Nao Julgue meus Sentimentos
Ah, os meus passos correm
como eu corro
como minha alma corre
como minha vida corre
como meu tempo corre
- E se escorre!
Mas eu não me abandono
Eu nunca me abandonarei
- Não mais!
Rendo-me à minha ignorância
E à sobrepujança dos meus defeitos
Faço delas a alavanca
D’alguma esperança que vibra em meu peito.
Sonho-me como quem é criança
E troca a fiança dos próprios feitos
Ensino-me a andança
D’estranha confiança que trago no jeito.
(2 de outubro)
É difícil ignorar a situação
Quando meus pés ainda tocam
o chão
E o ar ainda adentra o pulmão
quando a fé ainda pede oração
E o luar ainda toca o coração
É difícil ignorar toda esta situação
E ficar quieto sem emitir opinião
Deixar que decidam o futuro da nação
Com base no fanatismo de sua religião
É difícil a situação
Daqueles que abriram mão
E optaram pelo caminho da urgente decisão
Que difícil situação!
e se você olhasse em meus olhos
e descobrisse a imensidão que há
dentro do peito
solitário
amarrado num leito
da prisão de faces ocultas…
existe um monstro amarrado
aos sentimentos deste menino que
só busca abrigo
um olhar
uma profundidade
algo que se pareça com a verdade
e com o carinho doce de uma manhã.
mas as estrelas dormiram nesta noite
o céu – breu e meu
engoliu o sol das minhas vísceras
agora
chamo por vozes longínquas
e quem há de me escutar
nesta eterna
escuridão?
as veias abertas inundam
de esperança
este idealista coração!
perpétuos acordos insanos
entre os meus e os seus planos
sempre a zombar da minha ingratidão:
eles não conhecem os pesadelos que
cavalgam à noite
nas entranhas da última gota de suor
…
quando se conhece os olhos dela
muito cedo
quando se entende a finitude
sem rodeio
quando as suas melhores partes
são roubadas no início da estrada
quando o amálgama da dor
enlaça seu corpo numa encruzilhada
…
apontem os dedos para mim
também carrego a culpa em meus passos
três menos dois dá um
mas este um vive algemado
aos seus próprios pedaços
…
[não peço perdão
não quero ser perdoado
se eu pudesse virar o tempo
não o teria desperdiçado.
apenas me entenda!
estou implorando outra vez…]
como pesa deixar ir:
estou tão agarrada aos meus pedaços
no compasso de uma dança destemida
tudo se torna fragmento de mim
mãe
pai
irmã
irmão
filha
filho
todos são peças do meu quebra-cabeça particular
e o adeus dilacera um pouco mais
o que ainda resta dentro da garganta:
estilhaços de uma voz emudecida
pela despedida
das partes do meu espírito que
ainda sonham
vejo os olhos deles pela última vez
mas nunca sei!
até que um alarme soe e me avise:
outra parte de você
se foi…
[nunca existi inteira
agora
sou a peça derradeira]
Roço a língua pelo ar para capturar o gosto do som que adentra meus ouvidos. Sei que é um perigo misturar os sentidos, mas sempre arrisco um pouco mais. Vale a pena e a tentativa. Sou atravessada por histórias que nunca ouvi e, apesar da contra-intuição, são meus poros e não meus olhos quem mais absorvem o que vejo. Sou feita de remendos alheios e nem conheço os nomes das personagens principais, porque, se existe algo do qual não posso me gabar, é da minha memória. Até tento, mas já descobri que tentar não é suficiente. Sou apanhada por refratários retoques das lembranças que permeiam meu cérebro. Cérebro não me parece uma palavra poética, todavia sempre me questiono se o que escrevo pode mesmo ser chamado de poesia. Não basta rima e nem sempre ela é imprescindível. Conheço gente que faz da vida uma poesia e poesia que se presta a ser gente. Fico fascinada com estas outras dimensões de nós. Somos, ao mesmo tempo, tão bonitos e tão feios, tão belos e tão asquerosos. Sinto tudo isso no paladar. De vez em quando, é mel; de vez em outra, é fel; às vezes, é sangue atravessando a garganta, cortante, dilacerando todos os sonhos, ceifando pupilas brilhantes, escorrendo mares por outras faces. Não sei, mas algo que começou com tantos sentidos, agora parece não fazer sentido algum. Eu sinto e explico, mas temo que ninguém me entenda, a não ser quem também seja assombrado por estes pensamentos à noite, um pouco antes de dormir. Sempre, sempre, sempre…
A vida goteja sobre meus pés
Lágrimas ensandecidas de tormento
É ela ou sou eu?
Pergunto ao relento
Como se ele, este desgrenhado miúdo,
mo pudesse revelar...
TANKA 004
Solidão da noite —
o vento nordeste sopra
a porta fechada
enquanto os meus pensamentos
transportam-me à minha amada.
Cada um dos meus versos quis se instalar como um objeto palpável; cada um dos meus poemas pretendeu ser um instrumento útil de trabalho; cada um dos meus cantos aspirou a servir no espaço como signo de reunião onde os caminhos se cruzaram, ou como fragmento de pedra ou de madeira em que alguém, outros, os que virão, pudessem depositar os novos signos.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Nota: Trecho do poema 20, com tradução de Fernando Assis Pacheco.
...MaisA âncora de todos os meus sonhos é a sabedoria coletiva da espécie humana como um todo. Sou mais do que nunca influenciado pela convicção de que a igualdade social é a única base da felicidade humana... É em torno dessas questões que evoluem meus pensamentos.
Sinto medo da coragem que tenho
Me movia em meus pensamentos durante o tempo que me mantive estático.
O silêncio falava comigo, na noite daquele dia.
Expressei calmamente meu nervosismo o falei sem dizer nada.
Enfrentei os gigantes que eram pequenos diante da imensidão de meus pensamentos.
Venci, sem ter lutar, escapei, sem precisar fugir, pulei para baixo e alcancei o topo do desafio que me era impossível.
Encontrei coisas que não procurava sem perder o que já havia achado.
Me deparei com um lugar fechado que não havia paredes, onde a escuridão era a maior fonte de luz.
Então um abrigo descoberto, onde o fogo se encontrava apagado, percebi que o óbvio não fazia sentido, e a lógica era irracional, no mundo de coisas contrárias onde se acha o que nunca foi perdido.
Neste momento tive medo da minha coragem, de continuar percorrendo sem sair do lugar.
Um desassossego trazia paz, já que a guerra portava bandeira branca, e os inimigos eram meus aliados.
fui embora, mesmo permanecendo lá por momentos que me pareciam eternos.
Tive a coragem de sentir medo para saber a hora de recuar, e atacando fiz o caminho de volta a um lugar desconhecido, então senti medo da minha coragem de enfrentar tudo de novo, sem repetir o que já fora feito.
Voltei a ter vida, sem ter enfrentando a morte, lutei com ela em pensamentos e me esquivei antes que a visse.
Por isso tive medo da coragem, mas permanci vivo ao matar esse medo.
E hoje conto a história do futuro que passou em minha mente.
ENDENTEU TDUO?
Eu me iludi quando pensei que, ao ingressar no glorioso Exército Brasileiro, os meus familiares e amigos sentiriam mais orgulho de mim do que eu mesmo.
O orgulho deles por mim não foi superior ao meu, muito menos compatível... Foi extremamente inferior ao orgulho que eu sentia por mim.
Foi um balde de água fria pra mim.
O que motivou o meu ingresso nas fileiras do glorioso Exército, foram os meus interesses pessoais. E o salário foi o último deles.
Sou admirador dos preceitos das Forças Especiais, primeiramente do BOPE, desde os meus 13 anos de idade por influencia do filme Tropa de Elite.
RESILIÊNCIA:
Os meus 27 anos de vida e os 7 anos e 10 meses de Exército na graduação de Cabo, fizeram-me um ser resiliente.
Portanto, a resiliência facilita minha vida. Porém não resolve nada.
- Relacionados
- Frases de arrependimento sincero para expressar sentimentos verdadeiros
- Frases de Amor Não Correspondido
- Frases de desprezo para quem não merece mais a sua atenção
- Amor não correspondido
- Frases de raiva que dizem o que você não consegue falar
- Frases de amor curtas: poucas palavras que revelam grandes sentimentos
- 83 frases carinhosas para transmitir sentimentos positivos
