo
É a terra do rei do baião
Da arte, da cultura e do Cordel
E das festas de São João
e também do forró e da poesia
Sou caboclo que saiu do sertão
fugindo da miséria em busca de uma solução
Parece que o meu sertão
na visão de muitos
É uma terra que não tem salvação
Ledo engano
No meu sertão
tem cheiro de terra molhada
Nas chuvas de verão
tem verde na plantação
e tem comida na mesa.
Também tem riqueza e natureza
O problema do nosso sertão é a corrupção
de uma Elite mesquinha e sem noção
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