Nao Julgue meus Sentimentos
Impressões do Tempo
Há momentos que escapam aos olhos, não porque são rápidos, mas porque carregam o peso de tudo o que já foi e tudo o que poderia ter sido. Eles se encolhem no peito, se tornam memória antes mesmo de se tornarem reais, como se o tempo já os estivesse preservando. Não são os dias que permanecem, mas os sentimentos que se escondem entre suas frestas.
Eu não busco registrar a mim mesma, mas o que escapa de mim—o que não posso segurar, mas que se derrama de forma silenciosa nas coisas que toco. Um olhar que atravessa a janela, o suspiro de uma folha que se entrega ao vento, o silêncio que respira entre as palavras não ditas. É nisso que estou. Não na imagem que a câmera captura, mas no que ela não pode revelar: o que pulsa além da pele, além do instante.
As memórias não são fotografias. Elas são ecos. São risos que ainda ressoam nas paredes de uma casa vazia. São promessas sussurradas entre o amanhecer e a noite, palavras que se tornam raízes na alma, mesmo quando não temos consciência delas. E é nelas que fico. Não na forma como o mundo me vê, mas na forma como o mundo me sente.
Quando alguém olha para uma foto e sente um arrepio sem saber o porquê, é porque aquela memória, aquela emoção, encontrou um espelho no coração dele. Não somos feitos de imagens. Somos feitos de vivências, de ressonâncias que, mesmo distantes no tempo, ainda têm poder de tocar, de mover, de transformar.
E no fim, é isso que me torna eterna. Não as fotos, não as palavras, mas a sensação de que algo em mim permanece, sem precisar ser guardado.
Sempiterno
Há coisas que o tempo não apaga. Elas resistem ao desgaste dos dias, atravessam silêncios, sobrevivem às ausências. São memórias que se recusam a se dissipar, sentimentos que se enraízam tão profundamente que se tornam parte de nós.
O instante capturado por um olhar atento, a palavra dita no momento certo, o toque que aqueceu uma despedida—tudo isso continua a ecoar, mesmo quando o tempo tenta impor sua lógica de esquecimento. Porque aquilo que é verdadeiramente vivido não se dissolve.
Há quem pense que a eternidade está no que nunca se desfaz. Mas talvez ela resida, na verdade, naquilo que, mesmo findo, permanece. No que escolhemos guardar, no que nos permitimos sentir, no que cultivamos para além do agora.
O sempiterno não se mede pelo tempo. Mede-se pelo impacto.
Reconstruir-se
Reconstruir-se não é voltar a ser o que era, mas tornar-se quem se precisa ser. É olhar para os escombros e, em vez de lamentar o que caiu, escolher o que ainda pode florescer.
É entender que algumas partes se perderam porque não cabiam mais, que algumas dores moldaram caminhos e que cada rachadura carrega uma história.
Não é um processo rápido, nem sempre é leve. Mas é necessário. Porque recomeçar não é fraqueza, é coragem. É decidir, todos os dias, que a própria história ainda vale a pena ser escrita.
O silêncio pode parecer leve, mas carrega o peso de tudo o que não foi dito.
Ele corrói por dentro, como se cada palavra engolida se transformasse em pedra,
ocupando espaços que antes eram respiro.
Calar nem sempre é escolha de paz — às vezes é medo,
às vezes é proteção,
ou apenas o cansaço de saber que falar não mudará nada.
Mas existe um preço.
E ele é alto.
O preço é ver a própria voz se apagar,
o coração perder a coragem de gritar,
a alma se acostumar a viver escondida.
E, quando se percebe, já não é só silêncio —
é ausência.
Quando o Mar é Você
Há dias em que não é o mundo que me engole — sou eu que me afundo em mim.
A superfície parece perto, mas é como vidro: vejo o sol lá em cima, sinto o calor à distância, e ainda assim não consigo atravessar.
Seria simples nadar, se o peso não estivesse costurado nos meus ossos.
Seria fácil pedir socorro, se a voz não se dissolvesse antes de chegar à boca.
E assim fico, boiando no sal da minha própria tristeza,
enquanto os outros, da praia, acenam como se fosse só mais um mergulho.
Dizem para nadar até a areia, mas não sabem que a areia já não existe para mim.
Que a ideia de “voltar” é tão distante quanto um porto que nunca conheci.
O mar é fundo, frio, e tem o mesmo nome que eu.
E no silêncio submerso, percebo:
às vezes não é que a gente queira se perder.
É que o cansaço de tentar se salvar
parece mais letal do que simplesmente deixar-se afundar.
Há um lugar dentro de mim que não tem nome.
Não é sombra nem luz — é um silêncio que pulsa, como se guardasse o segredo de todas as respostas que nunca tive coragem de perguntar.
Ali, as memórias não se mostram em ordem, mas em fragmentos que se repetem como ondas. Cada lembrança traz um peso diferente, e cada peso molda um pouco mais quem sou. É um território onde o tempo não existe, mas onde cada instante tem o peso de uma eternidade.
Não é um lugar para visitas apressadas.
É preciso entrar devagar, com a respiração contida, aceitando que algumas verdades não se dizem — apenas se sentem.
Ali, o choro não é tristeza, é purificação. A dor não é inimiga, é guia. E a solidão não é ausência, é presença ampliada de si.
Talvez, no fundo, essa profundidade seja o que me mantém viva.
Porque é ali que encontro a mim mesma antes que o mundo me peça para ser outra.
O Encanto da Luz Natural
A luz natural não é apenas ferramenta: é coautora da fotografia.
Ela modela volumes, revela texturas, cria atmosfera e transforma gestos simples em narrativa viva.
Luz difusa envolve a cena com suavidade, trazendo leveza e uniformidade; luz dura destaca volumes e cria sombras marcantes que revelam profundidade. Luz quente aquece e aproxima, transmitindo intimidade e acolhimento; luz fria sugere introspecção, mistério ou dramaticidade.
O fotógrafo atento percebe o instante em que cada tipo de luz interage com o assunto, destacando detalhes e realçando a emoção que já existe no momento.
É nesse encontro entre luz, espontaneidade e direção sutil que a imagem se torna inteira, autêntica e inesquecível.
Espontaneidade: A Alma da Imagem
Autoral: Jorgeane Borges
O Direito ao Silêncio
Como explicar que não estar preparado para responder uma mensagem ou um telefonema também é um limite — um limite que deveria ser compreendido e respeitado?
Vivemos tempos em que o imediatismo é confundido com afeto, e o silêncio com indiferença.
Mas há silêncios que são apenas pausas necessárias para quem já está sobrecarregado demais.
Estamos cansados emocionalmente, mentalmente, humanamente.
E, muitas vezes, o motivo de não responder não é falta de carinho, é justamente o excesso dele.
É o medo de repassar o peso, de transbordar dores em quem queremos proteger.
É o cuidado disfarçado de distância.
Mas como se fazer entender num mundo que só reconhece o que é dito, e não o que é sentido?
Como dizer que o silêncio também é uma forma de respeito?
Que às vezes o maior gesto de amor é o recolhimento, é o tempo que se leva para conseguir dizer algo verdadeiro — sem disfarces, sem máscaras, sem a pressa de parecer bem?
O silêncio, quando nasce do cansaço e do cuidado, não é afastamento.
É um pedido de espaço para respirar.
É a pausa de quem ainda quer estar, mas precisa primeiro voltar a ser.
Às vezes, os dias que já estão ruins ganham um gosto ainda mais amargo.
Eles não avisam, não pedem licença, não perguntam se você está firme o suficiente.
Eles simplesmente chegam, batem na porta como quem já tem a chave e dizem:
— Oi! Já tomei.
Como se pudesse tomar seu ânimo, sua paz, sua força, sua vontade.
E você fica ali, parada, tentando entender em que momento perdeu o controle do próprio dia,
em que segundo tudo virou peso,
em que instante a vida deixou de ser leve para virar esse cansaço que derruba até o que ainda resta de esperança.
Tem dias que chegam assim:
invadindo, atropelando, tomando tudo,
como se fossem donos do seu destino.
E você…
você só tenta respirar no meio do caos,
tentando não afundar de vez dentro do que sente.
Confesso que, por mais que eu tenha me preparado para essa notícia, eu não consigo lidar com ela.
Talvez eu tenha que ligar um piloto automático, desses que funcionam só porque não há outra opção.
No momento em que eu mais preciso de ajuda, eu preciso me fazer de ajuda para você.
E eu nem sei como.
Estou eu, pela vida, me arrastando… um dilema cruel.
Enquanto eu vivo todos os dias tentando não desistir de viver,
lutando contra esse vazio que corrói por dentro,
você vai ter que lutar pela vida — pela sua vida — com algo físico, concreto, visível.
E dói pensar que o que você tem no corpo, eu tenho na alma.
E o da alma não dá pra remover, não dá pra operar, não dá pra extirpar.
É uma ferida que sangra sem aparecer, que grita sem som, que pesa sem ter forma.
Ainda assim, eu tenho que ser forte.
Firme.
Positiva.
Por você.
E eu não sei como fazer isso, mãinha.
Mas eu estou aqui.
Mesmo quebrada, mesmo cansada, mesmo no limite…
Eu estou aqui.
Por você.
A distância entre duas pessoas não se mede apenas em quilômetros. Mede-se também pelas pontes que cada um pode construir, pelos obstáculos que precisa atravessar e pela vontade que tem de chegar.
Por isso, dizer que "o direito de um ir é o mesmo do outro vir" pode ser justo em teoria, mas a realidade nem sempre oferece as mesmas condições para ambos. Quando existem atalhos para um e barreiras para o outro, a distância deixa de ser igual, ainda que o mapa insista em dizer que é.
No fim, talvez o mais importante não seja quem vai ou quem vem, mas o quanto cada um está disposto a percorrer do próprio caminho para que o encontro aconteça.
Porque quando existe vontade, não se contabilizam apenas os passos dados;reconhecem-se também os obstáculos vencidos.
Pensei em você , mas não consigo te ver, não conheço o seu rosto, nem sei mesmo o seu gosto.Ainda não senti o seu cheiro e já me extasio inteiro
Saudade em te ver, de te conhecer, vontade tão louca de beijar sua boca. Quero brincar com seu corpo, morder seu pescoço, te agarrar em uma abraço e acabar com o cansaço.
Realizar meus desejos e dormir em seus beijos. Despertar sorrindo, apreciando você dormindo e quando acordar, mais carinho te dar e te pedir por favor, fique comigo amor!
Ajudai-me, óh Manitu, a não julgar meu semelhante antes que eu tenha andado sete dias com suas sandálias.”
Quero ser a Fênix deste meu eterno entender,
Mas não vou esquecer, o que me situou
Foi a simplicidade desta minha alegria de viver
E sorrir quando as lagrimas invadira o que de mim sobrou,
Não sou obrigado a odiar ninguém que me fere. Sou obrigado a me culpar, por ter confiado em alguém que respira.
Você é Especial
As pessoas não veem, não podem
Não querem enxergar
Que você é uma joia rara
E difícil encontrar
Quase sempre a maioria
Se preocupa com seus defeitos inexistentes
Sem saber que as qualidades
Poderiam ser admiradas constantemente
Escrever as mais belas poesias
Não seriam o suficiente
De muito mais eu precisaria
Para definir
O que significas realmente
Apenas o brilho dos meus olhos
Poderão talvez expressar algo extraordinário
Capaz de te convencer
Que és importante
Sem precisar nada dizer
Alguns sonhos são tão grandes
Que não cabem nos nossos medos,
Nos dos outros, muito menos.
Porque são imensos, são sonhos elefantes,
Que incomodam porque nos fazem não caber
Nos limites em que vivíamos antes.
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