Nao Importa o que eu Diga
Não me fales de você, mas, acerte os ponteiros dos maus ralhos, sem entreter, a energia é vasta e, basta nás deixar correr.
Não te retruco o mal e podes dar contínuidade pra descortinar fraudes e acertar a bem aventurança das cales.
As visões serão os o padrões pra acertar as maldições e não dando conclusões com brigas em falsas escolações.
Não precisas o entender, faça o seu e, não inverta, pra correição do arquiteto que não, propositura ganas de antemão, das rainhas há contemplação.
Sua graça não necessita de entendimento e, alguns, também se arrastam pelo conhecimento, e outros, tantos, amortecem o tempo, dos sonhos vegetativos, sem éteros livros.
Quando não souber não serei burra, mas, posso ajudar, quando quiser, gosto das horas que me fazem o viver, pra refazer o mal dos casos do não viver.
O brasileiro ainda não aprendeu a exigir que os políticos não o trate como idiota. O respeito ao cidadão nunca foi pauta de campanha, e por esta razão as opções para o eleitor são sempre as raposas e suas performances cênicas sobre um tablado pago pelas galinhas.
Às vezes quero escrever um texto mas ele ainda não está. Ele me vem mas ainda não está pronto. Às vezes me parece que já o tenho inteiro. E quando paro pra fazer, ele não vem. Fica querendo ser bonito e se perde na beleza até que não faz sentido e o abandono. Por vezes parece que sei mais dele do que pra você, mas que pra você ele ainda não é claro. Parece exato em mim, mas se pra você ainda não está completo, me questiono se pra mim também já o entendi. Então sento e tento deixar ir. Mas não psicografo. Como suspeito de Pessoa. Deixo. E um dia ele vem. Muitas vezes com a primeira frase. Bonita. Olho pra ela e penso se ela é o mote ou uma armadilha. Então levanto num impulso, como de madrugada às vezes, e começo. Me guio pelo filme que diz pra um aluno apenas falar palavras aparentemente sem sentido e ver a poesia que aparece. Também lembro da diretora que separava arte das ideias. E olho para as minhas palavras tentando entender se a ordem delas mais quer dificultar do que informar. Se são vaidosas, ou contorções para se fazerem entender. Tenho o texto. E releio em um prazer que às vezes é alimentado pelo retorno dos outros, às vezes mais quieto do que supus, e às vezes constrangedor ao ponto de esmagar meus dedos dos pés até eu apagar. Falo contigo como alguém que quer me ler, e se às vezes sou longo demais, penso que fui desinteressante no começo. Mas o início é preciso, e por isso o comprido para concluir e te fazer entender. Te falo como alguém que segreda e alimenta amor. Que esconde íntimo, mas que se expõe nas entrelinhas. E às vezes me abro de vez de todo. E me guardo até pensar em nós outra vez.
Alguns povos ainda não chegaram aqui e, isso, não é falta de intenção, nem pode ser tensão, basta uma simples citação, dos quês de que, nem tudo termina em conclusão.
Não perca tempo buscando quantidades já que sabes escrever e, sem precisar o ler, acerte sem setas às renovadas das realidades.
Meu bem, não te digo que foi fácil. Mas foi libertador.
Sentir-me por completo.
Sou parte disso, não posso negar.
Vivo quem sou, com quem desejo.
