Nao Julgue meus Sentimentos
Noite sem sono.
Sonho entristecido.
Vontade perdida no silêncio.
Lua beijando os meus olhos.
Sono com fome do sonho que se alimenta da solidão.
Quantos sonhos vão merejar nos meus olhos para você entender que a vida passa sem avisos?
Quantos sussurros ainda sofrerão o seu aceno de adeus?
Quantas palavras?
Quantos ais?
Por que tanta solidão a dois?
Olho somente para quem me olha,
mas olho para todos que os meus olhos alcançam.
Vejo o mundo e ele me vê.
A dor é latente e estreitam-me os espaços.
Os vazios se arvoram e inundam os meus olhos... toda vez que insisto em colher as rosas que tentamos plantar neste grande jardim da vida.
Não quero que só nos restem os espinhos e, tampouco, as poucas pétalas que não sobreviverão em face à secura desta história.
Olhar sem se enxergar é a constatação da sua cegueira existencial!
Ouvir-me sem escutar meus acenos e falas é a comprovação da sua surdez sentimental!
Acenei com um grito!
Tudo surgiu em forma de silêncio!
Emudeci meus gestos e gritei para ficar com a minha solitude!
Poeta Balsa Melo
Nunca pensei, quando escrevi meus primeiros livros solitários, que com o passar dos anos me encontraria em praças, ruas, fábricas, salas de aula, teatros e jardins, dizendo meus versos. Percorri praticamente todos os rincões do Chile, derramando minha poesia entre a gente de meu povo.
PERDIDO
Meus pensamentos são a minha perdição...
Tenho fases, como a lua...
Listas de certo e errado
Rumo a solidão...
Que medo é este?
Levanto a cabeça...
Olha aqui, eu não vou
Nenhum de nós é disso...
As coisas acontecem nessa vida...
Acontecem com você...
Acontecem comigo...
Com todo mundo, isso lhe digo...
Chegou a hora de decidir...
Falo será isso?
Será aquilo?
Por que é que você tem medo?
Enquanto você está com você?
Entro pela porta estreita...
Controlo a fome dos meus pelos seus...
Minhas confusões...
Minhas ansiedades ainda não passaram...
#OLHARES
Quando o dia tornar-se negro...
Saberei eu que, o brilho de meus olhos se apagaram, na medida que você se afastou...
Seria uma estrela sem palco, um artista sem fã, uma nota muda...
Um outro que não existe sem um...
Sonhando não mais estarei...
E eu em clausura mofada...
Sem vontades, sem emoções,
Sem ti...
Não mais serei...
Então vem...
É hora de pertencer...
De se entregar sem pensar.
Acordar e viver...
Quem há de aguentar tanto sofrimento?...
Uma ausência...
Cálice de tormento...
Quero ser promessa da paixão além do tempo...
De um amor puro e intenso...
Quero ser simplesmente...
Um olhar de todo instante...
Sandro Paschoal Nogueira
#DOMA
Me abraça detrás do muro...
Silencia meus lábios com um beijo mudo...
Me tome e possua...
Me deixe a desesperar...
Já não mais sei o que pensar...
É meu destino a essa hora da tarde...
Revirar os olhos e me perder...
Enquanto meu corpo arde...
Quando o que quero é só seu nome dizer...
O ouvido no seu peito...
Pra escutar o que bate...
Tira de mim o ar desnudo...
Sim, só eu que sei...
O que está a acontecer...
Entre nossos corpos há vários esmagamentos...
Estranhos sentimentos...
Sussuros longos...
Tremo enquanto suspiro...
No nunca e a toda hora...
Estranho sentido me deflora...
Espero o fim do meu doce tormento...
Me embebedo em seu delicioso veneno...
Somos um...
Feitos de amor e desejos...
Condenado estou a lhe amar
nos meus limites...
Em tudo que existe...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#PLATÔNICO
Eu escolho amar-te em silêncio...
Lançar a ti meus beijos ao vento...
A ti entrego meu coração...
Sendo assim não encontro rejeição...
Eu escolho amar-te a distância...
Que me protege da dor...
Te abraço em meus sonhos...
Onde sei o que é o amor...
Eu escolho amar-te na solidão...
De outra forma não conseguiria...
Amando-te tanto assim...
Serei feliz em meus dias...
Eu escolho amar-te tanto e tanto...
Que este amor tanto tenho medo...
E esse medo que tanto tenho...
Tanto aperta o meu peito...
Minha prisão é minha liberdade...
De outra forma não sei ser...
Amando-te mais que a mim...
Vivendo por sofrer...
Entrego a ti...
E a tudo me abandono...
A tudo quanto espero...
E a tudo que me dedico...
Escolho amar-te assim...
É o que sinto...
Minha vida...
Meu destino...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#QUEM ?
Quem me deu asas para sonhar?
Quem olhou em meus olhos e me apontou a direção do céu?
Aos astros me ensinou a olhar?
Quem me deu o mundo e as suas ilusões mortas?
Me pegou pela mão e junto a mim caminhou...
Corremos em verdes prados e na esquina me ensinou a decepção?
Quem roubou meus beijos?
Encheu-me de desejos?
Brincou com meus sentimentos?
Jogou-me ao esquecimento?
Dizendo me amar?
Quem me envolveu e não sabendo o que sentia agora também não sabe o que sou?
Quem muito me mentiu e causo-me tamanha dor?
Quem foi que me fez entregar-me de corpo, alma, coração aberto?
Me ensinou os caminhos do amor...
E agora...que tudo acabou...
O pouco que me resta...
O pouco sou...
Tenho fome, tenho sede do infinito...
E escondendo o meu grito...
Descobrindo a esperança, Descortinando a mentira...
Não sei por onde ando e nem para onde vou...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
#A #FEITICEIRA
Com meus olhos no horizonte...
Uma sombra surge ao longe...
É mistério...
É sedução...
É um aperto no coração...
O fascínio é a liberdade...
Sonhar é o destino...
Vida doce...
Água pura...
Ir aonde o vento me levar...
Veneno derramado no coração da noite...
Cálice transbordando em beladona...
Que toda embriaguez seja enaltecida...
Como quem estrelas fabrica...
Faz-me seu amante, poeta, louco...
Deixa-me suspirar esse enigma...
Junto-me às labaredas...
Visto-me de luxúria...
E minha alma pura e crua...
Deixa de ser minha...
Torna-se sua...
Por
Paschoal Nogueira
in
facebook.com/conservatoria.poemas
#ESPREITO
Por quais caminhos seguem a quem espreito olhares meus?
Bem sei que mesmo assim os desejos vagam para longe de mim...
A ilusão de agora...
Podendo crer-me livre...
Onde tenho a alma,
Sabendo que não sou?
Um passo além...
Distância a que não chego...
Trilhando estranhas sendas...
Sempre adiante...
E muito mais...
Eu não posso descobrir como é possível...
Amar sem ser amado...
Viver, sonhando acordado...
Ser consumido...
Em não te ter ao meu lado...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poeta
Tu me procuras em seus sonhos...
E eu te guio em todos meus pecados...
Teus desejos afogam-se em taças de vinho que as bebo vagarosamente...
Retiro-me despido de anjo...
Embalando tuas vontades como uma serpente...
Distorçendo tuas verdades...
Brinco com tua alma...
Te convidando ao meu íntimo abismo...
Te enlaço em meu olhar...
E no instante de um tempo...
Não perdido...
Mostro-te meu veneno...
E o que sinto...
Um só caminho é o bastante...
É o suficiente...
Para te mostrar que posso ser recatado e indecente...
E pode ser que derepente...
Te conquiste...
E nos amemos eternamente...
Sandro Paschoal Nogueira
O que ouviu os meus versos disse-me:
-“Que tem isso de novo?”
Sim, talvez tenham razão...
Talvez em cada coisa uma coisa oculta more dentro do coração...
Divina esperança...
Eterno devaneio...
Sonho de criança...
Que vive no peito...
Luz que as trevas rompe...
Quando vejo o meu amado...
Permita o desabafo aqui, a sós contigo...
Deus quando abre ao poeta as portas...
Encontra toda a beleza da vida...
Num simples florescer...
A inocência é um dom de Deus...
Um dom só concedido
àqueles que mais amam...
Amar não é só prazer...
Amar também é sofrer...
Sábio é o que se contenta com o espetáculo do mundo...
Sandro Paschoal Nogueira
Minha vida se acomoda entre essas pedras...
Aos meus suspiros, que deitando vou...
Dá-me o vento de feição...
Flor de ventura...
Que amor me entregou...
A sede e o vinho onde tudo se esquece...
Me fazem mergulhar no fundo do sonho...
Esse que sou...
Silêncio de grito suspenso... Labirinto desfeito...
Ah como são belas – bem o sei, essas pedras...
Tais quais nos céus as estrelas...
Todas caladas...
Mas tanto amor por elas...
Sonhos meus, suaves sonhos...
Melhores do que a verdade...
Num palácio de ouro...
São elas minhas confidentes...
Meu maior tesouro...
No tempo dos segredos...
Todas as coisas eram possíveis...
Era no tempo em que os meus olhos...
Não tinham visto tantas coisas frias...
Antes das palavras gastas...
Antes de não termos já nada para dar...
O que chega, não fica...
Nem mesmo abre em nosso peito feridas...
Já não se passa absolutamente nada...
A rosa se descobriu a perder a cor...
Fechou os olhos e adormeceu...
E quando amanheceu veio o vento e a arrancou...
Ocultam-se as paixões...
Sob os véus da ilusão...
Tudo acaba como começa...
Sem guardar a lembrança de um amor...
Pobre e frio coração...
Ninguém te abriu...
Ninguém verteu lágrimas de puro afeto...
Ninguém lhe sorriu...
Refém das mágoas que a si mesmo causou...
As histórias são recontadas de tantas formas...
Tudo indefinido...
Destino...
Acaso...
Desejos...
Escolhas...
Talvez...
É bom às vezes sentir medo...
Raro ser compreendido...
À frente o desconhecido...
De tudo que se acreditou...
Onde o silêncio esconde pensamentos...
De tudo que já sonhou...
Sandro Paschoal Nogueira
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