Nao Ha Passageiros na Nave Espacial Terra
Há quem passe a vida inteira tentando ser entendido e, por isso mesmo, nunca se compreende. O silêncio que nasce da lucidez não é fuga: é seleção. Quando a consciência amadurece, escolhe menos palavras não por pobreza interior, mas porque já sabe onde a fala não alcança.
Há forças que só se revelam quando o chão cede. Enquanto tudo sustenta, o ser dorme; quando falta apoio, desperta. Não é a estabilidade que forma caráter, mas a queda que obriga a escolher entre endurecer por medo ou aprofundar-se por coragem.
Há pessoas que confundem intensidade com profundidade e barulho com presença. O ser atento aprende cedo que o essencial não grita: sustenta. Tudo o que é verdadeiro dispensa alarde, porque sabe que o que tem raiz não precisa convencer — apenas existir.
“Debaixo da Casca”
Bom dia.
Acordei com um desejo que pede voz há anos:
organizar o mundo que carrego dentro.
São ideias demais, caminhos demais, emoções demais —
como se minha mente fosse um cruzamento onde ninguém obedece o sinal.
Ser escritor, ou algo próximo disso, é caminhar com excesso.
Às vezes as palavras correm;
às vezes param todas, como se fizessem greve.
Eu falho, assumo, e recomeço — sempre.
Hoje declaro meu querer mais sincero:
reunir minhas crônicas, dar forma ao que sinto e penso,
e transformar tudo isso num livro dedicado aos meus alunos,
meu verdadeiro conteúdo.
Digo sem medo: não dou conta sozinho.
E aceitar ajuda também é política —
a política da humildade, da construção, da responsabilidade.
Quero romper minha própria casca.
Deixar sair o que é frágil e forte,
íntimo e público,
poético e indignado.
Quero transformar minhas aflições em páginas
e minhas páginas em memória viva.
Bom dia a quem tenta não viver só por fora.
Bom dia a quem insiste em ter miolo num país de cascas polidas.
Bom dia a quem escreve, tropeça, levanta
e segue —
porque a palavra sempre encontra seu destino.
Há dentro de você uma fábrica de Felicidade, alimente-a com a sua Inteligência e viva dessa Alegria.
"Eu encontrei o diabo, há muito tempo atrás,
me senti tão feliz, fora a melhor sensação.
Como de praxe, escondia a sua verdadeira face, me disse coisas vãs, repletas de paixão.
Ele tinha um cabelo castanho, os olhos negros, inenarrável calor exalava de suas mãos.
Cada toque, do de muitas vozes, acelerava-me o coração.
Ele dizia que me amava, mas sabia eu, mesmo crendo, que era tudo ilusão.
Deus ali não se encontrava.
Roguei pelo Cristo, não obtive resposta da minha questão.
Me apaixonei pelo diabo, em uma tarde de verão.
Quente era sua pele, quente era a estação.
Fui tolo, achei que poderia ser melhor que o próprio Deus e, àquela alma, trazer salvação.
O diabo era só lascívia, agira com mentira e era eu quem pedia perdão.
Mesmo hoje, recuperado, o diabo ainda permeia meu coração.
Pois ele ainda ocupa as lembranças de há muito tempo atrás, quando eu o conheci e fora a melhor sensação..."
É inútil procurar paz onde só há ruído interno.
Nenhum ambiente externo compensa uma mente tumultuada. A ordem começa dentro.
Depois se expande.
📚 Há um outro mal que eu vi, enquanto observava a vida; é uma triste situação respeitante a reis e governantes: vi tolos a quem se deu grande autoridade e ricos a quem não se deu honra alguma. 🧠
Vi também servos andando a cavalo e nobres deslocando-se a pé, como servos!
Quem fizer uma cova cairá nela; quem derrubar um muro, uma cobra o morderá!⚜️🔱🦉🔯🕎🛐✝️💟
Impermanência
A dança natural dos estados internos
Há momentos em que a mente se enche de pensamentos e emoções, como um vale tomado pela neblina. A prática não é lutar contra essa neblina, mas subir às colinas interiores e simplesmente observar. Dali, tudo pode ser visto sem pressa: a tristeza que passa, a alegria que surge, o silêncio que permanece. O observador não julga, não interfere, apenas testemunha. E nesse ato de ver sem se confundir com o que é visto, nasce uma liberdade suave, a descoberta de que você não é o turbilhão, mas o espaço aberto onde ele acontece.
Assim também é a vida: ela se move como as estações, cada fase trazendo sua própria essência, mas nenhuma permanecendo para sempre.
Primavera desperta o florescer das ideias e sentimentos, trazendo expansão e novidade.
Verão é o auge da intensidade, quando tudo pulsa em plenitude e calor.
Outono convida ao recolhimento, à reflexão e ao desapego das folhas que já cumpriram seu papel.
Inverno traz o silêncio e a pausa, preparando o terreno para que o ciclo recomece.
Do mesmo modo que as estações se sucedem em harmonia, também nós transitamos entre estados internos. Não há luta entre eles, apenas alternância natural. O segredo está em reconhecer que cada fase é necessária e que o movimento nunca cessa, apenas se transforma.
Nem toda dor precisa de plateia,
nem toda vitória precisa ser anunciada.
Há caminhos que são solitários por dentro,
mas reveladores por fora.
Compartilho apenas o que já compreendi,
o que virou aprendizado,
porque viver não é provar força ao mundo,
é permanecer fiel a si mesmo
na queda e no recomeço.
Segundo dia do ano
A vida volta ao normal
As festas se passaram
Em uma rotina crucial
Há nuvens no infinito
Em um baile bem bonito
Passo-a-passo essencial
Reflexão :
Ha Momentos em nossa Vida que de nada Vale .
* Brigas .
* Ostentação .
* Prazeres Passageiros .
* Indiferenças .
Tudo se Acaba como um estalo nos Dedos .
Saber um pouco mais e viver um pouco menos
Há quem pense o contrário. Melhor é o ócio bem empregado do que o negócio. Tudo o que possuímos é o tempo, único bem de quem não tem nada. A vida é preciosa demais para ser desperdiçada tanto em trabalhos mecânicos quanto em excesso de tarefas sublimes. Não devemos nos sobrecarregar nem de ocupações, nem de rivalidades: isso é maltratar a vida e sufocar o ânimo. Alguns acreditam que também se deve evitar o saber, mas, se não se sabe, não se vive.
Entre o Indizível e o Infinito.
Há dias em que me leio por dentro e me descubro escrita nas entrelinhas de Clarice.
Porque nela encontro esse espelho raro,
onde o íntimo não se esconde apenas pulsa.
E quando encosto meu silêncio no silêncio dela, entendo por que diz:
“Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.”
Talvez porque eu também deseje o indizível, o que não cabe no mundo, mas insiste em caber dentro de mim.
Vinícius, então, chega como quem abre uma janela para a alma respirar o que é essencial.
Ele afaga minhas dores,
desamarra minhas paixões, e relembra que o amor não precisa permanecer para ser eterno:
“Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure.”
E é nesse infinito breve que encontro a beleza do que sou e do que sinto.
Sigo assim, entre Clarice e Vinícius, como quem caminha por um corredor de luz e sombra, observando meus próprios contornos, aceitando o que é brasa, acolhendo o que é vento.
Na elegância dos meus pensamentos soltos, me reinvento.
Na profundidade dos versos que me escolhem, me encontro.
E na vida, essa poesia que não se explica e continuo sendo rascunho e revelação.
Há o seus olhos
Expressante e delicados
Tão fantasticos que brilham
Combinando com seu sorriso
E seu jeito de menina mulher
De simplicidade e simpatia
Seus labios minha tentação
Um desejo fora de noção
Me entusiasmo quando fala
Seu sotaque me impressiona
E o destino me decepciona
Queria eu ter a conhecido um pouco antes
Talvez não seria platônica esta paixão
Esse desejo pelo sabor do seu beijo
E a vontade de te colocar em meus braços
E te proteger deste mundo cruel
De te namorar de manha, a tarde e a noite
E puder tirar do seu rosto
Os mais belos sorrisos e ouvir
Os mais deliciosos gemidos
De amor e prazer.
A como eu queria que nada disso
fosse platônico.
